Se quer ser Amado Ame
Longe de ser uma ameaça, a esterilização por radiação é a tecnologia invisível que garante a máxima segurança a dispositivos médicos vitais dentro das suas embalagens seladas, protegendo a vida dos doentes sem recorrer a químicos tóxicos nem deixar qualquer vestígio de radioatividade.
Desacreditado
Há um momento em que alguém deixa de ser apenas questionado e passa a ser desacreditado.
A diferença parece pequena. Não é.
Questionar ainda deixa alguma coisa em aberto. Ainda existe espaço para resposta, para dúvida, para surpresa. Desacreditar é diferente. Muitas vezes, a conclusão chega antes da pessoa.
Ela fala, mas a escuta já começa a se fechar. Tenta explicar, mas a explicação parece vir tarde demais. Tenta de novo e encontra aquela suspeita silenciosa de quem pensa, antes mesmo de ouvir: “eu já sei onde isso vai dar”.
É assim que um erro, pouco a pouco, deixa de ser apenas um erro.
Ele cresce. Ocupa espaço. Ganha memória.
E, sem que ninguém perceba exatamente quando isso aconteceu, passa a representar a pessoa inteira.
Há uma diferença enorme entre dizer que alguém falhou e dizer que alguém é um fracasso. A primeira frase fala de um acontecimento. A segunda transforma o acontecimento numa definição.
Talvez esse seja um dos pesos mais difíceis de carregar quando se é desacreditado: não apenas perder a confiança dos outros, mas perceber que, para alguns, já não existe sequer o direito de ser diferente daquilo que um dia se mostrou ser.
No começo, isso vem de fora.
De um olhar. De uma palavra. De uma comparação. De uma lembrança que alguém insiste em trazer de volta. Vem daquela sensação estranha de que uma versão antiga de nós entrou no ambiente antes da nossa chegada.
Depois, com o tempo, alguma coisa muda de lugar.
A voz que vinha de fora começa a aparecer por dentro.
“Ninguém acredita em mim” pode, quase sem ruído, transformar-se em “talvez eu também não deva acreditar”.
E aí o descrédito se torna mais perigoso.
Porque já não precisa de plateia.
A pessoa recua antes que a rejeitem. Evita tentar para não confirmar aquilo que teme. Cala algumas coisas antes mesmo de descobrir se seriam ouvidas.
Não porque tenha necessariamente perdido sua capacidade, mas porque começou a perder algo mais delicado: a imagem de si mesma como alguém capaz.
Nem todos reagem da mesma maneira.
Alguns se recolhem. Passam a esperar menos de si, dos outros, da vida. Outros fazem o contrário: tentam provar demais, transformam cada gesto numa defesa, cada erro numa ameaça, cada dúvida alheia numa nova acusação. Há ainda quem escolha o desapego como proteção: se eu não esperar nada, pensa, nada poderá me frustrar.
São caminhos diferentes, mas podem nascer da mesma ferida.
O descrédito repetido reduz expectativas. Expectativas menores podem reduzir tentativas. E menos tentativas podem produzir, com o tempo, justamente aquilo que no início era apenas um julgamento dos outros.
A pessoa deixa de arriscar.
Deixa de insistir.
Deixa de imaginar alguns caminhos.
E, anos depois, talvez olhe para aquilo que não aconteceu como se nunca tivesse sido possível.
É aí que a frustração se torna mais difícil de compreender.
Porque ela não nasce apenas do que se perdeu.
Nasce também do que deixou de ser tentado.
Dos caminhos abandonados antes do primeiro passo. Das escolhas recusadas por medo. Das possibilidades que morreram não porque fossem impossíveis, mas porque a própria pessoa passou a acreditar cedo demais que não conseguiria alcançá-las.
Talvez, então, alguns dos frustrados de amanhã sejam os desacreditados de ontem que, pouco a pouco, aprenderam a esperar menos.
Não todos.
Não necessariamente.
Mas alguns.
Sobretudo aqueles que passaram a carregar por dentro o julgamento que antes vinha de fora.
Ainda assim, é preciso cuidado.
Desconfiar também protege.
Nem toda pessoa merece crédito. Nem toda promessa deve ser acolhida. Nem toda segunda chance precisa ser dada apenas porque foi pedida.
