Sempre
É bom sempre lembrar: problemas, ideias, soluções, tristezas e alegrias não desaparecem, apenas mudam de endereço e de protagonistas.
Foi sendo bom
que descobri —
que ser bom
nem sempre é bom.
Porque há bondades
que se doam até desaparecer,
que dizem “sim” enquanto sangram,
que se calam para manter a paz
e perdem a própria voz.
Aprendi que ser bom
não é se anular,
não é aceitar o peso
que não nos cabe.
Ser bom de verdade
é ter raiz e limite,
é oferecer a mão
sem entregar a alma inteira.
Foi sendo bom demais
que entendi:
bondade sem verdade
não floresce —
apenas dói.
Prosperidade nem sempre é ter mais; às vezes é ter menos coisas disputando espaço com aquilo que realmente importa.
Com menos condições sempre fomos capazes de fazer igual, com as mesmas condições seremos sem dúvida uma ameaça socioeconômica mundial. Daí a razão de sermos desprovidos de melhores condições, oportunidades e educação propositadamente, sermos expostos constantemente a ferramentas de mutilação mental e alimentados com o pensamento que é impossível um dia termos uma realidade diferente para que Wakanda sempre seja uma mera ficção e nunca algo real
Sempre recebemos generosamente mais dadivas da vida do que espalhamos sementes, carinhos e flores. Sempre, muito mais a agradecer do que pedir.
"NAS MÃOS DE QUEM MANDA FLORES E TRATA COM RESPEITO OS OUTROS SEMPRE FICA O PERFUME" Ademar de Borba
O brasileiro é fanático demais, com religião e política, sempre arruma um jeito de te impor uma verdade; vivem apontando o dedo e acusando os outros de criarem narrativas, o que até pode ser verdade, mas nem sempre , e não passam cinco minutos e estão fazendo exatamente a mesma coisa para empurrar a própria visão de mundo."
O Colo que Sempre esteve Aqui
Passamos a maior parte da nossa existência olhando para fora, projetando nos outros a obrigação de curar as nossas feridas
Criamos expectativas gigantescas sobre os amigos, os parceiros e a família, esperando ansiosamente pelo dia em que alguém virá, finalmente, nos acolher por completo, validar nossas dores e nos salvar das nossas próprias sombras.
Mas a vida, em sua pedagogia espiritual e silenciosa, sempre nos devolve ao ponto de partida. E se a pessoa que você passou a vida toda esperando para te acolher for você mesma?
Esse questionamento chacoalha a alma porque nos tira da posição de vítimas carentes e nos coloca no trono da nossa própria história.
O maior milagre do amor-próprio acontece quando paramos de bater na porta alheia pedindo esmolas de afeto e percebemos que o abraço mais quente e o colo mais seguro sempre estiveram nos esperando bem em frente ao espelho.
Sempre se pensa que se tem muito tempo...
Mas ele é implacável. Quando se percebe, já passou muito tempo de lá para cá.
O mais triste é que nada foi feito, e o maior defeito é lamentar.
Olhar para trás de nada vai adiantar. A melhor coisa é continuar...
Mas é melhor se organizar...
Planejar o aqui e o agora. Não jogue fora o mais belo da vida.
O sentido dela é amar.
Amar quem já gostamos é muito fácil. O desafio está no perigo que existe no desconhecido, no esquisito e no complicado. É esta criatura que veio instigar para te ensinar...
A vida é um enigma, um doce mistério. Para descobri-la, temos que aprender a colorir o preto e branco, para alegrar o caminhar.
Ficar parado onde está não é jogar, muito menos enfrentar. É fugir, negar, sofrer... É morrer.
Ninguém parte sem chegar a hora, mas a vida nos elimina quando nos vê sofrer...
O sofrimento é você não entender o que veio fazer aqui na Terra.
Então, vá em frente, e lá vai a primeira pista:
A vida é o sagrado misturado com o engraçado e, às vezes, o certo parece errado...
