Se sou Metida porque Fala Comigo

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E por isso, onde eu for,
levo você comigo.
Não em fotografias
ou lembranças passageiras,
mas nesse lugar silencioso do peito
onde mora aquilo que a gente tem medo de perder.

Levei comigo
o que não coube no papel:
as lágrimas não ditas,
os sonhos pela metade,
e a coragem —
essa, inteira.
Porque no fim,
não foi só um fim.
Foi um começo dolorido
de me reencontrar em mim.
Helaine machado

"Minha paz é um contrato de exclusividade comigo mesmo, sem cláusulas de rescisão para terceiros."

⁠Erre comigo uma vez a culpa é sua ... Erre comigo duas a culpa é minha !

A honestidade comigo próprio é o gesto mais revolucionário. Não falo para impressionar, falo para ordenar a casa. Quando digo a verdade interna, coisas velhas deixam de controlar. É como abrir portas por dentro para que a luz entre. E então o mundo externo se rearranja em conformidade.

Meus medos não me paralisam mais, aprendi a carregá-los comigo, são sombras que me acompanham, mas não me definem, sou muito maior que eles.

A solidão que carrego às vezes veste meus melhores trajes. Sai comigo para jantar, sorri, cumprimenta desconhecidos. No trecho de volta, tira a máscara e chora soprando o travesseiro, como quem revela ao mundo a própria face cansada de fingir.

Eu tentei seguir, mas o vazio caminha comigo. Ele senta ao meu lado, dorme na minha cama, repete suas lembranças como uma oração torta. Seguir em frente, às vezes, é apenas aprender a carregar o peso sem deixar que ele nos destrua por completo.

Na solidão fui encontro comigo mesmo, conheci medos e passos que me guiam hoje, a solidão virou mapa para andar sozinho, assim encontrei força no meu próprio passo.

Coisas surreais já aconteciam comigo desde a infância. Sinto-me explicando tudo isso agora.⁠

"Na minha mudança, nunca recomecei sozinha, trouxe comigo a fé , o amor e esperança."








Marcilene Dumont

⁠Deixa eu cuidar de você. Descanse nos meus braços. Que todas as noites comigo haja seu aconchego.

Eu te namoro, ou você namora comigo. ❤

⁠Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que resolvi ser e eu todos os dias acordo com o objetivo de ser feliz, não perfeita 🍀🌼

Casa comigo!
Sem anel, sem religião.
Sem juras, nem promessas.
Casa comigo,
como as árvores que
casam seguras e livres.
Casa comigo
até aos ossos,
até despirmos os corpos
e ficarmos alma com alma.
E no fim, não haverá fim
porque não morreremos
seremos músicas,
brisas outonais,
beijos de inverno,
biodiversidade primaveril,
estiva dos poentes
e imortais poemas
nos corações
do mundo.

Não ando sozinho,
carrego comigo a
humildade, sabedoria
e a proteção dos que
vieram antes.

Deus nunca falou comigo; quem sempre falou foram humanos querendo mandar.

Sempre me encontro comigo mesmo nas coisas que eu já escrevi. Como pude ser tão velho e sábio anteriormente e, agora, tão jovem e curioso? Todos esses eus não dependem do tempo, estamos todos aqui.

Não tive nada a ver com o 11 de setembro… apenas carrego comigo a doce certeza de que até em dias sombrios Deus acende luzes.

⁠A psicóloga está acabando comigo:
mandou-me separar um caderno só para anotar as incidências de estresse…


Só estou fazendo para comprar caderno!


Parece brincadeira — e é também!


Mas, olhando mais de perto, percebe-se algo muito maior escondido nesse riso: quantas vezes tratamos o cuidado emocional como se fosse só mais um caderno novo na gaveta?


É a recusa disfarçada, o medo sutil de se conhecer,
de se colocar diante do espelho,
de admitir que dentro de nós também existem gavetas bagunçadas
que carecem de arrumação.


Escrever, no fundo, é isso:
um ato simples que revela abismos
e, ao mesmo tempo, constrói pontes sobre eles.


Pela palavra, evitamos novas feridas
e aliviamos as que insistem em se abrir.


Há textos que caminham sozinhos.


Nascem prontos, enxutos, inteiros.


Mas há outros que precisam calçar as sandálias da empatia
para não machucar ou confundir quem ainda anda descalço dentro da própria alma.


E, é nesse vai-e-vem entre provocar e acolher
que percebemos algo curioso:
quando aprendemos a brincar com as palavras e com as imagens,
elas se juntam para brincar conosco.


A escrita deixa de ser esforço
e passa a ser companhia.


A arte deixa de ser fuga
e vira travessia.


É aí que o caderno muda de função.


De simples objeto, ele se transforma em lugar:
um lugar onde a dor descansa,
onde a graça do cotidiano floresce,
onde a alma encontra espaço para respirar.


E se eu tenho um desejo para quem se senta para folhear conosco esse “nosso caderno”,
é que saia daqui um pouco melhor do que entrou.


Porque a palavra bem cuidada faz isso —
acolhe, reorganiza, ilumina.


E quando compartilhada com sinceridade,
cura quem escreve e quem lê.


No fim, terapia ou não,
a escrita é um jeito silencioso de cuidar do mundo.


E, quem sabe, de nós mesmos também.