Se eu Pudesse Nascer Novamente eu
Se o homem pudesse evitar o seu próprio nascimento, não se sentiria tentado depois de nascido, a buscar a sua própria morte.
Ela brincava com os dedos perdida em algum pensamento desimportante. Não que se pudesse entrar em sua mente e se saber o que se entranhava por ali. Nem que se fosse possível avaliar a exatidão de suas prioridades, a ponto de se calcular o que lhe importava ou não. Ela tinha um jeito meio prisioneiro de sentir: se ria, não ria. Não chorava, se chorava. Não que houvesse algum meio de se saber se guardava no peito tempestade ou pouca brisa. Mas, enquanto o vento fazia o seu curso, enquanto as mulheres com olhar cansado encurvavam o corpo de frio, e os passantes pisavam a calçada molhada... algo dela, e estritamente dela, ficava no ar. Eu apanhava com as mãos frias, disfarçando. Com um esforço quase místico. Ela doía por dentro. E eu sabia com exatidão, talvez por me doer também. Vivíamos no mesmo mundo, eu e ela, respirando a fumaça indiscreta da solidão. Sentei à sua frente inquieto. E não pelo frio ou o cinza do céu. Nem pelos cachorros solitários da praça. Sentei à sua frente. Ninguém nos compreendia. Ninguém, entre pernas e olhares apressados.
Ela tinha o olhar ensimesmado. Olhava talvez para dentro de si. Fazendo talvez as perguntas que eu fazia. Não que se pudesse investigar as possibilidades do seu mundo, nem que eu ousasse averiguar com precisão os seus anseios. Eu lhe era um desconhecido. Ela me era uma estranha. E não havia entre nós qualquer comunicação que pudesse revelar o espírito. Mas eu sabia. Eu sabia muito sobre ela. Aquela estranha. Talvez a conhecesse de alguma outra vida. Quem saberá? Depois de algum tempo ela levantou e se foi, levando parte de mim. E eu fiquei com o frio e a chuva, respirando a fumaça indiscreta da solidão.
Michelle Portugal
Poema: "Minha cama"
Se minha cama pudesse sentir, sentiria em seus lençóis cada lágrima que deixei cair.
Se minha cama pudesse ouvir, ouviria cada palavra quebrada e medos que guardo só pra mim.
Se minha cama pudesse me consolar, me consolaria com seus travesseiros que não julgam, abafando o som da minha dor.
Se minha cama pudesse falar, talvez não dissesse nada. Ficaria ali comigo, quieta e imóvel mas presente, única testemunha do meu sofrer.
Se eu pudesse ser Pelé, brilharia nos campos.
Se fosse Shakespeare, escreveria para reis e gerações.
Se fosse Aristóteles, ensinaria o mundo a pensar.
Mas sendo o apostolo Paulo…
Eu entregaria minha vida inteira por uma só alma a mais no Reino de Deus.
Prefiro ser como Paulo.
Filho, se eu pudesse te escrever o quanto é bom ter você, ainda assim faltariam palavras.
Você é a peça que completou o quebra-cabeça da minha vida.
Te ver crescer é um privilégio que agradeço todos os dias.
Te amar é uma bênção.
Te proteger é meu dever.
Que vou cumprir com honra e alegria até o fim dos meus dias!
Eu te coloquei no pedestal da minha vida, eu fiz o melhor que uma namorada boa, pudesse fazer, e ser, eu fiz, eu sempre te priorizei, acima de todos, eu escolhia ficar ao seu lado, porque cada momento, era precioso, eu escrevia pra você, eu passava horas, me declarando pra você, coisas maravilhosas, planos que eu sempre tive, mas era com você, eu tava convencida que seríamos inseparáveis, estava convencida que você seria meu marido, e pai dos meus filhos, eu tava feliz com essa ideia, eu tava empolgada para que isso acontecesse, eu tava empolgada com o nosso dia, eu tava empolgada com os nossos aniversários, eu queria que fosse especial, eu queria me sentir especial, que você fizesse eu me sentir, mas você não fez, e não faz, eu queria que fizesse aquelas coisas pra mim, que me surpreendesse de vez em quando, mas nunca fez e nãofaz o que eu mereço, e queria tanto. Eu fazia de tudo por você, até faço hoje em dia também, sempre mostrando como me importo, e você não me valoriza, não mostra como é grato, gratidão.
Ah, se eu pudesse voltar no tempo,
onde correr descalça na rua
era movimento de alegria,
e o barro do barraco
era anticorpos para o meu corpo.
Onde as moedas achadas no chão
eram sintonia de muita sorte,
e o banho no rio
era o banho mais alegre de se tomar,
onde o final da tarde
trazia a ansiedade doce
para a próxima manhã chegar.
Tempo em que as pessoas mais velhas
eram leais e respeitosas
com nós, crianças,
tempo em que meu olhar
transmitia a mais pura inocência,
e meu sorriso era o mais belo,
o mais verdadeiro.
Hoje, todos esses momentos
são apenas lembranças
de um passado que nunca mais voltará,
um eco suave no peito,
um suspiro preso na alma,
um tempo que ficou guardado
onde a menina descalça ainda corre,
mesmo que só dentro de mim.
