Se eu Tivesse Asas
Eu me enganei demais com você, pensei que pelo menos como amigos seriamos para sempre, amarga ilusão que alimentei ferozmente.
Hoje em dia você me ver passar e fingi que nunca vivemos as mais profundas emoções!
Me enchi de uma coragem que até então eu desconhecia, a suportei, não tremi, não gelei, nada, absolutamente nada, nem minha voz, nem ela que é tão delicada e doce como se ainda fosse uma criança, desafinou ou tropeçou:
- Amor, tu me ama?
Ele demorou, talvez mais do que eu pudesse ter suportado, era tempo de eu ter vivido e renascido centenas de vezes. Então por um momento, algo gelou, algo deu de voar para longe, e esse algo era uma espécie de esperança e medo, ainda não respondidos:
- Te amo, mas enfim que já é tão tarde...
Depois eu fui desmoronando, até entender que o amor era algo diferente de mim. Que o amor não tem a mesma urgência, a mesma crença e gana que eu tenho de me sentir viva, ou de apenas sentir.
E sabe o que eu preciso mesmo ? (...)
Preciso de um belo porre!
De uma noitada com os meus amigos. Preciso falar palavrões de tempo em tempo para me sentir livre, preciso de tudo isso; só pra não ter que me lembrar que no fundo eu só preciso de você.
Deve Passar.
Ontem ele me teve nos braços.
Ontem fui a mais amada.
Hoje eu o tenho no pensamento.
Hoje sou a mais só das criaturas.
Existimos,
Mas, em mundos diferentes.
Amigos são, sim, para trocar abismos? Então me escreva 10, 100 páginas, e eu responderei com toda amizade que realmente sinto por você.
Não tenha medo, eu apanhei da vida e eu chorei. Sou forte por fora, mas não lá no fundo. Nunca fui perfeito e você também não. Então, quando minha hora chegar, esqueça os males que eu causei. Me ajude a deixar alguns motivos para ser lembrado. E não guarde rancor. Quando se sentir vazia lembre-se de mim e esqueça todo o resto.
GORDA
Ontem eu estava babando por uma torta na geladeira...
Meus impulsos incontroláveis queriam que eu a devorasse por inteira...
Antes de o fazer uma pessoa surge e me chama “gorda! Seus braços estão da grossura da minha coxa! Pare de comer!”
Eu estava com fome, assim como estou agora. Eu não comi nada pelo resto do dia...
Almocei e forcei meu estômago a regeitar aquelas duas colheres de arroz...
Estou com tanta fome mãe, Amanda, Millena, Lucas, Eduarda.... sabiam?
Vocês me mandam parar de comer mas não sabem que não como a mais de 14 horas...
Minha garganta pega fogo, meu estômago borbulha e minha cabeça lateja, vou dormir para parar de sentir, vou dormir torcendo para não “sonhar” esse pesadelo.
GORDA!
Eu disse que a vida é assim
Por mais engraçado que pareça
Algumas pessoas se divertem pisando em sonhos
Mas eu não deixo isso me abater
Porque esse velho mundo, ele continua girando
Eu posso ser um poeta
Manoel de Barros me apresentou a poesia. Não essa letrada, rimada, floreada, poética.
Manoel de Barros me apresentou a poesia da alma, da inteligência incomum - para aqueles que querem aprender administrando o desconforto do sentir e que estão ávidos para saborear as entrelinhas do senso comum.
A poesia de Manoel de Barros bate ou não bate. E quando bate, não requer legendas ou explicações. Se pedir explicações é porque não bateu, e neste caso, Manoel de Barros não te ensinou nada.
Manoel de Barros me ensinou a enxergar além dos objetos, transcender, desconstruir. Ele ensina que só quem sente os objetos, transcende, desconstrói, e assim transforma o estático em puro movimento tocável com enorme sentido.
Manoel de Barros me apresentou o comum mais incomum já sentido. Desenha em palavras sensações padrão e sentimentos humanamente primários, capazes de causar um espetáculo emocional.