Há pessoas que repetem.
Há arrependimentos que funcionam muito bem nas palavras e muito mal nos atos.
Há mudanças anunciadas tantas vezes que acabam se tornando apenas outra maneira de ganhar tempo.
Por isso, desconfiar nem sempre é dureza.
Às vezes, é memória.
Às vezes, prudência.
Às vezes, é a forma que encontramos de não cair novamente no mesmo lugar.
Mas existe uma fronteira. E talvez ela seja mais importante do que parece.
A dúvida pergunta: “será?”
A desconfiança pergunta: “que razões tenho para acreditar?”
O descrédito absoluto já decidiu: “nada será suficiente”.
Um ainda observa.
O outro procura apenas aquilo que confirma o que já pensava.
Um admite a possibilidade de rever.
O outro transforma um episódio em destino.
Talvez seja por isso que desacreditar alguém possa significar mais do que retirar confiança.
Pode significar retirar movimento.
Deixar de admitir que uma pessoa possa reparar, amadurecer, aprender tarde — mas aprender. Recusar a hipótese de que possa fazer diferente, surpreender, escapar da imagem na qual foi aprisionada.
Isso não significa esquecer.
Nem fingir que nada aconteceu.
Nem devolver confiança apenas porque o tempo passou.
O tempo, sozinho, não melhora ninguém.
Há coisas que precisam ser demonstradas. Mudanças que exigem constância. Palavras que só recuperam algum peso quando, finalmente, começam a aparecer nos gestos.
Mas existe um perigo também do outro lado.
O perigo de decidir cedo demais que nada jamais será suficiente.
Porque chega uma hora em que já não estamos apenas tentando nos proteger de uma nova decepção.
Estamos tentando proteger nossa própria certeza de qualquer coisa que possa contrariá-la.
E isso também aprisiona.
O descrédito pode começar como defesa e, devagar, virar prisão para os dois lados: para aquele que perdeu o crédito e para aquele que já não consegue rever o julgamento que fez.
Quanto tempo deve durar um erro?
É difícil responder.
Quanto de alguém deve permanecer preso ao pior que fez?
Não sei se existe uma medida justa.
Quando uma lembrança necessária deixa de ser memória e passa a funcionar como sentença?
Em que momento uma mudança deixa de ser apenas uma fala bonita e começa, de fato, a merecer consideração?
Talvez essas perguntas não tenham respostas fáceis — e talvez não devessem ter.
Há uma tensão que não desaparece: responsabilizar sem congelar, desconfiar sem transformar a suspeita numa identidade, reconhecer mudança sem inventá-la, admitir reparação sem apagar aquilo que aconteceu.
Talvez maturidade tenha menos a ver com saber exatamente quando acreditar e mais com continuar capaz de perceber quando a realidade já não cabe na ideia que fizemos dela.
Porque o descrédito também seduz.
Há nele uma estranha promessa de segurança.
Quem não espera nada imagina que não poderá se frustrar.
Quem não acredita em ninguém pensa estar protegido do engano.
Quem já decidiu que alguém nunca mudará não precisa enfrentar o desconforto de admitir, um dia, que talvez tenha mudado.
Só que toda certeza cobra alguma coisa.
E, às vezes, cobra justamente a capacidade de enxergar aquilo que veio depois.
Ser desacreditado talvez seja uma forma de exílio.
Não exatamente de um lugar.
De um lugar possível.
É entrar numa conversa e sentir que aquilo que você fez anos atrás chegou antes. É perceber que o erro ocupa tanto espaço que quase não sobra lugar para todo o resto. É ser ouvido por meio de uma versão antiga de si mesmo.
E isso cansa.
Cansa ter de explicar.
Cansa ter de provar.
Cansa perceber que, para algumas pessoas, qualquer gesto novo continuará sendo lido por uma lente velha.
Talvez uma parte da reconstrução comece quando entendemos que não controlamos o momento em que os outros voltarão — se algum dia voltarem — a nos enxergar de outra maneira.
Algumas confianças não serão recuperadas.
Algumas portas não se abrirão novamente.
Algumas pessoas preferirão guardar para sempre a versão de nós que conheceram num momento ruim.
E há pouco que possamos fazer sobre isso.
Mas existe uma parte que não deveria ser entregue.
