Sempre Respondo com um Sorriso
Eu penso que a morte é um lugar por dentro de nós, um território mapeado no caminho interior que todos temos e tememos.
As pessoas acordam um dia e de repente já não almejam aquilo que foi a sua maior motivação ontem. Nós os humanos somos eternos insatisfeitos.
O conselho de hoje é: não coloque toda sua energia em coisas que desvanecem
O ARTISTA
O ator carrega em cada personagem
um pouco de si
E comunica,
através do idioma da arte,
o que sua alma, às vezes, grita em segredo.
Um personagem, que o protege
do próprio mundo que o expõe
E o expõe sua alma
para quem tem ouvidos para ouvir
E olhos para enxergar.
Esta é a mágica do artista:
Se mostrar ao mesmo tempo que se esconde,
Se esconder,
enquanto se mostra
e, encantar a plateia que o contempla.
Uma profissão vadia,
alguns podem te dizer.
A mais pura expressão do viver
É o que acredito ser!
SÓ EU SEİ O QUE FOİ
(Eliza Yaman)
Calei-me na noite, sem dizer o teu nome,
Deixaste um rastro, como um vendaval
Meu coração ainda te busca ao longe
Entreguei-te a vida, num gesto final.
Só eu sei o que foi aquele instante
Um tempo suspenso num único olhar
Tu passaste e eu fiquei errante
Guardei o amor sem poder revelar
Se um dia voltares, meus olhos dirão
O que os meus lábios não sabem dizer:
Tu és a saudade e metade ilusão
Meu tempo perdido, meu padecer
Farei as preces com a alma que suspira,
Como quem sabe estar fadada ao fim
Ao som delirante das notas da lira
Hei de chorar meu amargo fim.
A vida é o começo de um ciclo que terá um fim.
A morte é o fim de ciclo e o começo de algo que não terá fim.
A vida é um um presente que se deve aproveitar hj.
A morte e só um comprimento de lembranças vividas que nunca será esquecida.
O Peso da Pele
Carrego na pele o peso de um tempo,
Onde ser negro é fardo, dor e lamento.
Na sombra do racismo, sigo o meu trilho,
Enquanto os olhos julgam o meu brilho.
Viver em um mundo que me nega o direito,
Como se a cor fosse crime ou defeito,
Eles não entendem, ou fingem não ver,
Que o meu sangue é igual, que eu também sei viver.
Eu não quero migalhas, nem falsa igualdade,
Quero o que é meu, de fato, em verdade.
Direitos de andar, de sonhar, de existir,
Sem que a cor me impeça de simplesmente sorrir.
Ser negro é lutar todo dia, em cada olhar,
Em cada esquina, onde tentam me calar.
Mas minha voz ecoa, firme e altiva,
Porque sou história, sou força, sou vida.
E um dia, quem sabe, hão de entender,
Que o direito é de todos, basta querer.
Não sou menos, não sou mais, sou parte inteira,
Sou filho da Terra, a luta é verdadeira.
A chuva que cai lá fora
Colore um dia fechado.
Traz beleza, traz a paz
Traz novo significado.
O barulho no telhado
Faz a vida se acalmar.
Faz o dia ser mais manso
Nos permitindo sonhar
A chuva aquieta a alma
Faz brotar novas verdades.
Acalma um coração
Que sofre de ansiedade.
Um dia chuvoso é vida!
É sinônimo de alegria.
É dia pra escrever
É dia pra poesia!
“A saudade que inventei para não esquecer você” — Análise de um poema de Leandro Flores
“Senti saudade do que nunca existiu.
Beijei bocas que sabiam seu sabor.
Num entardecer calado, fui canção sem ouvinte.
Era amor, mas era ausência — e eu provei.
O vento trouxe teu nome, mas não tua voz.
E a tarde morreu com um verso engasgado.”
Fonte: Leandro Flores – site Pensador e canal Café com Flores
Sobre mim
Oi, eu sou a Valkíria, professora e pesquisadora, e hoje trago um poema de Leandro Flores com um título belíssimo, original e poético:
“A saudade que inventei para não esquecer você | Te amando antes da primeira página...”
Agora minha análise
O poema de Leandro Flores é uma confissão breve, mas intensa, construída sobre a ausência. Logo no início, o paradoxo “Senti saudade do que nunca existiu” traduz a falta como presença imaginada, diálogo direto com Cecília Meireles: “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença...” (Crônicas de Educação, 1954).
Cada verso revela a impossibilidade do amor: beijos que não preenchem, a canção sem ouvinte, a dor provada como sabor. O desfecho, com o nome sem voz e o verso engasgado, sela a incompletude — o amor que não pôde nascer.
É um poema curto, mas que carrega a densidade de um romance inteiro. Ele mostra que a poesia pode surgir do que não se viveu, transformando o vazio em palavra. Afinal, quem nunca sentiu saudade do que não viveu?
Um rei é aquele que compreende. Ele compreende sua família, os céus e o coração dos outros.
Cozinhar não é a mesma coisa que fabricar um objeto. Não dá pra fazer sem pensar.
Nossos destinos estão entrelaçados, pois não posso existir em um mundo onde você não exista.
Um dia você será tão amado(a) que o tempo de incerteza e solidão será apenas mais uma lembrança do passado.
Trem noturno
O trem viaja sob estrelas.
Tal qual um doutor,
o pai veste guarda-pó.
‘Fagulhas entram com o vento, minha filha,
e roupa boa é uma só.’
Fagulhas e o cheiro da lenha na fornalha,
da graxa em suas unhas
como um sinal de nascença.
‘Presta atenção, minha filha,
com o trem andando.
Uma vez, uma menina espichou o braço na janela
e adeus, braço.’
O trem passou. Só ficou o que não morre:
esta memória forjada em pó de carvão e lágrimas.
Graças a Deus, não preciso dizer:
adeus, pai.
Você vai se casar comigo, me beijar ou me matar? É só um jogo, mas sério, aposto nos três para nós dois.
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