Manoel de Barros aprendeu a transformar a arte de não fazer nada em obra de arte.
Se tudo que ele não inventa é falso e se o tempo só anda de ida. Corro atrás para voltar a ser criança para quem sabe conseguir deixar minha alma evoluir através de sua poesia.
Para quem conhece Manoel de Barros sabe do que estou falando. Para quem não conhece, vale a pena conhecer.
Só 10% é mentira e 90% é invenção – é disso que estamos falando. O cotidiano nos afoga em um senso estático, nos deixando viciados a enxergar apenas os objetos e os fatos comuns.
Que pobreza de alma, não acham?
O que é isso? Café da manhã... e isso? Trabalho... aquilo? Filhos... e isso? Dinheiro. Estático, plano, pobre, pueril. Somos capazes de sentir e enxergar muito mais que isso, muito além disso, ou do comum.
Meu consultor literário, é agora tenho um personal consultor literário... enquanto uns contratam um personal para desenvolver o corpo, contratei um para desenvolver a alma, e quem sabe um dia deixarei de ser apenas humana e me transformarei em borboleta.
Ele, meu consultor literário, me lançou o desafio do “Olho Oculto”. O olho oculto nada mais é, ou melhor tem a grandeza de ser: olhar além dos objetos, dos fatos. Como você enxergaria a ida ao trabalho, de um dia comum, de forma sentida, de forma poética? Hoje, por exemplo: acordei tropeçando na falta de vontade de sair do mundo dos sonhos.
O olho oculto é tudo aquilo que a gente não vê, ou não quer enxergar, ou que já entrou no automático, que esquecemos de lembrar, ou evitamos sentir... falar então, esquece... afinal, imagens são palavras que nos faltaram.
Por isso, lanço aqui também este desafio. Quem sabe exercitando um pouco mais a alma, conseguimos nos transformar em poetas ou passamos a fazer coisas muito mais úteis, marcantes a partir da inutilidade comum.
Eu estou morrendo cada dia mais. Até que vai chegar um dia que eu não vou mais aguentar, e eu não sei o que vai ser de mim quando isso acontecer.
Se eu disser que estou morrendo de saudade você vai dizer que é exagero, mas o que eu posso fazer se um minuto sem você parece um mês inteiro.
Não me importa que você não goste. Que não se encaixe no seu perfil. O que eu escrevo é o que sinto, e o sentimento está acima de explicações, só pode ser comprovado através de ações.
Eu tenho muito a dizer pra você, yeah,
Eu tenho muito a dizer
Eu percebi que seus olhos estão sempre grudados em mim
Mantendo-os aqui e isso não faz sentido
Eu gosto tanto de você que fica tudo desarrumado no meu entender e na minha razão;
E o meu subentendimento é a força do meu querer, pois o maior bem é a importância do amar;
Sei que ainda leva um tempo para sabermos a intensidade do gostar, mas ao meu entendimento infinitamente te amo de paixão;
Morte Confortante
Há felicidade no morrer.
Pois acaba toda tristeza.
E junto vai o sofrer.
Eu vejo na morte a beleza.
A morte chega a ser uma recompensa,
Para uma vida de solidão.
Quem sofre, na morte sempre pensa,
Principalmente quem sofre de paixão.
Morte eu te agradeço.
Faz tempo que eu espero por este encontro.
A minha vida eu te ofereço.
Abraça-me! Eu estou pronto.
Me responda:.
Eu sinto nos seus olhos, que seu coração tem algo pra me falar; se não gostas de mim fale! Vai doer, mas vai ser melhor. Eu sinto que não é bem isso, mas não quero me iludir por algo que não consigo decifrar, no fundo sinto que você está confuso, mas não sei.
Mas, não posso ficar me enganando, e achando que você gosta de mim. Só posso me contentar com o seu sorriso, com o seu olhar e com suas brincadeiras.
TE AMO!
