Ser Capaz de ser Feliz

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Hoje eu consegui me olhar,
e enfim, eu me vi.
E dentro desse meu ver,
vi teu olhar me acenando.
Olhos de saudade,
calmos, fundos,
e as meninas dos teus olhos
bailando só pra me chamar atencão.
Não era mais espelho,
era encontro.
Eu me olhando,
e você morando no meu olhar.
(Saul Beleza,)

A realidade é um espelho,
e nele eu me vi inteiro:
você desconta em mim
a saudade que sente dele.
Eu detesto esse instante
em que seu olhar atravessa o meu
procurando outro rosto.
Acho que sou remédio
para tua memória.
Você me toma quando a falta aperta,
mas não é a mim que você quer curar.
(Saul Beleza)

Não se agarre a nada como se aquilo precisasse permanecer exatamente como está. A vida é sempre fluxo, transitoriedade e mivimento. Reflita: a sua vida não é a mesma que cinco anos atrás. Tudo flui, deixe ir, solte, viva a leveza.

Uma coisa inexplicável: no Brasil as pessoas são obrigadas a votar, pensam que têm direito ao voto e ainda falam que vivem em uma grande Democracia.

Não procure em mim
o que você não quer encontrar aqui.
Se quem você procura
tá por aí, nos mesmo lugar de sempre,
não me faça de ponte
pros teus pensamento longinco.
Aqui num tem aventura,
aqui é só ternura.
E essa ternura, eu sei,
é justo o que não te agrada, sou esse sentimento que você busca longe.
(Saul Beleza)

Deus fez o nosso vizinho; nós, porém, erguemos o muro.

Todavia, de uma coisa eu tenho certeza e me esperanço: não haverá cristãos no Céu.

O muro que hoje separa o judeu do grego, o católico do protestante, o crente do descrente desmoronará de uma vez por todas; pois todos serão um em Cristo Jesus.

Ninguém há de se submeter ao homem senão ao único detentor da perfeita paz, Aquele que ergue o estandarte da sublime harmonia e proclama:

“A mim, não há acepção de pessoas. Eis que uno judeu e grego, escravo e livre, santo e pecador, numa só carne. O que Eu uni, ninguém há de separar.”

- Igreja dos Mortos

Sou eu o louco


por Alexsandro de Lima Gomes


Não sinto angústia,
não sinto inveja,
e nem quero orgulho.


Mas ainda estou sozinho.


Sou um fracasso,
mas me faço de forte.


Não tenho sentido,
mas gosto de lutar.


Não sou cavaleiro,
nem tenho espada.


Mas a verdade,
um dia, vou defender.


Vou proteger.


Mas, ainda, em meu cavalo,
estou sozinho.


Não sei o que fazer,


pois estou contigo,
mas ainda me sinto sozinho.


Um balde,
cheio de água,


mesmo olhando de longe,
ainda parece gigante.


Pois o que eu vejo
me dá medo.


E o que realmente sou
me faz sentir fracasso.


Viver para sempre
é um sonho.


Mas morar no querer
é viver para sempre.


Sinto muito,


mas não consigo.


O que quero
não faz sentido.


E o que faz,
não existe.


Somos loucos,


fantasiados de homens
e amarrados com roupas.


O silêncio canta
em meus ouvidos,


e minha boca se cala
perante a vontade.


Talvez da imagem.


Se pudesse navegar,


estaria em um barco,


escrevendo besteiras
e olhando para o espelho.


Pois, afinal,


sou louco.


E não qualquer tal.

Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.

𝑂𝑢𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑖𝑎 𝑜 𝑃𝑎𝑝𝑎 𝑒𝑥𝑜𝑟𝑡𝑜𝑢 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 𝐼𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝐶𝑎𝑡𝑜́𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜́𝑝𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠 𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑎𝑟 𝑠𝑢𝑎𝑠 𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑎𝑠. 𝐸𝑙𝑒 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑡𝑖𝑟 𝑒 𝑒𝑥𝑡𝑜𝑟𝑞𝑢𝑖𝑟 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑎́ 𝑛𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑑𝑒 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝑛𝑒𝑚 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑎 𝑎 𝑖𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝑑𝑜 𝐼𝑛𝑓𝑒𝑟𝑛𝑜.

Prefiro aprender com o caminho percorrido do que com os mapas desenhados por quem nunca o trilhou.

Saia da minha vida com dignidade,
e não por não saber explicar teus devaneios.
Vai limpo,
vai inteiro,
sem rastro de promessa no bolso.
Não quero saber por onde anda teu pensamento,
nem quem mora nele agora.
Se for pra sair,
sai sem fazer alarde na minha paz.
(Saul Beleza)

⁠Poema Jurídico - A Perseguição Política à Direita Brasileira

Douto STF, que em toga impõe,
O Autor, que na política se expõe,
Pede vênia para expor
A perseguição que em seu peito arde e dor.

Homens de bem, que amam a pátria,
São alvos de uma cruel insídia,
Onde o Tribunal, em seu fervor,
Decide com viés, sem rigor.

