Se Vi longe e Pq me Apoiei em Ombros de Gigantes
Em teus olhos, um reflexo de meu ser.
Vivo em ti, e em ti me sinto vivo,
teu coração, um ritmo a me envolver.
E em teu silêncio, um amor esquivo.
Eu busco em ti, um amor que não quer,
Mas em teu não, eu encontro um sim.
Teu desamor, um bálsamo a me doer,
E em tua indiferença, um amor sem fim.
Mas ainda assim, eu te quero, é verdade,
Com todas as d'ores, com todas as vontades.
E em teu não me querer, eu encontro a liberdade.
E assim, em teu silêncio, eu me sinto livre,
E em teu desdenho, eu encontro o que não disse.
E te gosto mais, por não me gostar, e isso é triste.
(Saul Beleza)
A velhice é uma flor, que murcha com o tempo, ela é um presente de gregos.
Mas o poeta resiste, com seu cérebro atento
Aproveitando o momento, enquanto a inspiração flui
E as palavras saem, como um rio sem fim.
(Saul Beleza,)
Palavras que dançam, jogam e brincam
Dúbias intenções, significados que se escondem
Pensadores astutos, letras que seduzem
Leitores atentos, mentes que se abrem
O jogo das palavras, um tabuleiro de xadrez
Movimentos sutis, estratégias que se cruzam
O que se diz, o que se cala
Um jogo de palavras, um duelo de mentes.
(Saul Beleza)
Te penso, e imediatamente te vejo, e ao vê-la, eu sonho, e sonhando eu à quero, e te querendo! Te penso...
(Saul Beleza)
Um sorriso que ilumina o dia.
Um olhar que traz esperança e alegria.
Um jeito de ser que toca o coração.
Um semblante de calma, uma paz sem igual
Uma companhia que acalenta a alma.
Um abraço que conforta e faz bem.
Você é uma doçura que alimenta a alma de quem te conhece, e faz sorrir também.
(Saul Beleza)
Algemas de escolha, correntes de paixão
Prendemos a alma, sem ver a prisão
A liberdade é um preço que não se paga
Quando o coração se entrega, sem saber a sentença.
(Saul Beleza)
Esses são os pilares de um amor verdadeiro. Cumplicidade para entender o outro, companheirismo para enfrentar os desafios juntos, e lealdade para ser o porto seguro um do outro. É um amor que soma, não subtrai.
(Mario Valem/Saul Beleza)
Assim caminhava João, estrada a fora, sol escaldante, botina apertada, calça larga, e imbira era o curião, camisa remendada com retalhos de um tecido cortado de um velho colchão de capim, na gibeira, algumas palhas para o cigarro, no bornal, uma banda de rapadura e uma lesga de carne seca, o cantil já pelo meio, água por perto não existia, o córrego estava a oito léguas a frente, João pensando na dificulidade da vida que levava, mas no fundo era feliz, pois estava longe dessa guerra que assusta o mundo.
Então, João continuou sua jornada, o sol a pique, a botina apertada, mas o coração leve. Ele sabia que a vida era dura, mas também sabia que a liberdade valia a pena. Ao longe, viu uma sombra, um oásis no deserto. Era uma velha árvore, com um córrego murmurante ao lado. João se aproximou, sentou-se à sombra, e começou a mastigar a rapadura, sentindo a vida simples, mas plena.
(Saul Beleza)
Como não enaltecer o anoitecer,
Quando o céu se veste de cores?
Um espetáculo diário, sem preço,
Que nos rouba o fôlego e o coração.
O sol se despedaça no horizonte,
E a noite vem, com seu manto de estrelas.
É um show de luzes, um momento de paz,
Que nos faz sentir vivos, sem igual.
(Saul Beleza)
O que somos?
Somos a sorte de um jogo de azar
Somos o cheiro do café da manhã.
Somos os amigos que se reencontram.
Somos o soldado que volta vivo da guerra.
Somos a flor que embeleza o jardim.
Somos os loucos sensatos da vida.
Somos o perdão que a igreja condena.
Somos a alegria de um dia de sol.
Somos os amantes que juram amor eterno.
Somos o fim da linha de um trem.
Somos a primavera que chega em setembro.
Somos a dor de uma mãe na despedida.
Somos a verdade que a mentira inventa.
Somos a Saul...dade do que passou.
Somos tudo isso em pleno verão.
Somos a areia onde a onda quebra.
Somos o coração que se acelera na paixão.
Somos o sorriso da criança que brinca.
Somos a estrada que nos leva ao impossível.
Somos a magia do olhar da menina moça.
Somos a vida que namora o tempo.
Somos, ou nada somos.
(Saul Beleza)
*Amor que não cobra*
Te quero perto do jeito adulto,
que divide a cia debaixo do cobertor,
sem promessa de filme da Disney,
só de café passado e louça lavada.
Se vier pra junto de mim
traz teu mau humor de segunda sem ter tomado um café amargo,
que eu respeito seu ronco nas madrugadas
e a gente negocia o lado do sofá.
Amor não é fogos de artifício,
é saber calar quando o outro tá cansado
é lembrar de comprar o pão
e não transformar celos em uma guerra.
Não precisa ser pra sempre
só precisa ser honesto hoje,
e amanhã a gente conversa de novo
com os dois pés no mesmo chão.
