Se foi o Tempo Chegou o Tempo

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Tudo que você segura, pesa e incomoda com o tempo; soltar e descarregar para se aliviar.

A sinceridade só machuca quando ela levou muito tempo para ser dita.

Ninguém muda ninguém, porque tudo muda o tempo todo.

O fim de tudo é o início de tudo; tudo que morre, nasce; tudo é passageiro e ao mesmo tempo eterno.

Quem espera perde tempo;
Pois tempo a gente ganha agindo.

A vida passa rápido demais para perder tempo trabalhando naquilo que não gosta.

O tempo que você gasta trabalhando no que não gosta é o tempo que você perde deixando de lado o seu sentido no mundo.

Parado esperando ou fazendo tentando, o tempo passa; então eu faço.

Guerras são primitivas, inúteis, perda de tempo total; no fim, quem vence é sempre a paz.

Esperar é perder tempo; ganhar tempo é viver.

Ganhamos o dinheiro, mas perdemos o tempo atrás do dinheiro.

Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.

A segunda-feira nos lembra que o tempo não espera: cada manhã é um convite a reconstruir o que fomos e a aproximar o que ainda sonhamos ser.

Em um floresta de carvalhos, com seus troncos velhos pelo tempo e retorcidos, por terem sofrido o bastante, esse é um lugar que não me sinto tão diferente assim.

De um certo tempo para cá, caminhar sozinho se tornou sobrevivência.

O tempo é um paradoxo quântico, para mim, não faz sentido, pois nossa existência é moldada por instantes que já se foram e por futuros que ainda não nasceram. Vivemos no fio tênue do agora, mas carregamos em nós as marcas de tudo que foi e a ansiedade de tudo que poderá vir. O presente é apenas um fragmento entre duas eternidades invisíveis.

Somos tolos em nossa própria ilusão, atribuindo valor ao que se desfaz com o tempo, dinheiro, status, títulos. Olhamos com arrogância para aqueles que sustentam silenciosamente a vida em sociedade, os que limpam, os que recolhem, os que tornam possível o nosso cotidiano, como se a dignidade fosse privilégio e não essência. No fundo, seguimos apenas rótulos impostos por uma sociedade adoecida, sem perceber que a verdadeira grandeza não está no que se ostenta, mas no que se é.

Há beleza na carne que cicatriza, florescer sangrento, obra-prima talhada por dor e tempo.

Não há estrada que volte, nem pegada que se refaça. O tempo não devolve nada,
ele apenas arranca.

O passado é um cadáver intocado pelo tempo; regressar a ele é deitar-se na podridão, aspirar a decomposição de ossos que jamais voltarão à vida. Ainda assim, minha mente enferma cava covas dentro de mim, arrancando memórias que nem sempre são minhas, mas que me invadem como larvas famintas. Eu as vivo em carne exposta, como se fossem chagas abertas, sangrando uma dor que não me pertence, mas que me consome como se fosse a única verdade que restou.