Ser Capaz de ser Feliz

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O ser humano não foi dominado pelas máquinas, foi substituído por escolha própria.

A ciência traz cura e esperança ao ser humano.

A vergonha é o último limite do ser humano. Quando ela cai, tudo desaba junto

As dores físicas podem ser vistas como campainhas de Deus, chamando nossa atenção de maneira amorosa. Elas são manifestações do corpo e da alma, pedindo auxílio e nos convidando a refletir sobre o que precisamos ajustar em nossas vidas. Essas dores podem nos ensinar a ouvir nosso interior, a cuidar de nós mesmos e a buscar equilíbrio. É um lembrete de que, muitas vezes, precisamos parar, respirar e prestar atenção ao que nosso ser realmente deseja. Ao reconhecer essas mensagens, podemos iniciar um processo de cura e autoconhecimento, permitindo que a dor se transforme em um caminho para a saúde e a harmonia.

Ser corajoso não significa estar isento de medo, mas sim avançar apesar dele. A verdadeira coragem se revela quando enfrentamos nossas inseguranças e desafios, mesmo quando a dúvida e a ansiedade nos acompanham.

Cada passo dado diante do medo é uma afirmação de força e determinação. Isso nos permite crescer, aprender e nos transformar. Ao reconhecer o medo, mas decidir não deixá-lo nos paralisar, abrimos portas para novas oportunidades e experiências. A coragem é um ato contínuo, e cada pequeno avanço nos aproxima de nossos objetivos e sonhos.

Às vezes, é necessário limpar e soltar todas as formas de ser um porto seguro. É fundamental liberar os pesos e deixar para trás tudo aquilo que não nos serve mais. Precisamos aprender com os bambus, que se dobram ao vento sem quebrar, permanecendo vazios para serem preenchidos de amor.

É uma verdadeira beleza quando entendemos essa lição. Ao nos desapegarmos do que nos limita, abrimos espaço para novas experiências e sentimentos. Essa flexibilidade nos permite crescer e nos fortalecer, permitindo que o amor e a luz entrem em nossas vidas. Assim, podemos nos tornar mais leves e conectados com o que realmente importa.

Decidi por ser um tolo


Se o mundo é dos espertos

"Nossas diferenças não devem ser maiores do que aquilo que nos une"

INDESCULPÁVEL


É ser resistente ao pensamento diferente

"A árvore se revela pelo fruto"


Pode até ser azedo mas é saudável
Disse a goiabeira ao limão
Tem bicho dentro cuidado
Não coma goiaba do chão

A sabedoria e a beleza
Discutiam caladas
Sobre a pequenez da grandeza
De ser mais bela ou mais sábia

Ter educação devia ser obrigação

Lutar contra você mesmo não deve ser uma batalha perdida, afinal você conhece seus pontos fracos e fortes. 05/01/2026

“Ser cristão não é andar sem tempestades, é aprender a dançar na chuva com a confiança de que Deus segura o céu.” ☁️✨

“Na beleza que vejo em você e nas semelhanças dos nossos pensamentos, é no seu ser que o meu se reconhece”

⁠acho que cada um pode ser o que quiser.
Não deixei ninguém dizer que você tem que ser.

⁠Decidir pode ser difícil, porém fugir da decisão é ainda pior.
Escolha e siga em frente.

