Sentir Medo
UMA CARTA PARA A MORTE
Tenho medo de olhar em teus olhos, mas tenho vontade de sentir o teu beijo frio e o teu abraço gelado, me envolve com tua mortalha, me leva daqui, quero derramar minhas tristezas em teus braços. A vida me fez te desejar, sinto que nasci para morrer, parece que fui feito pra você, quero ir ao mais profundo do abissal, onde ninguém possa me encontrar. Deixa eu lavar tua veste com minhas lágrimas, canta pra mim uma música triste, então deitarei em teu colo e dormirei e não mais acordarei.
Autor: Raone Fonseca
Tenho medo…
Você diz que ama o sol,
mas quando ele aparece, se esconde numa sombra.
Tenho medo…
Você diz que ama a chuva,
mas quando ela cai, se esconde sob o guarda-chuva.
Tenho medo…
Você diz que ama o frio,
mas quando ele chega, se esconde entre cobertas.
Continuo com medo…
Você também diz que me ama.
Tenho medo, amo por isto.
Tenho medo, temo por isto.
Tenho medo, vivo por isto.
Isto é distante, isso é tão perto do medo.
Não basta existir, quero viver, mas quando vivi percebi que isto é existir, nada que faço valerá viver, viver é perfeição que deixo para trás quando penso que não vivo.
Percebo que a vida é pequena, quando reduzo seu valor a nada.
Um curto segundo em uma eternidade, não me faz sentido que o que faço neste segundo me condene pela eternidade, mas percebo... Este é o valor de uma ação.
Um erro não vale uma vida, vale o infinito.
Sofro neste inferno sem ter amado o suficiente, vivo no céu por apenas ser amado.
Ser e ter.
Sou, mas não me tenho.
Não me torno especial por saber isto, tão curta me é a vida.
Sou um inseto? Não posso, sua vida vale muito para mim.
Sou um nada? No nada mora um tudo.
O que sou afinal?
Nunca saberia, nunca me permitiram pensar.
Morrerei sendo um número, um número em um infinito de números.
Para quem não tem dinheiro uma moeda vale muito, sei o valor de minha vida, mas em bilhões não tenho valor algum.
Sua vida nada vale a minha visão, sou única por ser egoísta.
Ai que mora minha vida, minha espada que derrota seu pensamento, sou egoísta, amo minha vida, por esta moeda ser apenas minha, e isto me faz cruel, é meu dinheiro, sua posse me trás triste por não poder compartilhar, posso emprestar minha vida?
Não posso dividir, nunca posso dividir por 0...
Não posso compartilhar meu vazio.
Não posso compartilhar o que não sei.
Sinto muito por isto.
Tenho medo de falar e ninguém entender,
Tenho medo de gritar e ninguém ouvir,
Tenho medo de fugir e ninguém fazer nada,
Enfim, tenho medo de amar e não ser amada.
O amor é paciente. Ele é feito de respeito e apoio mútuos. Ainda tenho medo do abandono, mas procuro pensar todos os dias que aqueles que importam estarão sempre comigo. Que uns chegam e outros vão, mas que não posso aceitar menos do que eu mereço.
Menina bonita, confusa, não sabe o que quer.... Tenho medo de amar...
O amor é uma assombração, medo de se perder... que vontade de correr....
Me dá, me entregar? Porquê? Para quem?
Isso me assusta e me dá insegurança, medo...
Não vou me entregar, me dar...
Vou lutar contra mim mesmo, porque não aprendi amar....
Que pesadelo é esperar, que jogo cósmico mais sem graça, tenho medo de você nunca compreender, nunca lembrar de mim, mas ao menos, tenho medo, não é?
Tenho medo de tocar sem saber
onde mora a dor que você não mostra.
Há histórias no seu corpo
que a internet não traduz.
Quero perguntar tudo,
mas aprendo a respirar espera
porque algumas verdades
só nascem quando você quiser dizer.
Caminho devagar em você,
como quem entra num quarto sagrado,
sabendo que confiança
não se força:
se recebe.
E enquanto isso
eu fico aqui,
guardando cuidado nas mãos
pra não te magoar
quando só quero
te conhecer inteiro.
Tenho medo de ao te encontrar,
sentir teu perfume,
olhar em teus olhos,
que o meu coração não aguente,
e eu morra nesse instante,
se isto acontecer,
diga a todos que eu morri feliz,
que morri sorrindo,
que eu morri de amor...
Apenas um gole
Não bebo um gole. Nem chego perto do vidro.
Tenho medo do que o vinho faz com a minha cabeça.
O álcool solta as correntes que eu levei meses para prender.
Se eu beber, eu perco a vergonha.
Se eu beber, meus pés me levam sozinhos para a sua porta.
Eu viro bicho carente, volto para o seu colo pedindo carinho,
como um cachorro que apanha, mas ainda
abana o rabo para o dono.
Todo mundo bebe para rir, para celebrar, para esquecer.
Eu não. Se eu bebo, eu lembro.
Eu sinto uma saudade que não cabe no peito.
Por isso, continuo com a garganta seca.
É melhor morrer de sede do que morrer de vergonha
correndo atrás de quem não me quer mais.
Sim, eu tenho medo de ser amado. Medo de baixar a guarda, de abrir o peito e deixar alguém entrar onde ainda sangra. Tenho medo de confiar de novo, de acreditar nas palavras, de me permitir sentir… e depois ver tudo desmoronar diante dos meus olhos. Tenho medo de viver algo tão bonito que pareça eterno e acordar, de repente, com o gosto amargo de descobrir que era só um sonho. Hoje eu me escondo na solidão. Não porque ela seja leve, mas porque ela não me surpreende. A solidão não promete, não jura, não diz “para sempre” olhando nos meus olhos. Ela não vai embora, porque ela já está aqui. Prefiro o silêncio frio do meu quarto à dor de ouvir um adeus que ecoa por dentro. E o pior não é só o medo… é a culpa. Ela me acompanha todos os dias, me lembrando que fui eu quem destruiu o que mais amava. Fui eu quem deixou escapar o que me fazia feliz. Carrego esse peso como uma sentença. Eu continuo vivendo, respirando, seguindo em frente… mas por dentro há algo quebrado, e eu sei: fui eu quem quebrou.
E eu tenho medo. Medo de não existir um amanhã em que eu possa me refazer.
Medo de me tornar pior do que sou hoje.
Medo de que até esse amanhã, que eu tanto acredito que virá, simplesmente não venha. Um amanhã que nunca vem.
E eu me prendo à possibilidade e, talvez, esqueça de viver o hoje.
Preciso RE-NAS-CER!!!!
Tenho medo de perder
Mais do que perdi
Da dor infinita
Da pior ida
Não quero outro luto
De mais uma partida
Não tenho mais lágrimas
De olhos que vazam
Apesar de moderna
Não consigo ser líquida
Espero que o agora
Seja só temporário
Porque não aguentaria
Outra dessas partidas.
Entre as mais importantes
Já perdi minha alma
Lamentei a esperança
Mas, mais uma dessas
Da luz mais brilhante
Da força que inspira
Seria perder quem é,
E sempre será insubstituível.
- Marcela Lobato
Tenho medo do quanto estou
Frágil em tuas mãos
Se eu nunca tive o que mais precisei...
Você é tanto...
Me tira toda a razão...
E desde que te vi, eu soube
Que havia algo de incomum
E o teu beijo não foi só mais um.
Eu soube, meu coração não estava em mim
Pois já era teu.
É porque ainda tenho medo, nunca fui tratada tão bem, mas também sei que se acabar vai doer em dobro.
