Sei que Vou me Arrepender
SPECTRUM
Já não me reconheço,
Porém, sei bem o que sou,
O que vejo, o que tornou
-se meu Eu: tão avesso!
Volto sempre ao começo
De uma estrada sem fim,
Que se perde dentro de mim...
Aonde vou!? Sempre esqueço.
Não sei dizer...
Tentando ser engraçado ou tentando rir de mim mesmo. Tenho a mania de olhares engraçados em meus olhos que enxergam rindo. É a maneira de minha criança interior se divertir, brincar com os outros e até de amar. Quase ninguém entendi. Não importa se a piada tem graça ou não... Eu acho que tem... é sutil e não obvia...
Pronto falei! Caiu a casa!!!
A sociedade atual está tão distante de seu propósito que o coaching diz: venham, venham! Sei ensinar a vocês a serem egoístas, porque sou egoísta. E ser egoísta é uma riqueza. Ué, não há ninguém que levante a mão e pergunte: mas em que momento o ser humano foi criado para ser egoísta?
Memórias Online
O feed me traz você de volta,
uma foto sua, um post sobre nada.
Não sei se a gente existe ainda
ou se é só um fantasma na tela.
Naquele tempo, eu era um emoji de coração,
você, um visto azul, sem reação.
Eu te mandava mil directs,
você só visualizava, sem contexto.
Lembro de cada detalhe, cada playlist que criamos juntos,
mas só eu cantava a letra.
Você era tipo um filtro do Instagram,
bonita de ver, mas sem profundidade, sem essência.
Hoje, meu celular não vibra mais com seu nome,
minhas notificações estão em paz.
Mas de vez em quando, no meio do nada,
sua memória me dá um lag.
O tempo passou, o Wi-Fi desconectou,
mas o cache do meu coração ainda guarda você.
Ainda lembro do amor que dei de graça,
e da sua falta de megabytes para retribuir.
É, o amor era 5G pra mim,
mas para você, 2G, só uma conexão lenta.
E o pior de tudo é que mesmo em 2050,
se o mundo acabar, eu ainda vou lembrar
do sorriso que você não me deu,
e de todos os "eu te amo"
que eu só mandei para o vácuo.
Mortinhos
Estamos perdidos
Eu não sei onde estás
Caminhamos sozinhos
Num caminho para o amor e para a paz
Sei que estou vivo
Mas deixei algo para trás
Algo com valor e sentido
Foi o teu amor que tão bem me faz
Dizem que estamos escondidos
Mas como cada um foi capaz
De fugir de sorrisos tão bonitos
Que estão lá um para o outro nas horas más
Só sei que sobrevivo
Desde algum tempo para cá
Sei que sobrevives num mundo esquecido
Em que esquecemos de nos dizer olá
Eu só sei que nada sei! Essa é a única porta que me permite vislumbrar o infinito. Sua certeza é o seu limite.
Obrigado, Deus, por chegar até aqui. Sem você, não sei se eu estava mostrando e divulgando a tua palavra de salvação! ❤
Terças Feiras
As terças-feiras tem sido nubladas e chuvosas aqui dentro, não sei se é “sina,” se é algo da minha mente, mas, assim tem sido.
As terças me fecho, as portas se abrem, mas, aqui é tudo escuro, é tudo “truvo,” e faz tempo que estou aqui.
Bastado de sentimentos, desafortunado por natureza, a vida é mesmo essa roda do tempo em que esperamos por dias melhores e eles nunca vem.
Enquanto isso eu espero o ciclo: “ame, viva, sonhe!”
“Ame”, amar é o principal meio a que devemos nos apegar, portanto se amamos conseguimos passar para o segundo ponto, “viva”, viver é da natureza humana, com desafios, com obstáculos, criando meios sustentáveis, mas, vivendo.
E, quando vivemos podemos descansar no “último” ponto dessa estrada “sonhe”, sonhar é divino, tudo acontece no sonhar, sonhar é ciclo infinito, e aliança, é desejo, esperança.
Tente um pouco e, mais um pouco, mais um pouco e verá que você consegue.
Ame, viva, sonhe e, segundo a canção eternizada na voz de Mariza Monte:
Sem botão, no tempo
No topo, no chão
Em cada escada há caminhada
À pé, de caminhão
Seu horário nunca é cedo
Aonde estou?
E quando escondo a minha olheira
É pra colher amor
Quantas vezes podemos sofrer?
Quantas vezes podemos sofrer enquanto vida estiver? Não sei ao certo, varia de indivíduo.
Eu já passei várias vezes e aparentemente vou continuar passando, não sei se a vida faz essas coisas pra aprendizado, mas, eu ainda não aprendi nada e não sei se terei tempo.
Mas, se falando de amor, que é o que devemos levar adiante para todos os seres humanos que encontrarmos, cito um trecho do meu livro: “Quando se ama.”
No contrário das ondas, no andar contra o vento, no desespero da dor.
Na insônia de minhas noites, na solidão das minhas dores.
Eu amei na inutilidade que meu ser devora, na ausência de saúde em mim, no pensar de uma canção de outrora, no pesar de quem não fui bastante, na incerteza e desprezo do meu choro em pranto.
Amei sem poder amar, mas, amei!
Neste lugar, as pessoas esquecem-se da vida, da morte… não sei. Mas esquecem-se sempre de alguma. coisa."
Coisas que eu sei
1. gosto de mim.
1.1 embora me odeie repentinamente.
2. Me deixo por onde passo.
2.1. e guardo algo também.
3. Odeio despedidas.
3.1. por isso vou embora sem avisar.
4. O vazio é como estar cheio,
4.1. de nada
5. Nunca me calo.
5.1. tão pouco falo.
Amor vitalício.
Eu sei que você ainda se lembra da nossa história de amor,
mas preferiu jogar fora por uma aventura que você mesmo inventou.
Não nego: sinto a sua falta…
mas preciso ir embora.
Onde foi que eu errei?
Em que momento deixei de ser o que você queria?
Tentei ser o homem perfeito,
mas mesmo assim fui imperfeito para você.
E no fim,
só queria entender o que é o tal amor vitalício…
Amor vitalício?
Talvez seja apenas a mais bela ilusão....
Ó lua, a doçura do meu olhar,
A pimenta pro meu coração,
A ardência que o alho dá pra comida.
Sei que em breve o verei,
Ó lua leve meu amor para aquela donzela que eu tanto amei, e nem a conheço!
Mas sei que em breve vou reencontrá-la ☺️
"Eu te amo, meu Senhor.
Não sei viver sem teu amor,
Me ajuda a proseguir
São os teus sonhos que eu quero sentir"
(O teu Exército, de Moysés Fernandes)
Não sei amar
Não sei me relacionar
Não tenho paciência com nada
Não sou bom com gente nem com animais...
Nem comigo mesmo eu sei lidar!
Eu só sou bom com plantas
de preferência as que tem muitos espinhos
(Óbvio, assim como eu!) muita cor e muito perfume!
Eu acho que o nome disso é cansaço...
Burnout!
William Marques de Oliveira
