Seja Discreto
"Talvez todos nasçamos com uma missão. O desafio não seja encontrá-la, mas despertar a consciência de que ela sempre esteve dentro de nós, esperando o momento certo de florescer."
Alguns dias nos faltam palavras, talvez isso seja reflexo do excesso delas em nosso coração. Dos sentimentos que vamos acumulando no peito, por inúmeras razões, e que não deixamos transbordar. Pelas palavras e sentimentos que aprisionamos diariamente, quando decidimos nos calar para não ofender, para não magoar o outro.
É que ao longo de nossa jornada, por vezes, passamos muito mais tempo nos preocupando em ser o que os outros gostariam que fôssemos, do quê o que realmente gostaríamos de ser. Passamos muitos tempo preocupados em agradar aos curiosos olhos de pessoas estranhas ao nosso universo tão íntimo e pessoal que, por vezes,nos esquecemos que nós é que precisamos ser agradados. Colocar-se em primeiro lugar, nessa jornada rumo à felicidade, não é egoísmo! É estabelecer prioridades e ser principal delas. É ter amor próprio, é se perceber como um ser que precisa de cuidados para, somente depois, cuidar de outros. Quem muito vive para agradar aos outros, se perde e passa a viver "a vida do outro". Por isso, hoje mesmo, defina os rumos de sua vida, retome o poder sobre suas escolhas, sobre o seu bem estar. Coloque-se como prioridade absoluta! Dê um basta a tudo que lhe rouba a paz, o sorriso, a tudo que lhe tira do foco e que não te permite ser plenamente feliz consigo mesmo.
Que o dia de hoje seja regado por uma boa dose de leveza, que não lhe falte carinho, amor e compreensão.
Que as boas escolhas prevaleçam em seu coração.
Que a fé e a confiança te acompanhem em qualquer situação.
Que todos os seus desejos mais profundos deixem de ser apenas sonhos e passem a fazer parte da sua realidade, do seu mundo.
Isso, é o que EU desejo a você, no dia de hoje, mas, e você? O que deseja a si mesmo?
Que tal começar a se tratar com mais carinho e respeito? Que tal, começar desejando a si mesmo uma boa dose de ânimo, de boas energias e de força de vontade. Não se permita desejar a si, menos do que desejaria a alguém que você ama muito.
Quer ter um futuro surpreendente? Comece fazendo com que o dia de hoje seja extraordinário. Faça as melhores escolhas que puder, dê o seu melhor sorriso, empenhe-se com muita garra, entregue-se ao seu sonho de maneira que a realização dele seja apenas uma questão tempo. No fim das contas, é a soma da sua dedicação diária que faz com que os resultados almejados se tornem realidade.
E, lembre-se, "os outros" podem até desejar que você tenha um bom dia, uma boa semana, uma boa vida, mas SOMENTE VOCÊ é capaz de fazer com que a realização de todas as coisas cheguem até você.
De minha parte, te desejo um excelente dia, agora, vai lá e faça acontecer!
Talvez não sejam as pessoas que te enganam.
Talvez, seja você quem confunde tudo.
Alguém que te faz de bengala emocional, nunca terá amor para suprir essa sua carência, menina!
Alguém que te procura quando precisa se sentir vivo, a cada encontro e desencontro, te mata um pouquinho. Mata a vida que há em ti.
E, se for para escolher o quê ou quem morre nessa história, não escolha você! Escolha amar. Escolha, viver. Escolha renascer.
Em um mundo tão rapido e tão veloz. Decidir e agir, por mais dificil que seja, devem acompanhar tal velocidade.
"Não finjo; serei eu mesma. Não seguirei reglas... eu as farei. Seja você mesma te libera da pressão de encaixar nas expectativas dos outros."
—By Coelhinha
É muito estranho parte do povo viver na — e da — internet ignorando que o ruído seja a maior moeda de troca da espetacularização que retroalimenta os algoritmos.
Como se o excesso de vozes, opiniões e julgamentos não fosse, na verdade, o combustível de uma engrenagem invisível que transforma qualquer acontecimento em palco e qualquer pessoa em personagem.
Nesse ambiente, o silêncio perdeu valor, a pausa virou fraqueza e a reflexão parece um luxo dispensável.
A pressa em reagir substituiu o cuidado em compreender.
E quanto mais barulho se faz, mais visibilidade se conquista — não necessariamente pela relevância, mas pela intensidade.
É um jogo onde vencer significa aparecer, ainda que à custa da verdade, da empatia ou da responsabilidade.
O curioso — e talvez o mais inquietante — é perceber que muitos participam dessa dinâmica acreditando estar fora dela.
Criticam o espetáculo enquanto alimentam seus bastidores.
Compartilham indignações que, no fundo, servem mais ao alcance do que à mudança.
Viver na internet, hoje, exige mais do que presença: exige consciência.
Porque nem todo espaço precisa ser ocupado, nem toda opinião precisa ser dita, nem todo acontecimento precisa ser transformado em vitrine.
Talvez o maior gesto de resistência, nesse cenário, seja aprender a diminuir o volume.
Escolher o que ecoar, o que silenciar e, principalmente, o que merece, de fato, ser sentido antes de ser exposto.
No fim, a pergunta que fica não é sobre o que estamos consumindo — mas sobre o que estamos ajudando a amplificar.
Talvez uma das principais comprovações de que a realidade humana seja muito dura seja a aceitação da nossa própria robotização.
Porque, no fundo, ninguém se transforma em máquina por acaso.
Não é apenas a tecnologia que nos molda — é o cansaço de sentir demais, pensar demais, carregar demais.
A automatização da vida não nasce do fascínio pelo artificial, mas da exaustão diante do real.
Ser previsível, repetir padrões, reagir como se tudo já estivesse programado… tudo isso oferece um tipo de alívio bastante silencioso.
Não é felicidade — é anestesia.
É mais fácil seguir um roteiro invisível do que encarar o peso de escolher, errar e se responsabilizar.
Tudo que honestamente quase ninguém quer, é Liberdade.
A liberdade, quando levada a sério, assusta muito mais do que qualquer algoritmo.
E assim, pouco a pouco, vamos terceirizando até a própria consciência.
Deixamos que tendências decidam gostos, que opiniões prontas substituam pensamentos, que notificações ditem o ritmo do dia.
A vida deixa de ser vivida e passa a ser apenas respondida.
Não há pausa, só reação.
O mais inquietante não é o avanço das máquinas — é o quanto nos tornamos compatíveis com elas.
Já não estranhamos agir sem refletir, consumir sem questionar, concordar sem compreender...
A robotização deixa de ser ameaça e passa a ser conforto.
Mas há um preço.
Sempre há.
Ao abrir mão da complexidade humana, também abrimos mão da profundidade.
Perdemos a capacidade de nos surpreender, de nos contradizer, de crescer a partir do desconforto.
Tornamo-nos eficientes, mas rasos.
Conectados, mas distantes.
Informados, mas pouco conscientes e muito vazios.
Talvez a realidade seja muito dura mesmo.
Talvez seja difícil demais sustentar a lucidez cobrada lá fora o tempo todo.
Mas aceitar a própria robotização não é solução — é desistência disfarçada de adaptação.
E, no meio de tanta fuga, a pergunta que insiste em permanecer é tão simples quanto incômoda:
em que momento sobreviver deixou de significar, também, sentir?