Passado…
Ah, o passado.
Se eu pudesse contar em estrelas o quanto ainda me volto a ti,
faltariam céus para abrigar tantas.
E se fosse em grãos de areia,
seria o triplo das praias do mundo inteiro.
Ah, passado… por que fuges de mim?
Por que corres, levando contigo as risadas, os dias de sol,
as glórias que hoje só vivem em lembranças?
Foste abrigo, e hoje és ausência.
Cruel em tua distância,
duro em tuas lembranças.
O presente tenta seguir, mas tropeça em ti —
num tempo que já não é meu,
num amor que se perdeu entre o que fomos
e o que nunca mais seremos.
A vida acontece com você, por você!
Não podemos viver em tudo, e tudo não é para nós.
Se pudesse estar em todos os lugares, então não seria a minha vida, mas do todo.
Onde havia uma barreira diante do abismo, Deus construiu uma ponte para que eu pudesse passar! Onde não havia um caminho a seguir, Deus construiu uma estrada que eu pudesse andar! Onde a tempestade cobriu o céu do meu coração, Deus se Tornou o Sol mais brilhante, iluminando todo meu ser com a sua Eterna Luz!
Ah, se eu pudesse descrever todos os meus pensamentos, pra que todos pudessem entender o que eu penso e sinto sobre você!
És misteriosa,
És ardilosa.
Fizeste-me sofrer,
Imaginei o mal que pudesse te acontecer.
Tentei te entender,
Mas você não se fez conhecer.
É difícil acreditar em ti,
Quando vejo que ocultas a si.
Nhe’ẽ da Terra
Nhanderuvuçu, em sua antiga sabedoria,
destruiu para que a vida pudesse nascer de novo.
Os povos originários sempre souberam:
uma árvore não é madeira,
é nhe’ẽ em pé,
palavra que respira no corpo da terra.
Mas os que se dizem donos
não ouvem o nhe’ẽ da terra.
Criam para destruir,
desmatam a mata e, sem perceber,
matam também o espírito.
Ñande Ru não está longe,
está no canto do colibri,
na língua que ainda canta
e mantém viva a memória da terra.
Os teko porã vieram primeiro,
não como donos,
mas como lembrança viva
de que a terra fala
muito antes de termos ouvido.
Mas os que se chamam proprietários
apropriam-se sem escutar.
Secam o rio que dá de beber,
matam o rio que pede existir
na sua sede de seguir.
Quem não escuta o nhe’ẽ da mata
caminha com corpo,
mas o espírito se perdeu no vento.
Sabem, no fundo da noite,
que destruir a mata
é silenciar o idioma do mundo.
E quando derrubarem até a última palavra,
não morrerá um corpo apenas,
mas um modo inteiro de ser na vida.
E se essa visão se apagar de vez,
o que restar do mundo
será somente casca.
Como se sabe ter sido feliz? Olhando para trás e descobrindo que, se pudesse voltar, faria pequenos ajustes aqui e ali, mas nenhuma mudança de rumos ou com momentos a apagar. Antes um mundo de razões para jamais esquecer.
Se eu pudesse transformar o tempo em poesia, cada mês seria um verso dedicado a você. Vou parcelar o meu amor, não por falta de entrega, mas para ter sempre um motivo bonito de cruzar o seu caminho, de sentir sua presença, de renovar em prestações suaves a eternidade que mora em nós.
A cada encontro, pago com sorrisos, juros de saudade e dividendos de ternura. E mesmo que o calendário tente nos separar em dias e semanas, eu insisto em fazer da rotina um ritual sagrado: o de te ver, te ouvir, te sentir.
Você é o crédito infinito da minha alma, a fatura que nunca pesa, o investimento que sempre rende felicidade. E se o amor é dívida, que seja eterna, porque não quero quitá-la jamais.
Assim, mês após mês, parcela após parcela, vou te entregando pedaços de mim — até que um dia perceba que já não há parcelas, porque o amor inteiro já se fez morada em você.
Se você pudesse por um instante você ser eu, estar dentro de mim.Iria vero quanto te amo!
Que em cada olhar
A cada sorriso
Escondido atrás do celular
Existe um calor de ver vc
Uma ansiedade de te amar
Um carinho querendo ter você
Uma alma a com uma luz intensa
Perceberia o quanto te pertenço
Que somente por ti meu coração pulsa
Mesmo no frio, me aquece
No silêncio te sinto
Nas palavras te quero
Teus beijos meus desejos
Transportando-me no espaço
Estando na constância do tempo
Me acolhendo em teus braços
Te amando sem cansaço
Me entregando em teu abraço.
Paz e amor!!
Autor Desconhecido
Se todo ser humano pudesse alcançar o entendimento da máxima do Mestre Jesus nesse dizer, "A CADA UM SEGUNDO AS SUAS PRÓPRIAS OBRAS", não haveria necessidade alguma de ninguém vingar-se.
Eu te seguiria para qualquer lugar, mesmo que não fosse notado.
A se eu pudesse mudar todas minhas ações e fizesse você acreditar que tudo que eu queria, era do seu lado estar.