A Lua e o Feminino
A Lua, com suas diferentes formas através de suas fases, sempre despertou fascínio e mistério.
Ela é um símbolo de transformação, mutação e renovação, capaz de despertar a imaginação e a espiritualidade de diferentes povos, culturas e épocas.
Muitos ainda acreditam que a Lua possui luz própria. Mas seu brilho é, na verdade, um reflexo da luz do Sol — uma doação de amor entre dois corpos celestes que, em equilíbrio, iluminam a escuridão.
A Lua é como a esposa, a mulher. Representa o sagrado feminino, ligado aos ciclos, à fertilidade, às marés, ao plantio, à colheita e aos ciclos menstruais.
Os antigos observavam atentamente seus movimentos. Antes dos calendários que conhecemos hoje, os ciclos da Lua serviam como referência para medir o tempo e organizar diferentes atividades da vida.
O ciclo lunar, com aproximadamente vinte e nove dias e meio, também guarda uma forte simbologia com o ciclo menstrual, fazendo da Lua um dos grandes símbolos da natureza feminina e de seus processos de transformação.
Por seu conhecimento dos ciclos da natureza, muitas mulheres se tornaram importantes conselheiras dentro de suas comunidades, orientando sobre os períodos adequados para o plantio, a colheita e até mesmo para as caçadas.
Em tempos antigos, dentro da visão que essas tradições preservam, masculino e feminino caminhavam em parceria. Enquanto alguns cuidavam da caça e do cultivo da terra, outros administravam o lar, observavam os ciclos da natureza e compartilhavam seus conhecimentos com a comunidade.
Havia uma relação de respeito e cooperação, guiada pela compreensão de que cada pessoa possuía uma função dentro do equilíbrio da vida.
As antigas celebrações também estavam profundamente ligadas à natureza, às estações do ano e às fases da Lua. Eram momentos de encontro, agradecimento e celebração, nos quais a energia e a intenção do coletivo eram direcionadas ao universo.
O masculino e o feminino, juntos, seguindo os ciclos da natureza e a orientação da Grande Deusa, a Mãe Terra.
Mas, com o passar do tempo, a imposição, o medo e as más intenções afastaram parte da humanidade dessa percepção de espiritualidade e conexão com a natureza.
Hoje, muitas pessoas celebram tradições sem sequer conhecer sua origem ou compreender por que determinados costumes existem.
E talvez seja justamente aí que esteja uma das grandes perdas: quando repetimos sem compreender, celebramos sem conhecer e seguimos sem questionar.
Ah, povo de Deus... se pudéssemos compreender a verdadeira causa de tanto sofrimento.
Vivemos em um mundo de tanta abundância e, ainda assim, muitas vezes escolhemos ouvir apenas aquilo que nos é imposto, contentando-nos com pequenas migalhas de conhecimento enquanto permanecemos presos à ignorância.
Talvez seja preciso voltar os olhos para aquilo que sempre esteve diante de nós:
a Lua, a Terra, os ciclos, a natureza e o conhecimento que nossos ancestrais encontraram ao observar o mundo.
Porque, quando aprendemos novamente a olhar para o céu, talvez também comecemos a enxergar aquilo que existe dentro de nós.
O fluxo quântico sempre esteve e ainda está presente, mas somente atua em momentos que não pode mentir e que não está mentindo. Assim, a providência impulsiona facilmente a verdade, de qualquer forma nunca a mentira.
Tanta gente tem tudo e ajudam ninguém, a gente tem nada e está sempre ajudando alguém.
Nem sempre a ajuda seria dinheiro, onde não tê-lo precisaria de ajudas.
Fazer o certo até sozinho ou parar pensamentos ruins, é sempre mais barato.
Quando a mentira bate na porta de surpresa, automaticamente é a verdade quem atende.
O ser humano sente olhares firmados.
