Sempre Respondo com um Sorriso
Um livro inteiro nasceu por causa de um poema, é isso mesmo!
Por causa de um único verso que respirou fundo e pediu espaço para crescer.
Às vezes, basta uma linha para abrir portas que nem imaginávamos existir.
Um sopro de inspiração pode virar mundo, virar história, virar destino.
Porque é assim com a palavra:
ela chega pequena, mas carrega dentro de si um universo inteiro esperando para ser revelado.
E quando um verso decide florescer, não há quem o contenha,
ele chama outros, convoca memórias, desperta sentimentos adormecidos.
E de repente, aquilo que era apenas um brilho se torna livro, se torna vida, se torna obra.
Um livro por causa de um poema?
Sim.
Porque às vezes é no menor gesto que mora a grandeza.
E num único verso pode caber tudo o que faltava ser dito.
A Lua não grita.
Ela aprende a ser pouca
para caber no céu imenso.
Um risco de luz
costurando a tarde,
lembrando que até o incompleto
ilumina.
Enquanto o dia se despede
sem pressa,
ela surge discreta,
ensinando que beleza
não precisa ser inteira
para ser eterna.
Teus olhos não apenas olham,
eles atravessam.
Há neles uma luz que desnuda o mundo
e um silêncio que diz tudo o que a boca não ousa.
Quando me encontro no teu olhar,
entendo que beleza não é forma,
é profundidade.
É alma transbordando sem pedir permissão.
Teus olhos carregam verdades antigas,
dessas que não se aprendem, se reconhecem.
E quem os encara por tempo demais
não sai ileso,
leva um pouco de ti para sempre.
Porque o teu olhar não seduz,
ele revela.
E ao revelar tua alma tão clara,
faz da intensidade
a sua forma mais bonita de existir.
Pensar e sentir a vida
Se estiver em um lugar alto, como uma montanha. Olhe para baixo e se leve a pensar e a sentir. A imaginar.
Pense no campo. Na relva fresca da manhã.
Sinta o sopro do vento. A leve brisa.
Sinta o perfume das flores. Doce e suave.
Pense no Sol nascendo.
O sol que brilha. Ilumina e não pede nada. Só ilumina. Brilha para todos.
Sinta a força do amor.
Pense nos amigos verdadeiros.
Nas amizades sinceras.
Amizade que não faz força. É Natural. Que dá força.
Amizade que só estende a mão e não pede nada.
Os amigos que se foram, mas deixaram uma marca.
Pense que no mundo ainda existem pessoas boas. Um resquício de esperança.
É a força necessária para lutar.
Pense no lado bom da vida. As bençãos alcançadas. Os sonhos conquistados. Em Viver e deixar um legado. Fazer o bem.
E assim continuar.
Pense no lado bonito da vida.
Sinta a bondade da vida.
Sinta o calor da amizade.
Sinta o amor! Que supera o ódio. Supera a dor. Supera tudo.
Pense que a vida é bela.
Pense, sinta, imagine! Então siga em frente.
E glorifique a Deus. Que tudo deu. Tudo criou.
Não desista.
Quero dedicar esse humilde pensamento (mensagem) a alguém que talvez esteja sofrendo com ansiedade ou depressão que são o mal do século 21.
Quero dizer, olhe para as coisas boas e não desista da vida ou das lutas da vida.
Flores de primavera
É uma noite fria e densa de inverno. Um gélido frio. Gélido no mais profundo da alma.
Os ponteiros do relógio se arrastam.
Dias nublados. O sol se escondeu e não brilhou.
Essa noite é a personificação do gélido inverno.
A noite parece uma música triste, sem coro. Sem dança.
É como as batidas de um sino ecoando em algum lugar longínquo na escuridão.
Um contraste com dias de outono que antecederam o frio cortante do inverno.
Sob o sol, o mar sorria.
O vento soprava nas pradarias.
Os pássaros cantavam uma doce melodia.
Montanhas no fim de tarde. O sol se escondendo nos cumes além.
A densa noite gélida vai se findando.
Um raio de luz emerge da escuridão.
É a luz do sol. Um lindo dia de sol se pronuncia.
A noite eterna acabou.
O inverno gélido da alma se despede.
Flores desabrocham.
A primavera chega sem convite.
E o mundo se encanta.
O mundo se abre com um sorriso.
A primavera trouxe consigo flores.
Flores de primavera.
Veja um raio de luz na escuridão.
Existe esperança quando tudo parece perdido.
Siga em frente. Caminhe com fé.