A própria identidade.
Porque perder o crédito de alguém não é a mesma coisa que perder a si mesmo.
Talvez a última resistência do desacreditado seja justamente essa: não passar o resto da vida tentando provar alguma coisa para todos; não transformar cada gesto numa defesa; não viver permanentemente diante de um tribunal imaginário, esperando uma absolvição que talvez nunca venha.
Talvez seja apenas continuar.
Com mais consciência.
Com menos ilusões.
Talvez com algumas cicatrizes.
Mas continuar.
E conservar dentro de si a chance de ainda se tornar alguém que nem o próprio passado conseguiu prever.
Porque ninguém deveria ser obrigado a coincidir para sempre com o pior momento da própria história.
Talvez exista uma liberdade pequena, quase silenciosa, nisso.
Seguir em frente sem exigir que todos voltem a acreditar.
Sem implorar que esqueçam.
Sem negar aquilo que aconteceu.
Mas também sem permitir que o descrédito dos outros tenha autoridade para escrever a última frase sobre quem ainda podemos ser.
"Auto-negligência cansa
a inteligência reprimindo a
verdade de ser e s’expandir
como deve e sabe para
livre evoluir com
estratégica consciência."
*Hoje a minha maior disputa será eu versus eu, e em meus versos, só serei eu versus eu, eu criança versus eu adulto, eu longe de ti versus eu, assim me vejo versando sem lembrar do eu versus eu, até que!*
(Saul Beleza)
Em teus olhos, um reflexo de meu ser.
Vivo em ti, e em ti me sinto vivo,
teu coração, um ritmo a me envolver.
E em teu silêncio, um amor esquivo.
Eu busco em ti, um amor que não quer,
Mas em teu não, eu encontro um sim.
Teu desamor, um bálsamo a me doer,
E em tua indiferença, um amor sem fim.
Mas ainda assim, eu te quero, é verdade,
Com todas as d'ores, com todas as vontades.
E em teu não me querer, eu encontro a liberdade.
E assim, em teu silêncio, eu me sinto livre,
E em teu desdenho, eu encontro o que não disse.
E te gosto mais, por não me gostar, e isso é triste.
(Saul Beleza)
Um sorriso que ilumina o dia.
Um olhar que traz esperança e alegria.
Um jeito de ser que toca o coração.
Um semblante de calma, uma paz sem igual
Uma companhia que acalenta a alma.
Um abraço que conforta e faz bem.
Você é uma doçura que alimenta a alma de quem te conhece, e faz sorrir também.
(Saul Beleza)
Prefiro ser a primeira saudade,
Que te faz lembrar de mim,
Do que a última esperança,
Que te faz chorar sem fim.
Prefiro ser o teu único sonho,
Que te faz sorrir no escuro,
Do que o eterno pesadelo,
Que te faz acordar sem futuro.
Ser a luz no teu caminho,
O abrigo no teu coração,
É o que me faz viver,
E te amar sem moderação.
(Saul Beleza)
*Menina Vieira,*
Você não deixa ser amada.
É como fruta madura, pronta, doce, na hora certa de ser colhida.
Mas se esconde entre as folhas.
Com medo da mão, com medo da queda, com medo de não ser guardada direito depois.
Menina, não precisa se esconder mais.
Eu não quero te arrancar do pé com pressa.
Quero te colher com cuidado. Te esperar amadurecer no meu tempo, no meu peito.
Quero ser cesto, não faca. Quero ser casa, não fome.
Se entregue.
Deixa eu te amar do jeito que você merece: sem susto, sem pressa, sem ter que se esconder entre as folhas pra se proteger.
Você já tá pronta. E eu já tô aqui.
Só falta você acreditar que pode ser colhida sem ser machucada.
Deixa eu te amar, Menina Vieira.
Só isso.
(Saul Beleza)
*Fora de Época*
Não te ofereço flores por ser primavera,
te ofereço flores por te querer bem.
Não é o mês, não é o costume,
é a vontade que floresce em mim.
Se fosse inverno, eu acharia jeito
de te esquentar com pétala e cor.
Se fosse outono, eu juntaria as folhas
só pra te lembrar que cair também é uma estação.
Te quero bem sem motivo marcado,
sem feriado pra justificar.
