Sera que eu Existo para Alguem

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Penso e sinto, logo existo. Idealizo, logo ajo ou hesito.

Tem gente de quem não gosto e quem não gosta de mim também , para os primeiros finjo que não existo e os segundos fingem que não me vêem.

Prefiro ser livre do que ser controlado por uma pessoa que nem mais sabe que existo.

Quando penso que existo
como concepção do ato interativo
compreendo o quanto o sentido humano e tão singularmente exato!

Não me deixes só quando necessito,
porque a tua presença me faz crer que existo.

É em mim,
Nessa ponte que me liga ao labirintos do meu Ser,
Que existo, em verdade

Não sou bonita
Não sou feia
Sou a energia pura
De todas as emoções que neguei
Todas as lagrimas que já chorei
De todo o amor que já quis pra mim,
E também de todo o amor que já vi partir...

Permaneço
Nunca voei na liberdade que me faz
Nunca pronunciei a palavra que me esconde
Nunca dancei esse movimento que cresce e explode em suavidade,
Dentro de mim...

Meu espírito, Ele é...
E me faz completa
Mas não permaneço Nele.
Tragam-me os medos
E a poeira dessa vida
Vivida em confusão

Lançam-me em tristeza as cenas de minha prisão
E no mais escuro de minhas escolhas
Acendo a luz de um clarão
E peço...
Que me iluminem o coração.

Despercebido vivo, só existo em poucos instantes, cujos são momentos em que você se encontra presente!

Não penso, não existo, só assisto.

Chorei: Logo existo. Sorrio: Logo permaneço. O que se dará daqui pra frente dependerá da natureza em seu ciclo".

Nem mente, nem forma, apenas existo.
Cessaram agora toda a vontade e pensamento.
O derradeiro fim da dança da Natureza,
Eu sou aquele por quem busquei.

Meus corte são profundos no coração, não existo...
por ter amar dei meu corpo como maior sacrifício,
são tantos detalhes deixados pelo sofrimento.
lagrimas latente no profundo sentimento,
desculpas não vão curar minhas feridas,
desculpas não vão mudar minha dor,
suas palavras são poucas pelos teus atos
que feriram minha alma...num teor nu
calado arrasto meus pensamentos,
poucos compreendem pois piores...não fazem diferença,
a loucura pior exílio mesmo achar o primor dos fatos,
em caos o pior medo no exato momento as trevas.
para ter suas amplitudes como própria farsa...
ou mais profundo que ache que seja... são minhas certezas.
dentro do fato que nada é relevante...
por mais faça ou digam não me deferem mais...
pois não tenho mais um coração...
nem sonhos só destino frio na minha alma.

Só existo pra quem sabe ser meu ser, quem conhece-me e se põe em meu lugar. Quem procura dar valor ao meu valorizar. Ou quem sabe compensar.

Não sei com que objetivo escrevo o que vivo, só sei que escrevo pra entender aos poucos que existo.

Sou, mas não por apenas ser, sou porque existo, sou porque invento.

Abro o livro como quem abre uma cela
e a gramática entra com chaves de prata.
"Existo", diz o guarda. Eu assinto e, sem notar,
já aceitei que existir é estado.


Pergunta primeira, feita em voz de ponte:
quem fala quando digo "eu"?
Ato que cintila ou coisa que permanece?
Nomear é pôr moldura onde só há clarão.


Repito: penso.
E o verbo, inquieto, não se deita em camas de mármore.
Ele passa. Ele acontece.
O sujeito que o monta é aparição, não peça de museu.


No jogo de linguagem, a regra é simples e feroz:
"existir" cobra documentos de continuidade,
pedem-se sinais de reidentificação,
pedem-se cicatrizes que atravessem anos.


Mas o pensar não traz carteira;
traz pulso.
A cada batida ele inaugura um quem,
um rosto-em-ato que se desarma com o próprio eco.


Olha a armadilha:
quando digo "existo" após "penso",
troco o brilho pelo bloco,
confundo faísca com minério.


Se existir é ser algo, dize que algo és sem congelar o rio.
Dize quem retorna intacto do atravessamento.
A palavra "eu" acena, mas não garante o passageiro;
é índice, não monumento.


Releio e o leitor que sou me contradiz com elegância:
cada leitura me inventa um autor anterior.
Logo, o eu que decide entender é posterior ao entendimento,
e o entendimento, anterior ao eu que o celebra.


A gramática faz truques.
Transforma atos em estados, eventos em essências.
É ventríloqua do ser:
põe voz de mármore no que é água.


Heráclito entra, enxuto:
o nome é margem, o ser é curso.
Quem bebe duas vezes no mesmo "eu"?
Quem devolve a gota ao desenho antigo?


Então aperfeiçoo o silogismo como quem desarma um dispositivo:
se penso, há presença sem propriedade,
há comparecimento do sujeito-em-ato,
há luz que não promete estátua.


Daqui não se segue substância,
segue cena.
Não se prova o dono, prova-se o surgimento.
O cogito é bilhete de entrada, não escritura do terreno.


E se me pedem definibilidade, aponto o necrotério das narrativas:
o corpo já cessou, logo o relato pode fixá-lo.
No arquivo, sim, há estados;
na vida, há verbos.


Portanto, conduzo-te pelo corredor das palavras
até a célula onde "existo" queria trancar o ato.
Abro a porta pelo lado do uso e deixo o ar entrar:
o que havia ali era só o brilho do acontecimento.


Conclusão, escrita na água com letra firme:
penso, logo apareço.
Sou em ato, não como estado.
Cogito, ergo fluo.


– Daniel A. K. Müller

⁠"Sei que ainda existo!
No grito de todo louco!
Nos sonhos de qualquer morto!
Na miséria no conforto!
Na putrefação de todo corpo!
‒ Ainda existo?"

Rogério Pacheco
Poema: Abrolhos latentes
Livro: Vermelho Navalha - 2023
Teófilo Otoni/MG

⁠"Sei que ainda existo!
No monte de qualquer lixo!
No pêndulo do relógio que não é fixo!
No aglomerado do cortiço!
Nos segredos de um crucifixo!
‒ Ainda existo?"

Rogério Pacheco
Poema: Abrolhos latentes
Livro: Vermelho Navalha
Teófilo Otoni/MG

Penso, logo... tenho que calar quando necessário.
Ainda existo por minha capacidade de silenciar no momento certo.

FILME⁠

Há dias que não existo, simplesmente me abstenho da vida e inexisto, não vivo, não choro, não rio e não escrevo.

Carregado de amargor, vago sem proposito, não há o que fazer. O céu é cinza, o clima é encoberto de monotonia, chateação e desinteresse.

Por quanto tempo isso há de durar ? Até quando terei que sofrer por esse sentimento frívolo que me traz frustação e ansiedade ?

Eu só quero que isso passe, que o dia acabe, que o tempo se quebre e o sol exploda, durante esse período seco e insensível, meu combustível é o ódio.

Talvez eu só esteja sendo dramático, fazendo suspense por algo besta, tentando romantizar o tédio. Não sei

Acho que as vezes não há protagonismo em dias que somos figurantes.

Consigo ter a paz somente quando esqueço que existo.