Seus Olhos Verde Mar

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Levanta os olhos, o horizonte não encerra, é porta escancarada para um recomeço mais vasto.

A verdadeira alegria nasce quando as mãos se rendem e os olhos se enchem de gratidão, então a vida se põe a cantar.

⁠Tudo que te tira a paz é invisível aos olhos. Está ali porque os sentimentos alimentam. Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diárias e fazer deles troféus na estante da vida!A mão invisível que nos protege e nos toca é a mesma que sacode a árvore. Faz das nossas ações um caminho mais denso, calcado com pedregulhos. Quero um caminho sólido, na solitude do eu. Quero me afastar da solidão. Quero alicerçar o caminho que será trilhado... e tento ser eu.Ouvir dizer: Nenhum homem é uma ilha; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um punhado é arrastado para o mar, se fragmentando como se fosse monturo, como se fosse a casa de estranhos ou fora da minha própria casa; seria a morte de qualquer homem uma insanidade, porque sou parte do Ser. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti. Eu me dobro por ti... A arte está na forma com que se enxerga. O êxito de estar a contemplar a si mesmo e projetar as suas ilusões ou realidades naquilo que lhes apraz... é nosso triunfo diário. Eu, daqui, observo a minha árvore, em um jardim sem pomar, e as sacudidelas que tento dar não têm resultado algum. Isso me convence de que todos os dias, a mão invisível que a toca, testa as suas raízes ao vê-la, imperturbável, não se dobrar… então, danço com a mão invisível entoando uma canção ao vento, me desvencilhando das folhas mortas caídas ao chão...Se eu quisesse sacudir a árvore com as próprias mãos, não seria capaz. É que eu sou como um grão de mostarda, lutando para germinar em terras áridas... na estação errada... O vento, que não vejo, e que atinge a árvore; a perturba e a dobra como quer...Quem nos salvará da ira vindoura? Quem estará nas trincheiras ao teu lado?– E isso importa?– Mais do que a própria guerra.Estamos indiscutivelmente curvados e atados por mãos invisíveis... *Eis aí o grande Leviatã...


*Uma crítica ao Estado no pensamento de:*


Thomas Hobbes
Nietzsche
Adam Smith
Hemingway

A ÁRVORE DA MONTANHA


Tudo que tira a paz é invisível aos olhos.
Está ali porque os sentimentos alimentam.
Navegar pela alma é encontrar despojos das batalhas diáriase fazer deles troféus na estante da vida!


A mão invisível que protege e toca
é a mesma que sacode a árvore.
Faz das ações um caminho denso, calcado em pedregulhos.
Quero solo sólido na solitude do eu,
afastar-me da solidão, alicerçar o trilho...
Tento ser eu.


Ouvir dizer: "Nenhum homem é uma ilha;
cada partícula do continente, uma parte da terra.
Se um punhado some ao mar — como monturo,casa de estranhos ou além da minha própria —,a morte de qualquer homem diminui-me,porque sou parte do Ser. Não perguntes por quem os sinos dobram:
eles dobram por ti." Eu me dobro por ti...


A arte está no olhar. O êxito de contemplar-see projetar ilusões ou realidades no que aprazé nosso triunfo diário.
Eu, daqui, observo minha árvore em jardim sem pomar.
Minhas sacudidelas falham. Isso convence:todos os dias, a mão invisível a testa,vê-la imperturbável, raízes firmes.


Então, danço com ela, entoando canção ao vento,desvencilhando folhas mortas do chão...
Se quisesse abalá-la com mãos próprias, fracassaria.
Sou grão de mostarda, germinando em terra árida,na estação errada... O vento invisível a perturba,dobra-a como quer.


Quem nos salvará da ira vindoura?
Quem nas trincheiras ao teu lado?


— E isso importa?


— Mais que a própria guerra.


Estamos curvados, atados por mãos invisíveis...


Eis o grande Leviatã.

Quem fixa os olhos na verdade encontra pés para caminhar novamente.

Retome o controle, olhos firmes no horizonte, mãos prontas para a nova arquitetura do seu destino.

Os olhos que veem o invisível são aqueles que choraram a dor alheia e aprenderam que somos todos um.

A justiça é um ato de serviço, dobrar-se para ver o mundo através dos olhos do aflito e do fraco.

