Se foi o Tempo Chegou o Tempo
O que mais se preocupava.
O autor Leo Buscaglia foi certa vez convidado a ser jurado de um concurso numa escola, cujo tema era: "a criança que mais se preocupa com os outros".
O vencedor foi um menino cujo vizinho - um senhor de mais de oitenta anos - acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.
Quando voltou para casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.
- Nada - disse o menino. - Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a Chorar.
(Livro Histórias para pais filhos e netos)
Deus sempre foi a minha melhor companhia.
Eu não ouço, não vejo, não sinto cheiro do seu perfume. Mas acredito que ele existe.
Por que, eu ouço os sons, eu vejo as paisagens, e sinto cheiro de aromas e fragrâncias. Acima de tudo, eu sinto minha alma regozijar. Principalmente, quando eu entro em conversa e falo o seu nome em meus pensamentos.
Você sempre foi o único amigo que entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada. E o único que sempre entendeu também, depois, eu dormir meio chorando porque é impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo…
Se ama alguém deixe-o livre. Se voltar é seu; se não o fizer, nunca foi. Quando se está dentro de uma relação amorosa, as pessoas necessitam ter seu próprio espaço. Se queremos aprender a amar, primeiro devemos aprender a perdoar e deixar ir embora nossas feridas e doenças do passado. Amar significa desprender-nos de nossos medos, prejuízos, ego e condicionamento. Hoje deixo para trás todos os meus medos, o passado já não tem poder sobre mim; hoje é o começo de uma nova vida.
Sinto orgulho do meu coração. Ele foi partido, traído, pisoteado, maltratado e continua funcionando.
Se alguém um dia me machucou, foi porque eu deixei que isso acontecesse. Foi por amar demais, por acreditar demais, por confiar demais. E a única coisa que recebi em troca foi desilusão. E agora pra quê eu vou querer o amor, se eu já provei do ódio?
"Como encontrar minha estrela perdida,
Se meu céu foi assaltado pela ilusão,
E as estrelas temem...
Como encontrar meu sonho,
Se os pesadelos me visitam constantemente.
Como encontrar a palavra certa para definir um sentimento,
Se todos parassem e perderem o sentido.
Como enxergar alguém próximo a mim,
Se estou distante do meu próprio eu.
Como me conformar que eu gostaria
De ter ficado apaixonado em outra hora,
Em outro lugar, em outra vida...
Como encontrar um motivo,
Que me faça mudar o caminho,
Mudar a estação.
Como trocar a saudade pela paz,
Se sentimentos não se trocam apenas se unem.
Como me sentir feliz,
Se o amor não foi tão bom comigo...
Me apaixonei quando mais
Precisava ficar tranqüilo.
As coisas não precisam ser complicadas,
Pois o mais simples já se complicou...
Eu me apaixonei por você."
Depois que você se foi, tudo mudou, meu sorriso se transformou em lágrima, meus dias se tornaram iguais, cheios de tristeza e saudade, de uma pessoa que um dia me fez feliz.
Acho que foi em 1993. Numa entrevista _ histórica_ pra MTV, Renato Russo disse a Zeca Camargo que achava lealdade mais importante que fidelidade. Eu era menina, mas lembro que gravei a entrevista numa fita VHS e revi inúmeras vezes, me intrigando sempre nessa parte.
Eu entendia pouco acerca do amor, dos afetos, da durabilidade das relações. Mas Renato Russo me influenciava _ numa época em que meu pensamento ainda estava sendo moldado_ e eu tentava, imaturamente, entender aquela declaração.
Isso foi há vinte anos. De lá pra cá, relações se construíram e desconstruíram na minha frente. E vivendo minha própria experiência, finalmente consigo entender, e de certa forma concordar, com Renato Russo.
