Ser Capaz de ser Feliz
Querer sob o teu poder
ser o substantivo feminino
sorva para a tua sensual
flexão de verbo ocorrer,
do receio fazer esquecer,
e com intensidade derreter.
Saciar a tua fome de fruta,
para amar e fazer-me
a melhor colheita do pomar
dos sentidos escolhidos,
para o jejum contigo quebrar.
Encantar, dar prazer e receber
em tons vívidos, permitidos,
e afinados para nos merecer,
e de amor vibrante enlouquecer.
Sanhuda para ser o teu abismo
de flores nativas para que
se perca com indomável ímpeto
em plenitude em retribuição,
E me coloque em iniciação
no teu pomar selvagem de adoração
Evanescer por dentro e ser o ardor
crescente em transbordamento,
o prazer lúdico e elegante,
da cobiçança em chamamento
do desejo romântico e fúrio
intrincados ao mesmo tempo.
Para não dar chance de escolha,
tornar-me a rebeldia mais louca,
e querer ter nas mãos as rédeas
da sagrada intimidade perturbadora.
Assim para que meus beijos feitos
dos ingazeiros dos rincões distantes
da nossa América do Sul profunda
beije o teu corpo bonito e o cubra.
Quem dera ser a Lua de Ano Novo
do Médio Vale do Itajaí que o teu
coração tanto pleiteia amoroso,
tal qual a cidade de Rodeio que sorri,
sempre quando os raios dela
marcamos presença divina por aqui.
Tudo isso é a mais real poesia,
para até no escuro ser lida;
é a própria glória da vida
de ser verbo, carne e alma;
e, o que o amor cortês nos solicita.
Com toda razão e sem razão -
a tua existência nos cânones
afetivos há tempos foi escrita,
virou tradição plena e festiva.
Nenhum pormenor teu pode
e deve ser resistido, por ser capítulo
querer-te comigo - é o meu melhor abrigo.
És feito de romance e sedução,
sem precisar sequer de tradução.
Quem dera ser no seu céu
a sua Lua Cheia de Ano Novo,
À iluminar sua a noite escura,
e que sei que lhe foi imposta;
Enquanto não chega a aurora,
beijo-te com poesia amorosa,
onde até não me for possível.
(Em ti sei que há tempos existo).
Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.
Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.
Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.
Conheço todos
os seus sinais,
No mar de rosas
os teus lábios
hão de ser o cais,
Para unir-nos
como uma orquestra,
nos leve onde
o céu encontra a terra,
e o amor seja a linha mestra.
Um pacto romântico
raro para este tempo:
Tornar-me a Rainha
neste Maracatu Rural,
Ser a dama especial,
a tua Lua Brasileira
no céu do sentimento;
E ser o paraíso total
no teu pensamento
a todo o momento,
Porque quero que seja
o meu divino Rei,
o dono do fechamento.
Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.
No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.
Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.
Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.
Quando a palavra me fere
como Jacarandá de espinho
elejo ser porque floresce,
e a indiferença não fenece.
Espargindo flores e carinho
trazendo beleza solene
infinita pelo caminho,
sem nos deixar sozinhos.
Somente me defino sob
a régua da Via Láctea,
nem o bloqueio a Cuba
amordaça a minha fala.
Os Românticos de Cuba
coloquei à meia-luz da sala
para o ambiente preparar
esperando me encontrar.
Apenas ser, não me cabe,
quero permanecer
plena com minha altura
e aura nua e oculta
caminhando pela rua,
cercada por montanhas,
com uma morada poderosa
em nossas entranhas.
Procuro-te entre as pessoas,
embora resista a ser vista,
Ainda bem que é Carnaval,
e tudo termina em fantasia;
Porque no fundo sei que
aqui você não se encontra,
no meio da noite escura ---
Brindada com gotas de cristal
transformadas em prata pura
pela luz da iluminação pública,
a chuva cai solene nesta rua
misteriosa que é o silêncio,
Que me guiará para ser sua
pelo caminho da paciência
e da mais amorosa ternura,
Entre nós tudo continua
acontecendo mesmo cientes
que o melhor sequer
ainda nem mesmo começou,
Desde o dia em que nos conhecemos
o mundo nunca mais nos tocou.
OS CRÍTICOS DE QUEM SÓ DESEJA VIVER E SER AMOR.
Há uma antiga tensão antropológica entre o impulso à autenticidade e a necessidade social de normatização. Sempre que um indivíduo decide viver segundo a ética do amor, sem artifícios de dominação ou jogos de poder, ele torna-se um ponto de ruptura dentro da lógica competitiva que rege muitos ambientes humanos.
A história confirma esse padrão. Quando Jesus de Nazaré proclamou a primazia do amor sobre a lei, conforme registrado nos Evangelhos do Novo Testamento, foi incompreendido pelos legalistas de seu tempo. A mensagem era simples, porém revolucionária. Amar acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Não se tratava de sentimentalismo, mas de uma ética estrutural, capaz de reorganizar a sociedade.
De modo semelhante, Allan Kardec, em "O Evangelho segundo o Espiritismo" de 1864, define a caridade como benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas. Essa tríade moral é profundamente exigente. Não é frágil. Exige maturidade psíquica e domínio das próprias paixões.
O crítico, contudo, muitas vezes reage por mecanismos psicológicos de projeção. Ao deparar-se com alguém que escolhe amar em vez de competir, que prefere a serenidade ao conflito, sente-se confrontado com sua própria inquietação interna. O amor genuíno funciona como espelho moral. Ele desnuda as carências ocultas e as agressividades não resolvidas.
Na psicologia profunda, esse fenômeno pode ser compreendido como resistência do ego às experiências que ameaçam sua estrutura defensiva. O amor autêntico dissolve fronteiras rígidas. Ele não se submete facilmente à lógica da disputa. Por isso incomoda. Ele revela que é possível viver sem a hostilidade como método.
Sob o prisma sociológico, a crítica também decorre do temor ao diferente. Quem vive segundo princípios éticos elevados subverte padrões implícitos de comportamento. Não participa de jogos de manipulação. Não responde à violência com violência. Não se alimenta da maledicência coletiva. Tal postura desestabiliza pactos silenciosos que sustentam ambientes medíocres.
Viver e ser amor não significa ingenuidade. Significa disciplina interior. Significa escolha consciente. Significa recusar-se a reproduzir a brutalidade emocional do mundo.
Os críticos continuarão a existir. Sempre existiram. A história humana é marcada por essa tensão entre luz e sombra. Contudo, a integridade daquele que ama não depende da aprovação externa. Depende da coerência entre consciência e ação.
Quem escolhe o amor como princípio estruturante da existência não está fugindo da realidade. Está reformulando-a desde dentro.
E ao persistir nessa escolha silenciosa, transforma-se no testemunho vivo de que a grandeza moral não grita, apenas permanece.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
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