Se eu Tivesse Asas

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Não é só pelo fato de simplesmente te dizer um eu te amo, mais te provar isso com ações, a forma mais linda de expressar o sentimento por alguém,na forma como te olho, na forma como te trato,e como sempre estou ao seu lado, eu te amo minha princesa, agora e sempre!!!

Eu fui te entregar rosas e chocolate.


Parei em frente à sua casa.


Pensei por alguns segundos...
Depois pensei mais um pouco...
E mais um pouco ainda.


A garganta travou.


Sua janela estava aberta.


De repente, começou a chover.


Fiquei ali, parado na chuva.


Seu vizinho me observava e ria.


Ouvi um comentário ao longe:


"Que brega..."


Não respondi.


Apenas dei meia-volta e fui embora.


Você nunca saberá que, um dia, alguém te esperou diante da sua porta com rosas nas mãos.


E que, naquele dia, o céu chorou comigo.


L**

Eu sempre tive dificuldade em falar o que sinto — ainda tenho.
Talvez por isso eu escreva.
Ainda não consigo dizer “eu te amo”, sempre acho que nunca é a hora certa.
Ainda não sei consolar os outros, porque acredito que o silêncio também pode ser um abraço.
Ainda não gosto de abraços, mesmo sabendo que, às vezes, eles transformam um dia ruim em um bom.
Ainda não encontrei um propósito. Não que eu ache que isso defina quem seremos no futuro, mas eu gostaria de me sentir menos perdido.
Começo algumas coisas, termino outras, abandono tantas pelo caminho.
E me pergunto se todos já se sentiram assim — perdidos — em algum momento da vida.
Se sim, como se encontraram no processo?
Há dias em que eu só espero que minha mente desperte, que descubra algum sentido, ou que me conecte a pessoas que também se sintam assim.
Talvez nelas eu encontre uma resposta.
Enquanto isso não acontece, continuo escrevendo tudo que minha mente questiona.

“Ok, pai, você tem razão. Eu herdei aquele seu lado complicado. Fico irritado quando não consigo resolver as coisas, sou ansioso demais e não sei esperar o tempo agir como deveria. Não sei medir minhas palavras — elas quase sempre soam mais duras do que eu pretendia. E, sem perceber, acabo ferindo pessoas com atitudes impulsivas, tomadas antes que o pensamento alcance o gesto.


Então acho que podemos admitir isso: sou, em muitos aspectos, uma cópia fiel de traços que você deixou como herança. Não apenas no sangue, mas no jeito de sentir, de reagir, de errar. Carrego em mim partes suas que talvez você nunca tenha nomeado, mas que continuam existindo através de mim.”

Eu amo tanto as palavras boas que eu nem me importo se alguém escreve errado.

A lei de causa e efeito diz que as coisas equivocadas que eu faço, voltarão para mim como estímulos e benfeitorias, para que eu continue apreciando que há de melhor na vida.

A roda rodou novamente, e eu me tornei absolutamente feliz. Mas a felicidade não dura quando não temos conscientes da infelicidade. Por isso eu coloquei uma pista no continuum espaço/tempo para me despertar: tudo está vivo!

Gestos humanos
Quando eu fechei a porta e saí à rua, percebi que considerava o que aconteceria como algo que já havia acontecido, o que era familiar, era um pé no futuro. Era como se tudo existisse de forma imutável: o passado seria o futuro. Daí veio uma nova consciência que derreteu o que era sólido: a visão de um fluxo eterno no qual nada estava fixado. A percepção do movimento da minha mente agora, em que não há repetições. Tudo era novo, era o olhar de um recém-nascido.
Eu comecei a caminhar pela calçada e vi que todos os meus gestos, a forma de caminhar, as expressões do meu rosto, eram apenas um teatro inconsciente. As minhas ideias, a minha forma de enxergar e de ouvir, a minha noção do tempo, eram apenas um formato, um figurino. Tudo para me manter dentro de um padrão reconhecível, assim os outros saberiam o que esperar de mim. Conseguia, então, suprir duas carências: confirmar os costumes e ter uma ilusão da minha identidade. Assim, os outros dizem quem eu sou. Isso é o máximo que temos para responder à pergunta. Claro que o que pensam sou eu que penso, portanto, eu sou os outros. Isso me deixou em dúvida, pois as pessoas fazem parte do fluxo interminável dos movimentos e como eu poderia saber o que pensam, se duvido da percepção? O tempo é a consciência desses movimentos e da sua constante dialética. O que é horizontal vira vertical e vice-versa. Na verdade, não existe uma mente. O que há é um pensamento que engloba este momento, a realidade.

Tudo progride por realimentação. Quanto mais eu acreditar, mais ciente estarei do que eu acredito. Isso é reforçar a crença. Quanto menos acreditarmos, menos estaremos presos. E não iremos adiante enquanto estivermos presos no conflito desejar/não desejar.

Quanto menos eu souber, melhor saberei o que eu sei.

A lei de causa e efeito diz que todas as coisas equivocadas que eu faço voltarão para mim como benfeitorias e estímulos a que eu continue valorizando tudo o que há de bom na vida.

A única coisa que eu sei é que tudo acontece como eu acredito. Se eu deixasse de acreditar e começasse a perceber, o mundo dos fatos se revelaria. Isto é a Verdade, o que há de mais abrangente.

Tudo é vazio e compreensão, agora, em que eu estou eternamente iniciando.

Eu escolhi a verdade do amor, não a verdade da dor. Isso nunca desaparecerá, mesmo que eu duvide.

Eu sou aquilo que percebe os pensamentos.

O chá verde faz bem para a memória, embora eu não me lembre pra quê.

Convicção


Até a um minuto atrás eu não poderia estar tão certo de estar completamente errado. Errado com fé no meu erro. Errado como os outros têm fé. Certo da verdade do erro e mentindo sobre o erro de acreditar na verdade. O que era a verdade para mim se perdeu, enfraqueceu-se. E agora, nem sei. Disso, tenho firme convicção do meu erro e da minha mentira. Assim, estou certo que nunca saberei…

Quando não houver mais nada a dizer, eu ofereço o meu doce silêncio.

Eternamente eu irei para o banho e o shampoo estará no fim. Então escreverei sobre a minha desgraça, e, depois, escreverei sobre os meus escritos, eternamente. É a tirania do momento. Este instante foi, é, será toda a minha vida. É a consciência do limite, que não pode ser ultrapassado. O momento não termina nunca, por isso é muito difícil de ser percebido.

Ontem eu tinha tudo, porque não sabia que algo me faltava. É bendita a ignorância...