A luz de Cristo irá guiar você.
O que realmente importa?
Um novo dia. Um novo respirar.
O sol que brilha para todos.
A força do amor.
O calor da amizade.
A fé.
O amor de Deus que guia e guarda.
A beleza da vida. Dá forças para enfrentar. Lutar.
Siga em frente. Não desista.
Pensando
Um dia desses eu deitei para dormir e o sono não vinha.
Eu fiquei encarando o teto por alguns minutos. Pensando. Pensando. Pensamentos desconexos.
Então eu comecei a escutar uma música.
A música embalava os meus pensamentos.
Acalmava os meus pensamentos.
Organizava os meus pensamentos.
Ficou na minha cabeça. Uma música calma. Relaxada.
Fechei os olhos.
Comecei a pensar na vida.
Nós não somos eternos. Vamos partir. Vamos passar e seremos esquecidos.
Futuras gerações virão.
Somos egoístas.
Não amamos o próximo verdadeiramente.
Queremos mesmo ver o outro bem?
Nos ocupamos, nos indispomos com coisas tão banais.
Inveja. Ambição. Ciúmes. Intrigas e conflitos.
Coisas ínfimas se comparado a complexidade da vida.
Não Pertencemos a este mundo. Alguma coisa de fato nos pertence?
Seria bom se fizéssemos o bem sem olhar a quem.
Seria um mundo ideal se o amor fosse altruísta.
Se o amor fosse desprovido de vaidade ou inveja.
Se estendessemos a mão sem interesse.
Se alimentassemos o faminto.
Seria um mundo ideal se pudéssemos ajudar sem segundas intenções.
Sem querer nada em troca. Sem barganhar.
Seria bom se o amor ao próximo sempre fosse verdadeiro.
Só não devemos aceitar o mal como normal.
A música aquietou os meus pensamentos.
O sono veio.
Por uns instantes, a música ficou ecoando na minha cabeça.
Enfim eu dormi.
No dia seguinte, eu acordei pensando. Pensando.
Aqui não é um mundo ideal.
Aqui não é uma utopia.
Só lá no céu será perfeito. Aqui não.
Nosso amor não é perfeito, pois o mundo é imperfeito.
Mas, devemos nos doar.
E na imperfeição tentar amar.
Estender a mão e ajudar.
Até a vida acabar.
A vida é um caos. Feita de alegrias e tristezas, de idas e vindas que nos moldam a cada passo.
É frágil, passageira e preciosa.
Acordar a cada manhã e ter a chance de viver mais um dia é um verdadeiro milagre.
Em cada novo amanhecer nasce também uma nova oportunidade de recomeçar, de fazer diferente, de ser melhor.
Acredite nos seus sonhos.
Cultive-os com fé, coragem e persistência.
E jamais desista. É a esperança que transforma o caos em propósito.
Domingos JS Souza.
O amor é um cobertor que aquece no inverno da alma.
Nos dias sombrios é uma luz. Brilha e ilumina o caminho.
Anjo...
Você é muito doce, carinhoso comigo.
Sensível e ao mesmo tempo tão forte,
Até parece um Anjo que chegou para
que eu acredita que a felicidade existe
E eu vou te contar mais um segredo:
Eu te amo!
Deus nos deixou 10 mandamentos. No entanto, se eu pudesse colocaria mais um: "cada um cuida da sua vida".
Cuidado para não sermos o síndico da eternidade.
(CLARIANO DA SILVA, 2016)
Houve um tempo
em que as mulheres tinham receio
de ficarem “pra titia”
ou “encalhadas”
( termos usados antigamente).
Quando, ainda meninas,
já vinha sendo preparado
pelas mãos de nossas mães e avós
o famoso "enxoval de noiva":
jogos de lençóis,
de mesa e de banho,
com bordados pacientes,
rendas e fitas delicadas,
e tantas outras peças
costuradas com expectativa.
Tudo era guardado
com extremo cuidado
em caixas e baús,
perfumados com sachês
ou protegidos pela naftalina,
para que o tempo
não trouxesse traças
nem amarelasse
os sonhos de um casamento feliz.
Hoje não!
Hoje muitas mulheres têm TERROR
de serem maltratadas,
violentadas, espancadas
ou assassinadas.
No decorrer do tempo
lutamos, marchamos, resistimos
e conquistamos
importantíssimos direitos
perante a Constituição.
