Se ela quer Voar a porque tem Asas
"Como a fênix, ela não apenas sobrevive ao fogo, mas o utiliza para forjar sua própria luz, renascendo das cinzas com a serenidade de quem sabe que sua essência é eterna e seu brilho, inabalável."
------- Eliana Angel Wolf
A Mulher de Fogo e Horizonte
Nas dores que o tempo tentou impor,
Ela não se dobrou, nem se fez refém;
Fez das cinzas o solo de um novo valor,
E das chamas, o brilho que a alma contém.
Tem braços abertos para o céu infinito,
Onde a fênix real encontra seu par;
Seu grito de força é um canto bonito,
De quem aprendeu que nascer é lutar.
As asas de anjo, em tons de alvorada,
Carregam o peso de mil provações;
Mas ela caminha, por Deus guiada,
Curando feridas e transformando nações.
Olhando o horizonte, sentada ou de pé,
Ela sabe que o fogo é apenas o início;
Pois quem tem no peito a força da fé,
Faz do renascer seu maior exercício.
Guerreira, fênix, mulher de verdade,
Sua essência é eterna, seu brilho é real;
Veste a coragem com serenidade,
E faz do destino um voo imortal.
------ Eliana Angel Wolf
CULPA — O VENENO SILENCIOSO
A culpa não nasce com você —
ela é ensinada.
Cultivada.
Reforçada.
Desde cedo, dizem quem você deve ser.
E quando você não corresponde —
ela aparece.
— como peso
— como acusação
— como sentença
Mas entenda:
A culpa não corrige —
ela paralisa.
Ela não transforma —
ela aprisiona.
Repete dentro de você:
— “Você falhou”
— “Você não é suficiente”
E assim, você se torna
juiz…
réu…
e carrasco de si mesmo.
Mas há um caminho:
Consciência não é culpa.
— A culpa te prende ao erro
— A consciência te conduz à mudança
Errar é humano —
se condenar para sempre
é aprendizado…
e pode ser desaprendido.
— Onde há culpa, há peso
— Onde há consciência, há caminho
✍️ Paulo Tondella
A evolução na vida não é um evento é um estado de consciência.
Ela não acontece apenas quando tudo dá certo, quando conquistamos algo grande ou quando finalmente “chegamos lá”. Na verdade, a verdadeira evolução acontece nos detalhes invisíveis: na forma como reagimos ao que nos desafia, no silêncio das nossas reflexões, nas pequenas decisões que ninguém vê… mas que moldam quem estamos nos tornando.
Todos os dias, a vida está conversando conosco.
Nos atrasos que parecem injustos.
Nas pessoas que entram e nas que saem.
Nas oportunidades que surgem do nada.
E até nos incômodos que tentamos ignorar.
Nada é por acaso.
Existem sinais o tempo inteiro mas só percebe quem está presente.
A maioria das pessoas vive no automático, repetindo padrões, ignorando intuições, fugindo dos desconfortos que, na verdade, são convites para crescer. Evoluir exige coragem. Coragem de olhar para dentro, de questionar suas próprias verdades, de abandonar versões antigas de si mesmo.
E isso dói… mas liberta.
Estar atento aos sinais é entender que a vida não grita ela sussurra.
E quem não aprende a ouvir o sussurro, acaba sendo acordado pelo impacto.
A evolução exige sensibilidade.
Exige pausa.
Exige presença.
Às vezes, o que se chama de obstáculo… é um redirecionamento.
O que chamamos de perda… é espaço sendo aberto.
E o que se chama de confusão… é o início de um novo nível de consciência.
Nada cresce na zona de conforto.
Se queremos evoluir, precisamos começar a viver com intenção. Observar mais. Reagir menos. Sentir mais. Fugir menos. Perguntar-se constantemente: “O que a vida está tentando me ensinar com isso?”
Porque quando mudamos a forma de ver, tudo muda.
A evolução não está no destino.
Ela está na forma como caminhamos.