Se azedar, a gente adoça com respeito
se apertar, a gente afrouxa com conversa
se acabar, acaba sem dívida
mas enquanto durar, que seja inteiro e verdadeiro.
(Saul Beleza)
*Perto sem encostar*
Te queria perto do jeito manso
que a manhã quer do café,
sem alarde, sem promessa grande
só pra dividir silêncio e sol
Se vier pra junto de mim, traz teu riso no decote dessa tua blusa
que é a única coisa que falta
pra casa virar teu endereço.
Não precisa ficar pra sempre,
só o tempo de uma xícara esfriar
que eu te guardo em memória quente
e te solto quando o mundo chamar.
A gente se entende no soslaio,
no quase, no detalhe bobo
onde mora o melhor do amor
que não pesa nem cobra chegada, e nem pode evitar uma partida repentina.
(Saul Beleza)
*Soslaio de mim.*
Se um dia a cotação cair na bolsa,
e teu estoque de bajulador zerar,
não me procura não, viu!
Mentira, Procura sim, Mas vou cobrar juros.
(Saul Beleza)
*Sede de nome*
Um homem apaixonado é diferente
desaprende a mastigar o dia
troca o prato pelo copo
e a fome vira silêncio.
Não come, não dorme direito
só bebe o tempo pensando nela
cada gole é uma tentativa torta
de afogar o que não sai do peito
Mas a sede não passa, só muda de estado,
desce amarga, volta em saudade
e no fundo do copo vazio,
ainda mora o rosto que ele jamais esquece.
Cuidado que essa conta é cara
e não vem só em real no papel,
vem em manhã seguinte
com o nome dela intacto na sombra da parede do quarto.
(Saul Beleza)
Oraçao do dia
Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar; que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.
Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas. Perdoa quando se torna frio meu coração;
Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.
Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade. Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigado, Pai, por mais esta lição!!!
Que assim seja!!!
Muitas bênçãos e vitórias pra nossa vida!!!
Amém...
(Saul Beleza)
*Manual de viagem pra ontem*
Pra que preocupar com o presente
se em dois goles ele já é foto antiga?
Melhor montar acampamento no passado,
lá o futuro ainda tem cara de promessa.
Ontem eu comprei um terreno na lembrança,
construí uma casa sem parede,
só janelas abertas pra que o entregador e sai seja constante
a todo manhã, e o amanhã me serve café sem açúcar.
O relógio anda de ré por teimosia,
os ponteiros dão tchau pro agora
e gritam "volta aqui, seu covarde"
enquanto eu assino um contrato com o já foi.
Se o presente é só fila do passado,
vou furar fila com saudade na mão
e pedir fiado pro tempo:
me devolve um futuro que preste.
Aviso: risco de paradoxo
e de rir sozinho no ônibus
mas quem disse que lógica
é requisito pra viver?
(Saul Beleza)
*Maluquice autorizada*
Hoje meu juízo tirou folga
e deixou a chave com um grilo
que toca guitarra no meu cérebro
usando fios de macarrão.
O sol me mandou um bilhete
escrito em língua de girafa
dizia "vem brincar de nuvem"
e eu fui, de pijama e guarda-chuva.
Os ponteiros do relógio
fizeram greve por mais alguns segundos,
agora o tempo anda de patinete
cantando funk pro calendário.
Meu café levantou sozinho,
foi dar bom dia pra torradeira,
o pão respondeu com poesia
e a manteiga virou plateia.
Se a sanidade bater na porta
finge que eu mudei de planeta,
tô ocupado sendo astronauta
no espaço entre dois pensamentos, um em Goiás e outro no Mato grosso tomando sopa de osso.
(Saul Beleza)
*O dia depois do campo*
Já me acostumei com o ronco do canhão
e dancei ao som da rajada da metralhadora,
não por gosto, mas porque o corpo
aprende passos até no inferno.
Afiei o sabre pra cortar o catanho do dia,
porque amanhecer também cansa
quando a noite não deixou dormir
só ensinou a sobreviver.
Fingi não ouvir o toque da corneta
anunciando a alvorada que não pedi,
às vezes a guerra acaba lá fora
mas continua batendo no peito
Agora a casa tá limpa, o chá na mesa
e mesmo assim o silêncio vem fardado,
eu tiro o capacete devagar
e lembro que paz também é treino .
(Saul Beleza)
*Poeminha de casa arrumada*
Casa limpa, silêncio lavado
roupa no varal dançando pro vento
chá de hortelã, a chaleira apita, um som com cheiro
desenhando e a tua ausência em espiral pelo bico evapora.
Torrada estala, geleia vermelha,
espalho no pão, não espalho a falta
porque tem vazio que não cabe
nem na mesa posta pra um.
O dia tá organizado por fora, mas cá dentro tem um cômodo com a porta e janela abertas esperando,
só que hoje! ela não vi passar.
(Saul Beleza)
O lençol tem formato de dúvida
o teto conta piada sem graça,
e o relógio finge que não tá vendo
eu tentando domar a preguiça.
O sol bate na janela
pedindo pra entrar sem convite
eu digo "já vai"
e volto pro travesseiro, que tem teu cheiro.
Hoje o plano é simples:
respirar fundo três vezes
e deixar o dia chegar
no tempo dele, mesmo sem você aqui.
(Saul Beleza)