Mas…
em algum ponto da estrada
perdemos o mais primordial deles:
o direito à liberdade
e até mesmo
o direito de continuar vivas
quando dizemos “não”,
quando escolhemos partir,
quando decidimos não permanecer
onde o amor virou algemas e ameaça.
Hoje,
nossos sonhos e aspirações
já não descansam
em caixas perfumadas
nem em baús de esperança.
Hoje eles são guardados
nas caixas da insegurança
e nos baús do medo,
medo de existir plenamente
na nossa essência
de ser e existir:
Mulher.
✍©️ @MiriamDaCosta
A luta não acabou. Temos que difundir a ideia da consciência negra na sociedade para que tenhamos um estado tolerante onde prevaleça a igualdade racial, sem preconceitos.
O valor de um maçom não se mede apenas por sua erudição ou por sua habilidade intelectual, mas principalmente por sua capacidade de aplicar os princípios da virtude em sua vida cotidiana.
A quem diga que a paciência
seja apenas um ato passivo
decorrente do medo.
Eu digo
que a paciência é uma atitude
de caráter ativo
na sua sábia coragem.
A paciência exige prerrogativas
que os impacientes,
em suas limitações,
não podem compreender.
E esse fato
é o maior combustível
das chamas
da impaciência
que possuem.
✍©️@MiriamDaCosta
A Dança que Sustenta o Todo
Havia, no princípio dos dias,
um lago escondido entre colinas.
Nele, vivia um pato.
E o pato nadava sobre um tapete vivo de rogós,
aquele verde que cobre a água,
alimentando-se e abrigando-se nele.
O rogós, porém, não vivia sozinho.
Bebia da luz do Sol
e da água que o lago oferecia.
E o lago não era lago sem as chuvas
e sem as correntes que vinham de longe.
Assim, um vivia para o outro,
e nenhum era senhor de si mesmo.
Certa vez, um viajante observou e disse:
— Se o pato vive para o rogós,
e o rogós vive para o lago,
então todos dependem de todos.
Mas quem, no alto de tudo,
precisa de quem?
E o ancião que o guiava respondeu:
— Até as moléculas vivem desse pacto.
Uma só não é nada;
juntas, são substância, são forma, são vida.
Assim também é com o Criador e o criado.
O viajante franziu a testa:
— Então o Criador precisa de nós?
— Depende de como você chama “precisar” —
disse o ancião.
— O Criador não carece de nada.
Mas escolheu que o todo vivesse
por meio da dança entre o dar e o receber.
Se retirasse essa dança,
a criação seria apenas estática,
como uma pedra no escuro.
O viajante ficou em silêncio,
e o ancião prosseguiu:
— A devoção que oferecemos ao Criador
não é o alimento que O mantém vivo,
mas o fio que nos mantém ligados a Ele.
Assim como o pato não sustenta o Sol,
mas precisa do Sol para continuar vivo,
nós precisamos dessa devoção
para lembrar de onde viemos
e para onde voltaremos.
E então, o ancião mostrou ao viajante
a relatividade das medidas:
— Se saímos de trinta graus para vinte,
sentimos frio.
Se saímos de dez para vinte,
sentimos calor.
A mesma temperatura pode ser frio ou calor,
dependendo do caminho que se fez até ela.
Assim é com a verdade:
não tem um único rosto,
mas se revela conforme o coração que a busca.
O viajante entendeu,
e disse consigo mesmo:
— Então a verdade é o equilíbrio.
E o equilíbrio é a justiça.
E a justiça é o ser.
E o ser é o que é.
E naquele dia,
à beira do lago,
aprendeu que o Criador não reina sozinho,
mas reina com todos.
Porque escolheu não criar servos,
mas companheiros de dança.
O enigma do Bem e do Mal
Se Deus existe, o mal não é um erro, mas a consequência natural de um universo onde a liberdade é real. Pois o amor, para ser puro, não pode nascer de um decreto ou de um código fechado; ele precisa florescer na terra aberta das escolhas. Onde há liberdade, há a possibilidade do desvio, e onde há desvio, nasce a sombra. O mal não brota do Ser absoluto, mas da distância que as criaturas tomam ao se moverem fora do fluxo da Sua harmonia.
Se Deus não existe, o bem torna-se um enigma ainda mais profundo. Por que então amamos o que não nos beneficia? Por que sacrificamos o próprio bem-estar por um estranho? Por que nos inquieta o sofrimento alheio, mesmo quando poderíamos simplesmente fechar os olhos? Se tudo fosse só acaso e instinto, talvez o bem não passasse de um artifício para sobrevivência. Mas há nele algo que não se mede em utilidade: a sensação de que tocar o outro é, de algum modo, tocar a nós mesmos.