A consciência é o espelho mais sincero que existe.
Ela não se impressiona com palavras bonitas, nem com justificativas.
Ela só observa… e revela.
Será que tuas atitudes realmente condizem com o que dizes praticar?
Ou estás apenas seguindo o fluxo do ego, repetindo padrões antigos, vivendo no piloto automático?
Ser consciente é coragem.
É questionar a si mesmo antes de apontar o mundo.
É escolher o que eleva, mesmo quando o ego grita pelo caminho fácil.
No silêncio da alma, todas as respostas já existem.
A pergunta é: tu tens coragem de ouvi-las?
A verdadeira visão não se limita ao que é visível ela percebe o propósito oculto em cada desafio e o aprendizado escondido em cada queda.
A constância é o fio que tece a transformação. É caminhar mesmo quando o brilho parece distante, é confiar no processo, é permanecer fiel ao que faz sentido.
E o equilíbrio… é o ponto onde o espírito encontra repouso.
Nem demais, nem de menos — apenas o suficiente para viver com consciência, propósito e paz.
Ver, persistir e equilibrar-se eis o segredo da plenitude.
Hoje eu ouvi uma frase interessante! Ela diz mesmo assim: "Quando eu pensava que os meus problemas estavam acabando a vida me arrumava mais um monte". Será que não está acontecendo isso com a gente também?...
Eu sinto o toque da Capoeira no meu coração, onde a raiz é profunda, ela está no meu DNA, isso é transportado na Ginga, sendo que se nasce e se reconhece.
Uma vez percebendo, nunca mais se quebra este vínculo.
A Beleza que Habita na Mulher
A mulher não é só beleza – ela é o que a beleza sonha em ser
é o amanhecer que pinta o céu, é o mar que brilha a luar
não é só o rosto que reflete luz, nem o sorriso que ilumina o dia
é o fogo no peito, a força que move montanhas e faz o mundo girar
Ela é a beleza da manhã: suave como a névoa sobre o campo verde
cabelos como fios de ouro ou seda preta que o vento quer acariciar
olhos que guardam mares profundos, céus infinitos e sonhos grandes
boca que sabe dizer palavras doces e lutar pelo que acredita e ama
Ela é a beleza do meio-dia: forte como o sol que aquece a terra
corpo que carrega histórias, vida, a força de gerar e cuidar
mãos que constroem, abraçam, curam feridas e tecem sonhos
pernas que caminham por caminhos difíceis e nunca desistem de chegar
Ela é a beleza da noite: misteriosa como o céu cheio de estrelas
seus segredos são constelações, só visíveis para quem sabe olhar
voz que sussurra canções antigas e canta melodias novas e fortes
alma que brilha como a lua cheia, iluminando o caminho dos outros
A beleza da mulher não se mede em centímetros ou tons de pele
não se compra nem vende – é a coragem de ser ela mesma
a graça de perdoar, amar de verdade, sonhar alto e alcançar
ela é a beleza da vida em si: real, profunda, verdadeira e eterna
Que o mundo aprenda a ver essa beleza que não está só na superfície
que valorize cada mulher, de qualquer cor ou lugar
pois ela é o que faz o mundo valer a pena, faz a vida florescer e brilhar
Eu não acho que a arquitetura trate apenas de abrigos, de simples interiores. Ela deve ser capaz de nos entusiasmar, de nos acalmar, de nos fazer pensar.
Preciso arranjar um jeito
Pra conquistar seu coração
Ela sabe q' sou bom sujeito
E tenho por ela boa intenção.