Meu calendário tem teu nome
e todo dia nele é dia de te lembrar.
(Saul Beleza)
*Grandes Anões*
A vida nos faz ser grandes anões
Cabeça cheia de planos, peito cheio de sermões
Sonhamos castelos, acordamos em vão
E o futuro nos cobra em forma de chão
Choramos o tamanho que não alcançamos
As lágrimas medem o que imaginamos
Mas mesmo pequeno, mesmo em ruína
O sonho insiste, teima, ilumina
Porque anão que sonha ainda é gigante
Num mundo que esquece quem vai adiante.
(Saul Beleza)
O amor não pode esfalfar.
Ele tem que ser estimulante,
gratificante e duradouro.
Amor que cansa, pesa e esgota,
não é amor, é fardo.
Amor de verdade é descanso,
é fôlego,
é vontade de ficar.
*- Saul Beleza*
Vou fazer um rango aqui...
Não vai ser um banquete,
sem toalha de linho,
sem taça cara.
Mas vai ter cheiro de casa,
panela chiando,
arroz soltinho.
Será o suficiente
para que eu me sinta um rei.
Rei do meu cantinho,
do meu prato simples,
da minha paz.
(*Saul Beleza*)
Superar-se é abandonar a necessidade de ser compreendido por todos e encontrar coragem para continuar sendo fiel à pessoa que você precisou se tornar para sobreviver às próprias tempestades.
Aceitar.
Chega um momento em que insistir na amizade deixa de ser uma tentativa de preservá-la e passa a ser uma recusa em aceitar que ela mudou.
Aceitar o fim de uma amizade não significa negar o que ela foi. Significa compreender que o passado não tem obrigação de continuar sendo presente.
Algumas pessoas foram importantes em determinado momento de nossa vida, e isso não se torna menos verdadeiro porque deixaram de estar presentes. O valor de uma relação não depende necessariamente de sua duração.
Por isso, talvez seja possível lamentar sem ressentimento. Sentir falta sem exigir retorno. Reconhecer a importância sem continuar implorando pela presença.
E, sobretudo, aceitar que uma amizade precisa de duas pessoas dispostas a permanecer.
Não lamento ter tentado preservar o que um dia foi importante. Lamento apenas ter descoberto que, em algum momento, a tentativa deixou de ser compartilhada.
Amor não se pede, não se mendiga; amor não deve ser exigido de ninguém: Porque amor se dá.
Amor autêntico não envolve barganha, intimidação ou exploração financeira. Quando o afeto é usado como moeda de troca para subtrair patrimônio, trata-se de abuso financeiro, estelionato sentimental (Art.171 do CP) e violência patrimonial (Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006, Art.7º, Inciso IV), a conduta também pode configurar os crimes de Extorsão (Art. 158 do CP) ou Violência Psicológica (Art. 147-B do CP).
Amar alguém não significa permitir ser pisado nem explorado por ninguém. Jamais aceite ser explorado por ninguém.
Num mundo com mais de 8 bilhoes de pessoas certamente alguém voluntariamente vai te dar amor sem te cobrar por isso.
Quem assistiu a mil filmes viveu mil vidas — e ainda assim, ao apagar a tela, voltou a ser apenas a mesma pessoa, carregando dentro de si mil destinos que nunca foram seus, mas que, de alguma forma, também viveu.
"Permita-se ser feliz na
altura dos seus sonhos,
crendo, tentando, e mesmo
falhando, recomeçar
corajosamente sem desistir
até a conquista que virá,
florescerá e frutificará
eternamente por ti."
"A vida do ser humano é cíclica. Precisamos ver e enxergar( a luz da consciência) para romper os ciclos."
O ser humano pobre de espírito, fraco, inculto e solitário é mais propenso à integrar movimentos totalitários que prometem redimi-lo de suas frustrações, pequenez e insignificância.
- Relacionados
- Mensagens sobre ser pai e mãe
- Ser professor é: mensagens sobre a jornada no ensinamento
- Frases sobre sorrir que te inspiram a ser feliz
- Frases femininas para celebrar o poder de ser mulher todos os dias
- Mensagens de Natal para o dia 25 de dezembro ser ainda mais especial
- 37 frases sobre aproveitar a vida e ser feliz de verdade
- Cansei de ser boazinha
