Se Vi longe e Pq me Apoiei em Ombros de Gigantes
Carregar o mundo nos ombros não é um sinal de força, mas de desorientação. A verdadeira coragem consiste em reconhecer o que é seu por dever e o que é do outro por direito, devolvendo a carga alheia para que cada um possa caminhar com as próprias pernas.
É de um amor inigualável, quando o peso nos ombros passa a ser reflexo de uma luta constante dentro de si. Quando os farrapos humanos são enxergados como motivos para continuar andando. E mesmo sem acreditar, com os os olhos inchados pela mágoa da egocentricidade alheia, seguimos em frente. O amor talvez seja isso: um sentimento totalmente desprovido de culpas, rumores, observações e despido de frustrações banais. Sua essência está nas entrelinhas, no recomeçar, na vida.
O Fardo
Sinto em meus ombros
O peso de quem sou
Com os olhos fechados eu posso ver
Juntos numa só palavra
Numa só verdade. Todos vamos celebrar
Olhos brilham com vontade
Choro vai embora
Cante para festejar… (Júlio Raizer)
No afastamento, as consequências, as súplicas, a indiferença,
Nos ombros, a violência, a raiva, o descontrole,
Na entrega, a guarda baixa, os ouvidos tampados, o cansaço,
Na reza, ossos partidos, o castelo destruído.
Quisera eu ser aquela que seguraria sua mão.
Que colocaria os braços sobre seus ombros e dançaria uma canção.
Quisera eu ser aquela a receber os teus beijos de ternura e ouvir as palavras mais lindas saídas do teu coração.
Ouviria a sua coz logo cedinho e dormiria ouvindo a sua respiração..
Quem me dera ser aquela que diante de Deus fizesse a união.
De almas e de corpos, tornando uma família a nossa solidão.
Quem me dera ser aquela que teria seus abraços e sentiria a sua respiração.
Que faria pra você as coisas mais simples com toda a dedicação.
Quem me dera ser aquela que ao entardecer da vida teria essa recordação.
De dois jovens que sozinhos encontraram um no outro a sua missão.
"Quando você ora, você para de carregar o mundo nos ombros e permite que Aquele que criou o universo cuide do que você não alcança."
❝ ...Seus ombros, antes tensos com o peso do dever, Encontram na penumbra da noite a doce permissão. É tempo de soltar o controle, de simplesmente ser, De descansar o corpo e acalmar o coração.
A noite não é fuga, é o acolhimento merecido, Onde cada erro do dia se transforma em lição. Esvazia-se a taça da culpa, o pranto contido, Dando lugar ao alívio de mais uma jornada, em gratidão...❞
------------- Eliana Angel Wolf
Eu conheço o peso que você está carregando, porque eu sinto ele esmagando os meus ombros também.
Aqueles pensamentos sombrios que invadem a sua mente quando tudo fica em silêncio? Eles também visitam a minha. Todo santo dia é uma luta silenciosa, uma guerra interna exaustiva para não deixar a escuridão vencer e não jogar tudo para o alto. Eu sei bem o quanto dói e o quanto cansa.
Mas eu estou aqui, travando a minha própria batalha diária, para te pedir uma coisa: não desista.
Tem dias em que a vontade de sumir grita, mas nós precisamos ser mais teimosos que a nossa própria dor. Fica. Aguenta só mais um pouco. O mundo pode parecer um labirinto sem saída agora, mas a sua vida importa muito. A sua presença aqui faz diferença, mesmo que hoje você não consiga enxergar isso.
Nós não estamos sozinhos nessa trincheira. É um dia de cada vez, um passo de cada vez. Vamos continuar lutando. A gente vai conseguir.
By Evans Araújo
Carreguei mundos sobre os ombros, dores e batalhas no peito, mas hoje sigo com a leveza de quem já sabe exatamente aonde quer chegar.
Marcilene Dumont
Sorriso de Caminhante
Sorrir…
mesmo quando o ano pesa nos ombros
e a vida insiste em virar página sem pedir licença.
Sorrir…
porque cada queda ensinou um passo,
cada silêncio guardou uma resposta,
cada dor abriu espaço para um novo começo.
Entre o que houve
e o que ainda virá,
há você — firme, inteira,
renascendo no próprio brilho.
A vida tentou te dobrar,
mas você aprendeu a florescer nas frestas,
a iluminar até os dias nublados,
a caminhar com o coração aceso.
Sorria.
Não por esquecer o que passou,
mas por honrar o caminho,
por saber que cada amanhecer
é Deus dizendo:
“Continua, filha, ainda estou escrevendo.”
E você segue —
leve, elegante, forte —
com um sorriso que não nega as batalhas,
mas celebra a coragem
de continuar vivendo.
Exaustão
Hoje o mundo pesa mais do que meus ombros suportam.
As cores se apagaram devagar,
como um céu que esqueceu de amanhecer.
Nada me chama,
nada me prende,
nada me move.
Os sonhos tão barulhentos antes
agora sussurram de longe,
como se não fossem mais meus.
Caminho por dentro de mim
e encontro salas vazias,
ecos cansados,
silêncios que gritam.
