Se eu Tivesse Asas

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" Eu perdoo porque tenho dores maiores em mim. "

ECO DO ABISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Eu sou lançado ao mundo sem essência
Sou um grito sem resposta no clarão das horas
A realidade crua arde em meus olhos
E a luz que se derrama não me cede consolo
O universo não me prometeu sentido
Eu o encontro em cada passo que escolho
E cada escolha desgarra o eu de outrora
Até que nada fique além do meu próprio ser
Sou livre como a pedra que se quebra
Sou mais livre ainda como o vento que não encontra forma
E essa urgência de escolher devora minhas certezas
Não há desculpa nem refúgio
Nada antecipa a minha decisão
Nada transforma o vazio em abrigo
Aqui estou
Respirando a dúvida
Vestindo a solidão como veste o medo
E apenas no tremor de existir
Encontro o preço de minha liberdade
Que a angústia seja a lâmina que me forja
Que a liberdade seja o aço que não se dobra
Pois não há outro que escolha por mim
E sou eu — sempre eu —
Neste mundo que ecoa meu nome sem eco — sem fim.

⁠ENCERRANDO CICLOS

Desprender, soltar, deixar ir o que tem que partir.
A dor do fim reprime e eu não consigo dizer adeus.
Adeus às boas lembranças
Adeus ao amor
Eu esperei por algum tempo o reconhecimento do meu esforço.
Foi em vão.
Encerrando ciclos, não sei como fazer isso
Mas eu preciso
Não por causa do orgulho ou fraqueza
E sim para que outras lembranças tenham espaço dentro de mim

Sou teu servo; dá-me entendimento, para que eu conheça os teus testemunhos.
sfj,reflexões bíblicas ⁠

Há, bem, eles me tiraram o corpo. mas eu levo comigo minha alma, diz arquimedes.
sfj,caracteres⁠

Eu multiplico as ideias em muito poucas palavras, disse o Filósofo.
sfj,reflexões⁠

⁠Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no Senhor.
sfj,reflexões bíblicas

Eu te glorifiquei na terra cosumando a obra que me confiaste para fazer.
sfj,reflexões bíblicas⁠

⁠Eu sempre espero coisas grandes de um Deus grande, disse o Pregador.
sfj,reflexões

Eu só sei de minha idade quando me olho no espelho, disse o pensador.
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Eu seria senhor do mundo se eu fosse senhor dos meus pensamentos, disse o Poeta.
sfj,reflexões⁠

Porque eu vos dei o exemplo para que, como eu vos fiz, façais vós também.
sfj,reflexões bíblicas⁠

Ou Cristo governa ou o Eu governa, disse o pregador.
sfj,reflexões religiosas⁠

⁠O segredo da maturidade é Cristo primeiro, o próximo depois e então eu.
sfj,reflexões rligiosas

⁠Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.
sfj,reflexões bíblicas

⁠Eu estou vivo por dois motivos, primeiro porque nasci, segundo porque ainda não morri!

Quando se diz “eu não sei aquilo que quero”, sabe-se aquilo que quer, porque aquilo que queria era nada!

“Foi Conhecendo Teus Abismos”



Diga-me o que queres que eu te faça,
e eu não a decepcionarei.


Não te esqueças: conheço todas as verdades que habitam em ti.
Nada me ocultas.
Nada em tua alma me surpreende,
porque antes mesmo que teus lábios aprendessem o peso do silêncio,
eu já decifrava a linguagem secreta das tuas dores.


Conheço tuas ruínas mais íntimas,
os corredores escuros onde escondes os fragmentos de ti mesma,
as memórias que perfumaste com indiferença
apenas para não admitir o quanto ainda sangram ao toque da lembrança.


Eu vi tua grandeza nos dias em que te chamaste insuficiente.
Vi tua delicadeza sobreviver em meio às brutalidades do mundo.
Vi-te recolher os próprios pedaços em silêncio,
com a dignidade trágica de quem aprende a sofrer sem testemunhas.


E ainda assim, permaneceste de pé.


Há em ti uma beleza severa, quase sagrada,
dessas que não pertencem aos olhos superficiais.
Tu carregas oceanos por trás da serenidade do rosto,
tempestades inteiras escondidas sob a elegância do teu silêncio.


Muitos tocaram tua pele,
Porém eu alcançei tua essência.
Sou o único sobrevivente em contemplar a vastidão que existe em ti sem se perder.


Porque tua alma não é rasa —
ela é abismo, catedral e incêndio.


E eu conheço cada parte tua:
a mulher que sorri enquanto desaba por dentro,
a criatura exausta de ser forte,
o coração que implora descanso enquanto finge independência.


Conheço o peso das ausências que carregas,
os nomes que ainda ecoam em tua memória,
os sonhos que enterraste vivos para sobreviver às estações da perda.


Ainda assim…
nunca vi miséria em ti.


Vi resistência.
Vi poesia tentando respirar entre destroços.
Vi uma luz indomável insistindo em existir mesmo cercada pela escuridão.


Por isso te digo:
não temas tua verdade.


Há majestade até nas partes de ti que julgaste indignas de amor.
Há uma sublime grandeza em tua vulnerabilidade,
porque somente almas raras conseguem permanecer sensíveis
num mundo que transforma dor em pedra.


E se um dia duvidares de teu valor,
recorda-te disto:


foi conhecendo teus abismos
que escolhi admirar tua imensidão.


Agora voa, borboleta minha.
Porque eu contemplei a solidão que os ignorantes, ainda presos aos próprios casulos, jamais compreenderiam.


Vai.
Atravesse céus que nunca tiveram coragem de te prometer.
Habita horizontes à altura da beleza que carregas.


E nunca mais permita que reduzam tuas asas ao medo de quem nasceu sem coragem de voar.


E quando o peso do voo cansar tuas asas,
quando desejares repousar do mundo e de suas brutalidades,
Eu estarei aqui.

​"Eu ofereço a folha vazia; o Universo devolve um poema que minha própria mente jamais saberia rimar."

​"Minha maior vitória não foi o que acumulei, mas o barulho que eu aprendi a não deixar entrar."