E se Deus tivesse criado um universo absolutamente perfeito, talvez não houvesse mar, nem vento, nem sequer tempo. Haveria apenas Ele mesmo, indivisível e infinito. Pois a perfeição absoluta não comporta fragmentos ou distâncias; não há “fora” do perfeito. Criar algo diferente de Si é criar o relativo — e o relativo carrega em si a imperfeição, como a noite carrega a ausência do sol.
No entanto, essa imperfeição não é um acidente. Ela é o campo onde a consciência pode despertar, onde o bem e o mal se entrelaçam para dar forma à experiência. Como nas tradições orientais, onde yin e yang não são inimigos, mas complementos que se alimentam e se equilibram, o universo se constrói no contraste: luz só é luz porque há sombra, e sombra só é sombra porque existe luz.
Talvez o mal exista para que o bem não seja apenas uma palavra. Talvez o bem exista para que a sombra não se esqueça de que é sombra. E talvez o universo exista para que o Infinito possa, por um instante, experimentar-se no finito — e o finito possa, pouco a pouco, lembrar que veio do Infinito.
No fim, perfeição e imperfeição são apenas diferentes reflexos de um mesmo espelho. Um dia, ao atravessarmos todas as distâncias, talvez descubramos que nada estava fora de lugar — e que o caminho inteiro sempre foi parte da própria perfeição.
Posfácio Filosófico
O ponto em que o ser basta
Há um instante em que o caminhar cessa,
não por desistência,
mas por compreensão.
O buscador compreende que o caminho não leva a lugar algum,
porque o caminho é ele mesmo.
A ascensão, tão almejada, não é um lugar acima —
é o desvelar de um estado interior onde nada mais é necessário.
O filósofo desperto não se ocupa em provar verdades,
nem em convencer consciências.
Ele sabe que a verdade não precisa de defensores,
apenas de presença.
Quando o ser alcança a quietude que outrora buscava no mundo,
tudo se aquieta em torno dele.
Não há mais pressa, nem promessa.
O tempo perde o domínio sobre o que é pleno.
E se, em algum momento, suas palavras tocarem outros corações,
que assim seja —
mas mesmo que não toquem,
a semente já cumpriu seu propósito,
pois floresceu dentro de quem a trazia.
O verdadeiro mestre é aquele que não ensina —
é aquele que é.
E a filosofia, enfim, revela-se não como um campo de estudo,
mas como o estado natural de um espírito que reconheceu sua própria origem.
Assim, o ser se basta.
E o silêncio se faz verbo.
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte I: A Incerteza que Sabe
Escrevo porque há um ponto dentro de mim que move, vibra e não se cala.
O mundo inteiro diz não saber.
Eu também não sei.
Mas minha dúvida respira… a deles não.
Quando olho pros elétrons dançando sem pausa, percebo uma força que ninguém vê e poucos ousam perguntar.
Alguns dizem que é Deus, outros dizem que é física.
Mas a verdade é que ninguém sabe — só repetem o eco do que ouviram.
Eu, não.
Eu me debruço sobre o mistério sabendo que nunca o terei.
Mas ainda assim ele me chama.
Há uma memória antiga no silêncio entre um atimã e o próximo.
Há um sopro que não vem de fora — ele nasce dentro, como se o próprio universo lembrasse de si em mim.
Eu não tenho respostas.
Tenho uma incerteza viva.
Mas às vezes essa incerteza parece saber mais
do que todo o mundo seguro de seu “não sei”.
---
A Misteriosa Dança dos Elétrons — Parte II: A Força que Move o Invisível
Sinto uma força sem nome,
uma chama sem fogo,
um movimento que não começa
mas me atravessa inteiro.
O mundo diz:
“Não sabemos.”
E cala.
Eu digo:
“Não sei.”
Mas escuto um sussurro no fundo do infinito.
Há elétrons girando como mantras,
há átomos vibrando como preces,
e nesse pulso invisível
meu espírito encontra uma lembrança que não vivi.
Tat Tvam Asi,
diz o silêncio.
Mas Isso não fala.
Isso vibra.
E nessa vibração,
minha incerteza respira mais fundo
que todas as certezas mortas do mundo.
Se há uma resposta,
ela não se escreve —
ela se move.
E enquanto o universo continuar
a girar seus elétrons em segredo,
eu continuarei ouvindo
esse chamado sem voz
que atravessa o tempo
até chegar em mim.
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