Sentir Medo
E com toda essa conjuntura psicótica que o Brasil está vivendo, eu tenho medo. Não é medo por mim; é medo pelas minhas filhas, pela minha mãe, pelas pessoas que estão próximas de mim. Porque, Deus o livre, se um grupo extremista conseguir romper a linha tênue da democracia, todos nós estaremos vulneráveis. Tenho receio de ser alvo de perseguição política, como tantos já foram ao longo da nossa história. E, se isso não acontecer comigo de imediato, sempre paira o temor de que possam atingir minhas filhas, minha mãe ou as pessoas que amo. Para grupos que desejam o poder a qualquer custo, a violência nunca foi uma barreira — e, para mantê-lo, a história mostra que alguns são capazes de práticas desumanas.
Basta lembrar o que ocorreu em 1964: políticos, estudantes, trabalhadores e cidadãos comuns foram perseguidos simplesmente por defenderem suas convicções ou por protestarem nas ruas. Eu seria um desses: alguém que sairia às ruas para defender a democracia. Por isso, meu medo não é apenas da ruptura institucional em si, mas do sofrimento que ela pode provocar nas pessoas ao meu redor e naqueles que lutam por um país livre.
A democracia é um mal necessário. Mesmo que eu não concorde com tudo o que ela produz, ela ainda é o único sistema capaz de proteger vidas, garantir direitos e impedir que a barbárie se instale. Ela é o mal necessário que deve existir para toda a população do mundo — principalmente no Brasil.
Eu gosto de pessoas loucas,
pq existem muitas loucuras boas, 🤪
eu tenho medo dos normais, 😞
pq eles fazem muitas coisas
fora do normal.
MEDO DO CLARO
Demétrio Sena Magé
Eu tenho medo do claro;
meu corpo todo estremece,
porque me sinto inseguro...
é justamente no claro
que a escuridão aparece...
e me dá medo do escuro...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Tenho medo…
Você diz que ama o sol,
mas quando ele aparece, se esconde numa sombra.
Tenho medo…
Você diz que ama a chuva,
mas quando ela cai, se esconde sob o guarda-chuva.
Tenho medo…
Você diz que ama o frio,
mas quando ele chega, se esconde entre cobertas.
Continuo com medo…
Você também diz que me ama.
Tenho medo, amo por isto.
Tenho medo, temo por isto.
Tenho medo, vivo por isto.
Isto é distante, isso é tão perto do medo.
Não basta existir, quero viver, mas quando vivi percebi que isto é existir, nada que faço valerá viver, viver é perfeição que deixo para trás quando penso que não vivo.
Percebo que a vida é pequena, quando reduzo seu valor a nada.
Um curto segundo em uma eternidade, não me faz sentido que o que faço neste segundo me condene pela eternidade, mas percebo... Este é o valor de uma ação.
Um erro não vale uma vida, vale o infinito.
Sofro neste inferno sem ter amado o suficiente, vivo no céu por apenas ser amado.
Ser e ter.
Sou, mas não me tenho.
Não me torno especial por saber isto, tão curta me é a vida.
Sou um inseto? Não posso, sua vida vale muito para mim.
Sou um nada? No nada mora um tudo.
O que sou afinal?
Nunca saberia, nunca me permitiram pensar.
Morrerei sendo um número, um número em um infinito de números.
Para quem não tem dinheiro uma moeda vale muito, sei o valor de minha vida, mas em bilhões não tenho valor algum.
Sua vida nada vale a minha visão, sou única por ser egoísta.
Ai que mora minha vida, minha espada que derrota seu pensamento, sou egoísta, amo minha vida, por esta moeda ser apenas minha, e isto me faz cruel, é meu dinheiro, sua posse me trás triste por não poder compartilhar, posso emprestar minha vida?
Não posso dividir, nunca posso dividir por 0...
Não posso compartilhar meu vazio.
Não posso compartilhar o que não sei.
Sinto muito por isto.
Tenho medo de falar e ninguém entender,
Tenho medo de gritar e ninguém ouvir,
Tenho medo de fugir e ninguém fazer nada,
Enfim, tenho medo de amar e não ser amada.