Tanto faz diz a minha alma exausta.
Tanto faz se fico, se luto, se tento.
O sentido escorreu por entre os dedos
e eu não tive forças para segurar.
Não é que eu não sinta
é que sentir virou peso.
E eu…
eu só queria descansar
de mim mesma,
do mundo,
de tudo.
“O brilho do sol sobre meus ombros,
em meus olhos, traz um sentimento de vida e felicidade.
Na água, ele parece tão adorável,
e sempre me faz tão bem.
Se eu tivesse um dia que pudesse dar a você,
eu te daria um dia como hoje.
Se eu tivesse uma canção para cantar a você,
eu cantaria para que se sentisse assim.
Se eu tivesse uma história para te contar,
contaria uma história que te fizesse sorrir
e te trouxesse uma doce sensação de felicidade.
Se eu tivesse um desejo para te conceder,
eu desejaria que o sol brilhasse o tempo inteiro,
irradiando em você alegria e vida.
Ah, se eu pudesse…
se eu pudesse.”
Na tarde nublada de domingo o crepúsculo derrama vinho púrpura sobre os ombros fatigados do horizonte. Não havia tristeza, apenas uma tarde que tardava todos os sonhos, mas não diria que todos, pois eram numerosos e sempre surgiam novos. A saudade possuía o perfume azul das distâncias impossíveis e eu me lembrava de quem quero bem, mas não sentia vontade de vê-lo. A melhor maneira de lidar com o passado é lembrando e deixando passar. O silêncio caminhava descalço pelos corredores da imensidão e eu diria que a vida é infinita nas incontáveis estradas de caminhos de lírios, margaridas e orquídeas vastas a ocupar o tempo da memória. E nasciam antúrios na lua que bordava rendas de prata nos cabelos da lógica. Eu mastigava lentamente o dia e não havia lamento maior que o vazio, mas isso é arte de domingo. O vento folheava as páginas de meu rosto e escrevia livros de longas histórias anônimas. Eu lacrimejava, porque o céu bebia o melancólico néctar do entardecer. Eu vivia a aurora despertando sinos entre as flores. O amor era uma estrela atrasada iluminando ruínas de primavera, no oceano que escondia relâmpagos adormecidos sobre sua pele de safira. À dezesseis horas eu te esperei, mas você não veio. E não vinha há cinco anos. Cai a chuva escrevendo cartas transparentes nas janelas do esquecimento. E eu fiz para você um chá, que esfriou na xícara. Como demoram as visitas. O destino tecia fios de ouro no acaso da cidade. Difícil se encontrar em uma cidade sem esquinas. A tristeza florescia como uma rosa violeta nos jardins dos desencontros. Mas eu estava apática, mas feliz, porque o universo respirava através do orvalho da noite. A saudade é um pássaro transparente preso à gaiola e eu rejeitava, já que eu amava a liberdade. A solidão vestia um manto amarelo e eu me imaginava em um campo de girassóis. Eu acho que eu nasci mesmo foi para ser feliz. As gaivotas no céu são livres e voam os passarinhos. Um dia hei de ter asas e esquecer as visitas em casa, se me amo mais que o próprio mundo. Eis meu pensamento mais profundo.
Você parece desses que, mesmo triste, tenta não despejar suas dores nos ombros errados. Isso é maturidade espiritual. Nem santo consegue sorrir o tempo inteiro, mas existe uma enorme diferença entre sofrer e transformar sofrimento em veneno coletivo.
Os antigos já sabiam: palavra tem axé.
A Maldição de Sariel
por Sariel Oliveira
Carrego nos ombros uma herança invisível,
não deixada por sangue ou nome,
mas costurada nas costelas pelo próprio destino.
Minha maldição não é feita de má sorte,
mas de olhos que veem fundo demais,
de um coração que sangra por feridas que não são minhas.
Sou condenado a sentir o que os outros escondem,
a ouvir o silêncio que grita no peito alheio.
E, mesmo sabendo que isso me arrasta,
continuo — como se minha alma
fosse feita para ser farol em noites que não acabam.
Porque minha maldição é também minha sentença:
viver intensamente
num mundo que teme quem não sabe se calar.
Jamais esquecerei de quem carregou essa causa nos ombros e ajudou a construir sua base. Quando estivermos no topo, o palco também será daqueles que estiveram ao nosso lado desde o início.”
No terraço onde a noite respira lenta,
uma luz antiga pousa nos meus ombros.
É quieta, mas exige humildade e espaço.
Descubro então que o saber não chega como rajada,
e sim como essa brisa obediente
que só atravessa portas destrancadas.
A mente, quando dobra o orgulho,
abre um corredor de silêncio onde tudo cabe:
o erro, o acerto, o possível.
E, nesse intervalo limpo,
o fluxo da sabedoria encontra passagem,
faz do vazio um campo fértil,
e repousa ali, sem pressa,
como quem sempre soube o caminho.
É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.
Se você está sentindo o peso do mundo, não ore por cargas mais leves. Ore para que seus ombros se tornem os pilares de um império. O crescimento dói, mas a estagnação é uma morte lenta.