Bolsonaro, figura de luta e crença,
É tratado com intolerância, sem clemência,
Enquanto os juízes, em sua parcialidade,
Tentam silenciar a liberdade.

Sigilo em atos, sem transparência,
É arma que destroça a democracia em silencia.
Onde está a justiça, onde o direito?
Quando a Constituição se torna um defeito?

A acusação se fragiliza, sem sustentação,
Denúncias vazias, sem fundação.
Mas o povo sabe, a verdade clama,
Que a democracia nunca se inflama.

Em nome de um Estado justo e soberano,
Não se pode usar o poder de forma insana.
Os homens de bem, de direita e fé,
Não são criminosos, mas vítimas dessa maré.

Os tribunais devem ser guias da razão,
E não instrumentos de uma visão,
Que persegue, cala e condena sem provas,
Em nome de um jogo que só desova.

E o Autor, sem medo, ergue sua voz,
Exige que a lei seja feita para todos nós,
Que a justiça não se curve a um interesse,
Mas se erga, como a luz que jamais se esquece.

Que o povo, unido, clame por transparência,
E que o STF, em sua vigília de consciência,
Retorne à sua missão de ser justo e imparcial,
Porque a justiça só é justa quando é universal.

Dos caquinhos de minha vida fiz degraus e cresço mais e mais....

A ingratidão e desprezo são a maior tristeza de uma mãe que se anulou para viver para e pelos filhos, tudo ficou para o amanhã que nunca aconteceu,o futuro chegou e junto a frustração e tristeza em ver que nada valeu a pena, que viveram e cresceram em cima de mim, tiraram meus natais,nunca me deram um aniversário ou um bolo sequer,e apenas espero chegar o fim sem dor,sem medo e apenas Deus junto de mim. Que Deus me abençoe! 25/09/2026

"NUNCA DÊ DESCULPAS ESFARRAPADAS, ENFRENTE OS PROBLEMAS, NÃO SOSSEGUE ENQUANTO NÃO RESOLVER" Ademar de Borba

Muitas orações são atendidas por Lúcifer enquanto as pessoas agradecem a Jesus Cristo.

Na política há mais inveja e menos boa vontade.

O tirano deve sempre mostrar um zelo incomum no culto aos deuses; pois os cidadãos têm menos medo de sofrer injustiças de um governante se acham que ele é religioso e respeita os deuses, e conspiram menos contra ele, julgando que ele tem os próprios deuses ao seu lado. — ARISTÓTELES, Politica,Livro V

"COBRA MUITO DE TI E ESPERE POUCO DOS OUTROS PARA EVITAR MUITOS ABORRECIMENTOS" Ademar de Borba

BOM, eu não tenho religião, nunca me identifiquei com uma! Mas, a religião que conheço sempre diz que a bíblia sagrada, é o único livro confiável que existe, mas existem TROCENTos livros sagrados por aí de OUTRAS religiões pregando as mesmas coisas ou não. Tipo, eu nasci no Brasil, a religião daqui predominante é o Cristianismo, é a que eu conheço e tenho acesso. É normal para mim, porém muito questionável também. Mas, imagina eu ter nascido na Índia, cultuar vários deuses, também seria normal para mim, porque nasci lá e está tudo certo, é o que conheço. BOM, se eu tivesse nascido na Coreia do Norte, por exemplo, não poderia ter nenhuma religião, e sim, está tudo certo, porque é a adaptação que conhecemos desde a infância. Bom, por isso não tenho religião, cada um condena a outra religião por isso e aquilo, e no final, se Deus é Deus, ele criou todos os humanos na terra, independente de religião. Não é porque não sigo tal doutrina, que Deus irá me condenar, como vai condenar, se nunca ouvi falar disso? A fé é individual. Cada um acredita no que acha adequado. Mas, os cristãos que conheço por aqui, querem empurrar goela abaixo "tem que ir para igreja, porque se não não vai ser salvo" bom, eu tenho a minha fé, eu acredito em Deus, eu parei de ir para a igreja porque me julgavam demais e me excluíam de coisas importantes. Quem estava lá no púlpito, fez isso. Então, se era para ter comunhão, não é o que se vê, dentro de um templo, que seria para trocar ideias sobre a vida e a fé. Também vejo gente maldosa, que mata animais, onde está sempre indo pra igreja todos os dias, e faz da sua casa, um inferno, nunca melhoram como pessoas. Eu também não gosto de ficar sempre ouvindo as mesmas coisas e mensagens, e é o que sempre fazem. Eu não quero estar junto de pessoas assim, que fingem ser o que pregam, quando vivem na verdade outra realidade. Bom, se existe Deus, ele vai sempre amar todos, mesmo aqueles que nunca ouviram falar de religião, porque na verdade, não faz sentido, uma pessoa obrigar outra a seguir algo, onde somente ela acha que está correta, e se acha a dona da razão.


UM desabafo! Affs...