Os olhos que enxergam sentimento são aqueles que choram não por si, mas pela dor da humanidade.

Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.

Apesar dos meus olhos estarem marejados e o futuro incerto, eu já tinha em mim a certeza da verdade mais poderosa do universo, o fundamento da minha fé: o Cordeiro de Deus, Jesus, morreu por mim um dia para me dar vida e esperança, meditar nesse sacrifício, no quanto sofrimento Ele abraçou, como foi ferido e humilhado em favor de um pecador como eu, me fazia compreender que aquele amor silente e paciente me alcançava em todos os momentos da minha fraqueza.

Já caminhei sem direção, mas nunca sem esperança, ela me guiou quando meus olhos estavam cegos, e quando abri os olhos percebi, eu estava no caminho certo o tempo todo.

Quando me perco na profundidade dos teus olhos, não vejo ausência, mas um amor em armadura, erguido tijolo por tijolo pelo medo do futuro. É um jardim de promessas blindadas, onde a flor mais rara é a coragem de simplesmente se desfazer no instante.

A entrega total é um salto de olhos fechados no escuro, onde a única garantia é a ausência de garantias. Toda a magnificência de amar reside justamente no tremor da possibilidade de que tudo se dissolva, quem se contém, evita a queda, mas perde o voo.

Um coração ferido ainda sabe amar, mas ama com olhos atentos, não entrega tudo de uma vez, mas também não fecha as portas, ama com sabedoria.

Quem atravessa a noite com os olhos abertos aprende que a aurora não é escolha, é promessa escrita nas frestas da madrugada.

A luz intensa do farol feriu meus olhos, dividindo a noite e revelando a verdade nua de dez mil almas emudecidas.

Estive entre ossos secos e almas já sem brilho, um cemitério de olhos que não mais ardia. Corvos pousavam nas minhas falhas, cravando olhares como pregos, aguardando o instante em que eu iria finalmente ceder. O vento cheirava a metal e pó, passos distantes soavam como facas nas paredes do peito. Como um carvalho retorcido pela tormenta, segurei o que restava de mim. Juntei raízes como dedos enegrecidos, afundei-os na terra estilhaçada e bebi, com avareza, o pingo de água que sobrava. A umidade tinha gosto de lembrança e sangue seco. Numa fenda da planície estéril, meu cárcere aberto ao sol, apareceu uma lâmina tão pequena que quase se escondia, uma promessa miúda, de luz, como se a aurora tivesse voltado com as unhas quebradas.
Cada fibra do meu corpo lutava contra o esquecimento, contra a areia que roçava os tendões e tentava sepultar a centelha final. A areia não era neutra: sibilava, entrava pelas gengivas, raspava a língua. Sobreviver não bastava. Havia que coagular a dor, transformá-la: o peso da solidão, o sussurro venenoso da desistência, tudo virou húmus amargo para uma vontade que recusava morrer.
O solo rachado não ofereceu descanso, ofereceu lições. Rachaduras cuspiam pó que cheirava a ossos e foi nelas que aprendi a perfurar, a furar a crosta do desespero com unhas encravadas. Busquei, com um fervor áspero, uma nascente que se escondia debaixo do olhar dos mortos, uma força profunda, mútua com a escuridão, que não se entrega ao alcance.
As sombras permaneceram comigo, não como inimigas, mas como mapas invertidos: eram faróis que apontavam para onde eu jamais devia olhar de novo. E então, o tronco que antes dobrava sob o sopro do mundo começou a endireitar, não por graça, mas por insistência, por teimosia sórdida. Mesmo naquele deserto que parecia ter consumido até a fé, a vida voltou, torta e obstinada, rasgando a casca do nada para cuspir, por um instante, seu próprio clarão, sujo, ferido, impossível de apagar.

Há noites em que a cidade me parece um sopro cansado. Luzes que piscam como olhos que fingem não ver. Caminho entre rostos apressados e penso no que perdi. Perder também é aprender a medir o valor do que resta. E quando volto, minha casa me recebe com ternura de objeto amado.

Olhar de Conexão


Essa conexão de olhos
Cativa meu ser
Cabelos, olhos e detalhes envolventes
Sensações da singularidade dos atos, dos sentidos
Pulsar envolvente
Fogo só existe quando te vejo.