Selar Amor
Adeus, meu ex-amor. Guardo as memórias boas, mas sigo em frente com a certeza de que nossos caminhos agora seguem direções diferentes.
Pergunto ao vento onde está o meu amor, na esperança de que ele sopre a resposta direto para os meus braços.
Olho para as estrelas e questiono: onde está o meu amor, que ainda não cruzou o meu caminho para iluminar o meu céu
Fecho os olhos para tentar sentir o teu cheiro e sussurro baixinho: onde está o meu amor que faz falta em cada despertar?
Meu amor por você é como a zona abissal: um lugar onde a luz de fora não alcança, porque ele brilha com a própria intensidade do que guardamos no fundo do peito.
Não tenha medo da pressão ou do escuro; meu amor é a água calma que te envolve onde ninguém mais consegue chegar. No fundo de tudo, somos só nós e a imensidão.
No meu jeito de ver o mundo, o amor não prende. Se eu a amo de verdade, eu a deixo viver, porque ela não é um objeto que eu possuo, mas uma pessoa livre que eu escolhi admirar.
Um segredinho
Gosto de ouvir histórias de amor.
Histórias de duas vidas que se reconhecem no caminho e decidem caminhar juntas,
ou de almas que se encontram sem procurar —
apenas porque o tempo, enfim, consentiu.
Estamos vivos, mas a vontade de encontrar alguém que deseje partilhar silêncios,
tristezas, alegrias e até os dias em que nada acontece
parece, a cada amanhecer, mais rara.
Felizes os que se encontraram e vivem a delicadeza da reciprocidade.
Mas felizes, sobretudo, os que têm coragem de estar sós,
sem aceitar presenças vazias,
sem se contentar com o estar por estar.
Porque amor exige conexão, sentimento, química
e — acima de tudo — verdade.
VTS (5/02/2026)
No meu jeito de sentir, amor não combina com posse. Amar de verdade é respeitar a liberdade dela, sabendo que ela não me pertence, mas que escolhe estar ao meu lado.
