Se Fosse Só Sentir Saudade
SAUDADE DO MEU SÃO JOÃO
Meu São João do passado
Era tudo tão mudado
A sanfona acelerava
Saudade do meu São João
Não faltava alegria
Daquele povo animado...
Lá no meu cantinho adorado
Não tinha eletricidade
Era luz de candeeiro
Mas tinha muita verdade
No terreiro a fogueira acesa
Eita quanta saudade...
Irá Rodrigues
Sabes quando a saudade bate mesmo?
É tão sufocante.... O ar torna-se irrespirável... Pensa que está tudo bem... Há alguém acima de nós que vigia tudo a toda a hora.
Eu penso assim. E fico mais calma. Faz o mesmo e verás...
PONTE DA SAUDADE
Na estrada tem uma ponte…
passa carro
passa gado
passa gente
passa quem quiser passar
passa o vento
passa o dia
passa a noite
passa o tempo...
só não passa esta saudade
de outra vez te ver passar.
É tanta saudade que meu coração não se controla...
Meus olhos se transbordam em lágrimas de tanta saudade...
Digo-me que você foi a melhor coisa que já me aconteceu...
privação
a saudade é um ato estranho
se você a mata ela vive
se você vive ela avulta no tamanho
é uma dor em aclive
um suor sem banho
é funesto
invade todo o sentimento
é de vazio gesto
aos olhos abafamento
indigesto
ao desejo recolhimento
solidão
e eis que ela é etc e tal
torpor, paralisia, emoção
retiro
saudade é ausência fatal
suspiro
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
A noite bate uma saudade no meu coração, de madrugada minha mente fica a milhão e me pergunto pq que tem que ser assim, eu só queria ter você aqui perto de mim...$/2
Sorria quando a dor te torturar
A saudade te perturbar
Os seus dias e noites tristes e vazios
Sorria quando tudo terminar
Quando o amor acabar
Nadas mais lhe testar
Do sonho encantador que você teve
Sorria quando do sol não vir mais a luz
Quando as noites forem mais escuras e longas
Sorria quando sentir todo o peso das suas decisões
E carrega ela como uma cruz em seus ombros
Sorria e siga em frente para seu melhor
Não de sua dor para alguém leve com você
Pois essa dor irá sumir e você vai sorrir
E seu mundo vai melhorar
Mas você terá que lutar
Para essa recompensa ganhar
E seu sorriso ser a eterno
Até quando o seu últimos suspiro dar
Autor: F.M
Labirinto de saudade
As tristezas de minhas perdas...
É um vácuo cravado no peito,
Daquela vontade de abraçar,
De sentar juntos pra conversar!
De tantos risos, tantas festas...
Um pouco de silêncio no jeito,
Na hora do almoço ou do jantar,
Ou se era aquele tempo de pensar!
Ah! Falta destes dissos e aquilos!
Saudades é um mar de labirintos
Das lembranças que trago comigo...
Não! Esquecer??? Eu não consigo!!!
Estarão na paz de Deus eternizados:
Pai, mãe, irmão estejais descansados!
Quando for saudade, que seja a chegada
Felicidade…
Quando for despedida,,que seja a partida
A mais breve possível
Mais um dia de saudade
Levantei como de costume às 7h, mas com um sentimento bem conhecido: saudade.
E com infalibilidade, creio que não sou o único. Acordamos sentindo falta do que já tivemos, mas também daquilo que nunca possuímos.
Sentimos falta do que nos é contado com ênfase, e gesticulado com alegria, imaginamos um mundo onde somos completos, sem vazios espalhados em nossos peitos.
Imaginamos um mundo onde nossa mente foca na emoção, porque a razão já faz parte do mundo. Me traz alegria quando imagino uma vida repleta de amor, que não só vive com e sim, no amor.
Enquanto isso, vivo de alegrias momentâneas, porque a alegria é um acaso para quem respira saudade.
(sal)gado
minha saudade além do cerrado
não chega a ser um uivo
ou tão pouco ouvidos calados
são silêncios em ruídos
vindos do gosto salgado
do mar, são sentidos
que sinto aqui no cerrado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Maio, 2016
Cerrado goiano
boiada
não deixe nada para depois.
pois, o ontem já foi
o agora está sendo
e a saudade cobra os bois...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
porto
há uma saudade em mim no cerrado
ancorada nos barrancos ressequidos
são arrancos no peito em ronquidos
num espectral sentimento entalado...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
SONETO DE UM AMOR EXCÊNTRICO
Estranho amor este que hoje eu sinto
a saudade incorporou a coisa amada
acorda comigo depois de ser sonhada
e de mãos dadas paira pelo ressinto
E quando lembro, a alma fica apertada
o coração acelera triste num instinto
que não sossega nada o que pressinto
e as tais lembranças põe-se na risada
Carrasco este amor meu, já extinto
me lança aos desejos sem morada
me fere com o passado tão faminto
E numa paixão delirante de um nada
me faz poetar pra este amor destinto
num acorde de excêntrica doce toada
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
14 de junho, 2016
Cerrado goiano
"Não há lei que derrube a dor de um coração doído pela saudade de quem decidiu atravessar a porta, sem olhar para trás, sem deixar vestígio, sem rastro pelo caminho seguido...
Ah, coração insano!
Como podes fazer doer essa alma que te carrega sem reclames?
Como podes fazer tanto por quem nada mais faz por você?
Como podes não ver que somente a ti pertence a fórmula da alegria de viver?".
Plenitude
Enquanto uns escolhem ser
saudade, vou vivendo a minha,
A nossa felicidade. Ora se a vida
É tão cheia de amor, porque
Alguns escolhem viver
Tão cheios de dores?
Pra que viver eternamente
De lembranças e memórias
Vazias de algo que um dia
Foi, se o divino é viver a
plenitude do amor em vida?
No meu quarto secreto,
Há uma voz insaciável,
Clamando por liberdade,
Há fraqueza, há saudade,
Pensamentos voltados para minha essência,
Que amor, que conforto,
Quando minha raiz encontrar.
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