A literatura brasileira pode ser entendida como uma tentativa contínua de construção de identidade nacional, mas não de modo linear ou estável. Desde suas origens, ela se constitui como um campo de reflexão sobre o próprio país, suas fraturas históricas, suas influências externas e suas tensões internas. Mais do que um reflexo passivo da nação, a literatura brasileira participa ativamente da elaboração simbólica do Brasil, questionando e reconstruindo constantemente aquilo que se entende por identidade nacional.
Essa instabilidade pode ser percebida ao longo da evolução de seus autores. Machado de Assis, por exemplo, não apresenta uma obra linear. Seus primeiros romances ainda dialogam com o romantismo, enquanto sua fase realista introduz a ironia como uma forma de leitura do mundo e do ser humano. A ironia machadiana não é apenas um recurso estilístico, mas revela uma visão ontológica: o ser humano é contraditório, autoconsciente e frequentemente incapaz de compreender a si mesmo plenamente. No entanto, em sua fase final, como em Esaú e Jacó, essa ironia se suaviza, indicando que a própria visão de mundo do autor se transforma ao longo da vida. Machado, portanto, encarna uma consciência literária em movimento, que evolui e se reconfigura.
Em Clarice Lispector, a literatura deixa de ser apenas narrativa de acontecimentos e passa a se concentrar nos estados do ser. Sua linguagem pode tanto revelar quanto dissolver o sujeito. A epifania clariceana, recorrente em sua obra, é um momento de revelação que simultaneamente desestabiliza a identidade do personagem. Em A Hora da Estrela, por exemplo, a linguagem se apresenta mais linear, enquanto em outras obras se torna mais hermética e introspectiva. Em todos os casos, porém, há uma tensão contínua entre revelar o sujeito e desorganizá-lo, indicando que a identidade nunca é plenamente fixa.
Essa dimensão ontológica também se manifesta em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. O sertão, ali, é simultaneamente geografia e metafísica. Embora a narrativa se construa a partir de histórias de jagunços, essas histórias funcionam como pano de fundo para reflexões mais profundas sobre Deus, o diabo, o amor e a própria realidade. O sertão rosiano representa um estado existencial no qual o ser humano questiona constantemente o sentido de sua existência. A linguagem regionalista, elaborada e inventiva, não limita o alcance da obra; ao contrário, serve como veículo para questões universais e ontológicas.
Na poesia de Carlos Drummond de Andrade, o “eu” frequentemente se apresenta deslocado. Esse sentimento de inadequação é simultaneamente psicológico, social e metafísico. Ao afirmar que não será o poeta de um mundo caduco, Drummond revela tanto sua leitura crítica da sociedade quanto sua própria percepção existencial do mundo. O deslocamento não é apenas individual, mas também histórico e ontológico, refletindo a dificuldade de encontrar um lugar estável em uma realidade em transformação.
O modernismo brasileiro, por sua vez, buscou romper com a tradição europeia, mas também se constituiu a partir dela. Influenciado pelas vanguardas europeias — como o cubismo, o futurismo e o expressionismo —, o modernismo brasileiro não pode ser considerado totalmente revolucionário. Ele representou, antes, uma reconfiguração cultural que reposicionou o Brasil dentro de um cenário internacional. Embora tenha introduzido novas formas de expressão e valorizado elementos nacionais, manteve diálogo constante com modelos estrangeiros, revelando a complexidade da construção de uma identidade cultural autônoma.
Lima Barreto exemplifica a fusão entre literatura e política. Sua obra é simultaneamente um ato literário e um ato político. Ao desconstruir visões ufanistas do Brasil e expor desigualdades sociais profundas, ele revela um país distante da imagem idealizada. Sua escrita, crítica e amarga, continua atual justamente por evidenciar problemas estruturais que persistem. A literatura, nesse caso, torna-se instrumento de lucidez social e histórica.
Na poesia de Cecília Meireles, a temporalidade assume caráter ao mesmo tempo nostálgico e metafísico. Seus versos frequentemente refletem sobre a passagem do tempo e a transitoriedade da vida, construindo uma nostalgia que não se limita à memória pessoal, mas se expande para uma reflexão existencial sobre o destino humano. O tempo, em sua poesia, é consciência da impermanência.
A questão da identidade nacional atravessa toda a literatura brasileira. Durante muito tempo, a produção literária refletiu fortemente influências europeias. Apenas ao longo do século XX, especialmente após o modernismo e nas décadas seguintes, é possível perceber a consolidação de uma identidade literária mais autônoma. Ainda assim, essa identidade permanece instável, construída em diálogo constante com referências externas e internas. A literatura brasileira não define uma identidade fixa; antes, revela a dificuldade de estabelecê-la de forma definitiva.
Por fim, a relação entre forma estética e verdade social é central na tradição literária brasileira. Em obras como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, a linguagem seca e direta corresponde ao conteúdo narrado, criando uma unidade entre forma e temática. A estética não suaviza a realidade, mas a traduz e a intensifica. Quando forma e conteúdo caminham juntos, a literatura alcança maior potência expressiva e crítica.
Assim, a literatura brasileira pode ser compreendida como um espaço simbólico em que a identidade nacional é continuamente construída, questionada e reformulada. Ela não oferece respostas definitivas, mas evidencia a complexidade de um país cuja identidade permanece em permanente elaboração.

Cansado de ser o pilar silencioso, mas consciente de que, se eu falar, o estrondo do meu desabafo assustaria a todos.

Por milênios, Deus tem sido o Deus do povo, mas por milênios o povo não tem aceitado ser o povo de Deus.