Se eu Tivesse Asas
Eu apenas sento aqui, esperando você me ligar
e então eu pergunto, se você está realmente ligando
tantos pensamentos em minha mente
desejando que você poderia estar aqui o tempo todo
Porque eu estou perdido sem você
e eu duvido que você pode apenas
e há algo sobre você
Eu simplesmente não posso viver sem você
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.
[...]
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo
Percebi hoje que você não me ama, não te culpo por isso, mais eu preciso culpar alguem embora saiba que a culpa é minha mesmo, pois sempre soube que não me amava só não queria enxergar.
Peço desculpas às pessoas às quais eu me recusei a estender a mão, porque sabia que elas tinham capacidade de se levantarem sozinhas. Peço desculpas às pessoas que feri com a minha sinceridade, pois eu sabia que seria melhor ferir com a verdade do que com uma mentira. Peço desculpas às pessoas que me ajudaram e eu nunca disse "obrigada", porque sabia que um dia eu poderia demonstrar minha gratidão com um gesto bem melhor e maior do que uma simples palavra de agradecimento. Peço desculpas às pessoas que me escutaram quando eu precisei, mas quando elas precisaram de mim, eu somente ouvi e nada falei, pois sabia que em um momento difícil, ter alguém que possa te ouvir às vezes é suficiente. Peço desculpas às pessoas que me amaram e eu me recusei a entregar meu amor a elas logo de cara, pois sabia que elas conquistariam isso com o tempo.
Eu sou assim, como você vê - pura nos traços, colhedora de flores... pouso como fada de sonho em sonho.
Eu desmoronei diante dos seus olhos
Cheguei ao fundo do poço e afundei mais
Vou pegar o último pedaço de esperança
Mesmo que eu estenda as duas mãos
Carta Aberta
Para quem se permitir sentir, refletir, conectar.
Aqui estou eu, uma mulher que carrega dentro de si a busca incessante pela profundidade e autenticidade. Não sou uma alma que se perde na superficialidade das interações fugazes, nem nas palavras vazias que muitas vezes nos cercam. Eu busco a essência, a alma do outro, como se a verdadeira dança da vida estivesse na entrega silenciosa e na sintonia que não se explica, mas se sente.
Se algo define minha jornada, é a busca por uma conexão genuína. Às vezes, penso que a solidão é necessária para que a verdadeira conexão aconteça. Sou do tipo que se recolhe até sentir que vale a pena abrir a porta, até encontrar um olhar que se atreva a tocar a minha alma.
Na fotografia, eu me encontro. Cada click é uma tentativa de capturar o invisível, de revelar aquilo que mora nos cantos mais ocultos do ser humano e da vida. Acredito que a sensibilidade de quem fotografa tem o poder de transitar entre o visível e o invisível, entre o que é e o que poderia ser, fazendo com que o outro veja o mundo através de uma nova perspectiva. Cada imagem que crio carrega um pedaço da minha alma, esperando ser vista, sentida, compreendida. E é assim que vejo a vida: uma fotografia em movimento, cheia de momentos efêmeros que pedem para serem eternizados no olhar atento de quem sabe enxergar.
Hoje, me permito escrever, não para expor, mas para partilhar. Porque, como sempre busquei nas palavras e nas imagens, talvez o que realmente desejo é que minha essência encontre eco no mundo. Que, de alguma forma, minha busca por profundidade se revele como algo comum a todos que também têm fome de autenticidade e de verdade.
Aos que, como eu, não se contentam com o raso, aos que acreditam que há beleza na entrega silenciosa e na quietude que precede a verdadeira conexão, deixo estas palavras: seguimos. Continuamos nossa busca, nossa dança. Porque no fim, é a dança que importa, o encontro verdadeiro, onde corpo e alma se entrelaçam. E é isso que me move: acreditar que, no fundo, todos buscamos algo mais. Algo que só o verdadeiro olhar consegue captar.
Com carinho e sinceridade,
Jorgeane Borges
Não é que eu não me importe, mas é que às vezes eu me sinto cansada, cansada de tudo. E nesses momentos o melhor a fazer é ficar em silêncio…
Eu acreditava que a estrada da felicidade continuava para sempre. Quando foi destruída, percebi pela primeira vez que ela estava pousada em cima de uma fina lâmina de vidro.
Eu sou uma pessoa excitável que só entende vida liricamente,
musicalmente, em quem sentimentos são muito mais fortes que a razão.
Eu estou tão sedenta para o maravilhoso que só o maravilhoso tem poder sobre mim.
Qualquer coisa que eu não possa transformar em algo maravilhoso, eu deixo ir.
Realidade não me impressiona. Eu só acredito em intoxicação, em êxtase,
e quando vida ordinária me algemar, eu escapo, de uma maneira ou de outra.
Nenhum muro mais.
Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.
Eu sou uma mistura... Uma mistura de amor e ódio, de riso e de choro, de gentileza e ignorância, de sabedoria e idiotice.
"Se você está pensando em se tornar cristão, eu lhe aviso que estará embarcando em algo que vai ocupar toda a sua pessoa,
inclusive o cérebro."
Eu acredito que mesmo que "ninguem tenha nascido grudado"
Que Deus dividiu a mesma materia para fazer algumas pessoas.
E quando essas pessoas se encontram.
Tudo se mistura denovo.
Tudo flui.
Tudo é especial.
Por isso a identificação
A impressao de ja pertencerem um ao outro em outras vidas.
E quando se afastam algo fica e algo vai
E os dois sentem um ao outro dentro de si.
Eu sou uma construção de algo tão genuíno
que não sei onde me encaixar como peça.
Aonde abrirei espaço neste quebra-cabeça chamado vida?
Se faço parte dele, por que me deixas tão solta,
a ponto de sentir que não me encaixo?
Será que é porque ainda estou em construção
e minhas arestas não têm forma definitiva?
De fato, um dia estarei completa,
com estrutura firme e forte,
a ponto de me encaixar e encontrar a perfeita completude.
Mesmo genuína, buscando acertar,
ainda tropeço em meus próprios erros e medos.
Medos que me impedem de tentar,
até mesmo de errar ou de aceitar.
Eles me travam, me bloqueiam,
tomam minha mente e me conduzem
a lugar nenhum.
Será que, para me encaixar,
preciso me quebrar tantas vezes
até caber em formas
que talvez nunca foram feitas para mim?