O amor é paciente. Ele é feito de respeito e apoio mútuos. Ainda tenho medo do abandono, mas procuro pensar todos os dias que aqueles que importam estarão sempre comigo. Que uns chegam e outros vão, mas que não posso aceitar menos do que eu mereço.
Menina bonita, confusa, não sabe o que quer.... Tenho medo de amar...
O amor é uma assombração, medo de se perder... que vontade de correr....
Me dá, me entregar? Porquê? Para quem?
Isso me assusta e me dá insegurança, medo...
Não vou me entregar, me dar...
Vou lutar contra mim mesmo, porque não aprendi amar....
Que pesadelo é esperar, que jogo cósmico mais sem graça, tenho medo de você nunca compreender, nunca lembrar de mim, mas ao menos, tenho medo, não é?
Tenho medo de tocar sem saber
onde mora a dor que você não mostra.
Há histórias no seu corpo
que a internet não traduz.
Quero perguntar tudo,
mas aprendo a respirar espera
porque algumas verdades
só nascem quando você quiser dizer.
Caminho devagar em você,
como quem entra num quarto sagrado,
sabendo que confiança
não se força:
se recebe.
E enquanto isso
eu fico aqui,
guardando cuidado nas mãos
pra não te magoar
quando só quero
te conhecer inteiro.
Apenas um gole
Não bebo um gole. Nem chego perto do vidro.
Tenho medo do que o vinho faz com a minha cabeça.
O álcool solta as correntes que eu levei meses para prender.
Se eu beber, eu perco a vergonha.
Se eu beber, meus pés me levam sozinhos para a sua porta.
Eu viro bicho carente, volto para o seu colo pedindo carinho,
como um cachorro que apanha, mas ainda
abana o rabo para o dono.
Todo mundo bebe para rir, para celebrar, para esquecer.
Eu não. Se eu bebo, eu lembro.
Eu sinto uma saudade que não cabe no peito.
Por isso, continuo com a garganta seca.
É melhor morrer de sede do que morrer de vergonha
correndo atrás de quem não me quer mais.
E eu tenho medo. Medo de não existir um amanhã em que eu possa me refazer.
Medo de me tornar pior do que sou hoje.
Medo de que até esse amanhã, que eu tanto acredito que virá, simplesmente não venha. Um amanhã que nunca vem.
E eu me prendo à possibilidade e, talvez, esqueça de viver o hoje.
Preciso RE-NAS-CER!!!!
É porque ainda tenho medo, nunca fui tratada tão bem, mas também sei que se acabar vai doer em dobro.
Tenho medo do sentimento que não sei qual nome dar. Fui surpreendida aconteceu sem aviso prévio. Te vejo e sinto que estou protegida, me deixa livre e cuida, quer ser meu dono, mas me deixa sorrir.
Caos em mim.
Desconhecido conhecido
Se te digo
"Tenho medo do desconhecido"
Minto.
Tenho medo de tentar...
Na verdade...
De errar
Medo do desconhecido não existe
Teríamos nós medo de tudo?
O próximo segundo
É desconhecido
O próximo minuto
O próximo ano
Desconhecidos
A origem! O fim! O sentido...
De tudo...
É desconhecido.
O conhecimento é desconhecido
Você se conhece?
Tipo...
De verdade?
Tenho medo...De que o que eu pensei que era verdade, seja apenas uma alucinação passageira...
Oh céus! Me dê seu amor, mesmo que só por um instante...
Como posso estar tão ciente de que isso não ocorrerá?
De que nunca terei sua atenção?
Óh, céus! Me quebro em pedaços,
Sinto algo que não pode ser correspondido,
Uma carta enviada de volta...sem resposta...
Me desespero e procuro me acalmar de baixo dos alámos, que tentam me consolar...
Mas suas ações não colaboram...
Me vejo em um campo de Jacintos amarelos...
Com o céu estendendo seu véu nebulosoe se desperando junto de mim...
Posso estar exagerando,
Atordoada com a esperança de estar realmente alucinando.
Enquanto isso, vago pelo campo de rosas amarelas, procurando resposta em minhas próprias lembranças e reflexões, mas aparentemente essa neblina em meu caminho não vai sair tão cedo e irei me perder nele, me juntando ao vazio de não saber