A fidelidade é permeada por regras, obrigações, compromisso. É conexão com fio, em que te dou uma ponta e fico com a outra. Assim, ficamos ligados mas temos que manter a vigília para o fio não escapar e nosso aparelho não desligar. Já a lealdade_ permeada pelo vínculo, vontade e emoção_ é o pacto que se firma não por valores morais, e sim emocionais. É conexão "wi-fi: fidelidade sem fio", que faz com que eu permaneça unida a você independente da existência de condutores ou contratos. Permaneço em pleno funcionamento por convicções permanentes e duradouras, invisíveis aos olhos.
Amor nenhum se atualiza sozinho. O tempo passa, a gente muda, o amor modifica. E nessa evolução toda, a única tecla capaz de atualizar e permitir a duração do amor, é a tecla da lealdade. É ela que conta ao outro que estou mudando, que não gosto mais daquele apelido, ou que aquela mania de encostar os pés gelados em mim embaixo do cobertor ficou chata. É ela que diz que eu gosto tanto do seu cabelo jogado na testa, por que é que não deixa sempre assim? Ou que traduz que tenho medo de te perder, mas ainda assim preciso lhe contar que na época da faculdade usei drogas, pratiquei magia ou fiz um aborto. É ela que permite que coisas ruins ou não tão bonitas encontrem um refúgio, um lugar seguro onde possam descansar em paz.
É ela que faz o amor se atualizar e durar...
Lealdade é não precisar solicitar conexão. É conectar-se sem demora, reservas ou desconfianças. É compartilhar a senha da própria vida, com tudo de bom e ruim que lhe coube até aqui.
Leal é quem conhece as fraquezas, revezes, tombos e dificuldades do outro e não usa isso como álibi na hora da desavença; ao contrário, suporta sua imperfeição e o ajuda a se levantar.
Leal é quem lhe defende na sua ausência.
É quem prepara seu terreno, se preocupa com sua dor, antecipa a cura;
Leal é aquele que é fiel por opção, atento ao amor que possui, zeloso com o próprio coração;
É quem não omite o próprio descontentamento, mas aponta o que pode ser feito pra não se perder...
Então sim, eu concordo com Renato Russo e acho que deslealdade separa mais que infidelidade. Pois não adianta não trair por fora, se traio o amor por dentro. Se tenho medo de arriscar e polpo meu afeto de se conhecer por inteiro; se não tolero meu caos e vivo uma mentira imaculada. Se não absolvo minha história nem perdoo meu enredo, desejando fazer dele uma fábula fantasiosa aos olhos de quem amo. Se contrario minha vontade e disposição e omito minhas intolerâncias pra não ferir _ me afastando silenciosa e gradativamente até a ruptura. Se me apresento por partes_ as melhores ficam aparentes, as nem tanto eu omito_ e não permito ser conhecido.
Finalmente, se não confio a ponto de compartilhar a poltrona do carona_ ao meu lado_ reservando apenas o banco de trás ( e olhe lá!) à minha companhia nessa viagem...
Conhecer você foi meu destino
Amar você foi o meu erro
Sonhar com você foi meu pesadelo
E deixar você foi minha vitória.
"...Bom comportamento nunca foi meu ponto forte. Minhas contradições se digladiam, Sobrevivo de um instinto que me empurra para lugares onde moças não iriam... Sou tantas, e a cada dia uma. Quero da vida todas e mais algumas, Ir fundo em todas essas personagens."
Dizer o que depois do que foi dito? Argumentar o que? Eu não amei aquele cara, eu tenho certeza disso! Não era amor. Então era o que? Eu estava feliz, estava tranquila, estava bem sintonizada, e levei uma porrada. Ah, sensação horrível... Não era amor. Não, não era amor, era... era uma sorte, uma travessura... uma sacanagem. Eram dois celulares desligados. Não, não era amor, não. Era inverno, era sem medo. Não era amor. Era melhor.
"E nada aconteceu. Eu meio que sabia onde as coisas iam dar – foi quase, mas não deram. Não deu. Não dei. Valeu a tentativa, o empenho, o interesse. Eu não estava prestando muita atenção, mas posso sentir em algum lugar aqui dentro de mim que foi bonito. A gente ainda vai se falar por aí, essa não é a conversa final."
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