Não troco a verdade por mais dura que ela seja por uma frágil ilusão capaz de me cegar com belas imagens mentirosas
Se a melancolia tivesse dentes primeiramente ela morderia meu ser aflito, que passa escondido, perdido no abril que passou e arrastou os dias de minha alegria, que floresce no mês seguinte, haja vista que a desilusão me enche de potência, já que não habito o outro e só me resta a consciência vagando na sala serenizada que explode em cores na introspecção de uma artista que se demora ao pintar sua obra. Se ontem eu te amei a ponto de te odiar, hoje acordei calma e desculpo o seu erro de tom. Os loucos e sua submissão que abunda no quartos amarrados, contidos, sujeito a perigos. Mas isso não tem nada haver com isso, se você não conhece uma instituição e não sabe o preço do abandono. Mas esqueça, em sua sala burocrática tome seu café pequeno. Deixe os loucos e suas loucuras, duras, que são muito engraçadas quando já não falam. Mas esqueça. E eu não consigo esquecer se novamente me vejo amarrada, contida, sem perspectiva de vida. Mas se estou em casa minha alma descansa e agradeço cada minuto do meu sossego, e agradeço esse lar que muito mais representa a mim. Cada alimento, eu agradeço, porque tudo reconheço, se tudo me foi negado. E quando deito minha cabeça no travesseiro, volto a ter nome e identidade. E sonho com o paraíso de flores e águas cristalinas. Eu até que estou indo bem. Tomo meus remédios e, se já não trabalho, tenho um dia produtivo, de cores e letras. E enfim me esqueço se o passado institucional perde seu peso. Eu não quero lembrar, pois sofro e não sei chorar. Se a madrugada tivesse ossos de vidro, eu pisaria descalça na memória de minha infância até sangrar luz na manhã que nasce como se fosse uma semente de vidro que faz crescer os vitrais das grandes catedrais góticas, em que o sagrado se vestia de preto e era luto todos os dias da alegoria, nas velas que acendem orações que rogamos milagres, já que o terreno não basta, e ao etéreo se levantam as mãos como uma dança da chuva na tribo das simbologias ocultas. Eu conheço bem a fonte que desce daquele monte e é um frenético discurso religioso e suas liturgias pagas a prestação. Dentro do meu silêncio quando ninguém está olhando o mundo, dorme em meus olhos uma coruja altiva que quanto mais olha, mais julga e não tem palavras para nomear. A coruja é o símbolo da sabedoria, haja vista que vê e nada fala, mas guarda na lembrança da sala o saber que não passou imperceptível. E acusa sem falar quando pisca seus enormes olhos cor de mel. É como se ela dissesse: Eu sei, eu vi, e isso basta para que as almas se apequenem com culpas ocultas de quem se sabe observado, no esplendor da carícia de um gato alado que voa a atmosfera no azul celeste da terra que se sonha esfera. É uma fera. E todos nós somos também feras, se temos dentes e mordemos. Se o tempo apodressece como uma fruta esquecida sobre a mesa de Deus, de minha infância sairia o cheiro do mesmo, que se repete absurdamente já que a vida é só presente e não passa, não evolui, apenas é um filme mudo com os mesmos gestos, como a vida que estagna as melhores memórias da retina e o cotidiano é uma mentira de Deus, como uma maçã que retorna ao estado de semente e todo vivente é demente e esquece o próprio nome na amnésia das línguas fugitivas de seu lugar comum, a comer as estações e tarda o outono e suas folhas no chão, a clamar libertação de nosso sangue irmão.
Eu estava bem ali, na sombra daquela nuvem, de pé a admirando. Sentia-me tão próximo a ela e ao mesmo tempo tão distante. E tudo que podia fazer era admirá-la e ela parecia me olhar de volta. Mas uma brisa soprou e ela foi para longe, então desidratei ao sol.
Deu-me uma rosa
Ela era vermelha como sangue
A segurei firme
A quis muito bem
Mas alguém cobiçou seu jardim
Como uma raposa sorrateira
A roubou
E você ainda deixou a porta aberta
Para que ela retornasse
Aí então percebi
Que aquela rosa não murchou
Porque era falsa
A leitura constitui a estrutura do pensamento: ela projeta as linhas do saber alheio sobre o plano da nossa própria consciência, transmutando a informação estática em uma inteligência dinâmica capaz de redesenhar o próprio destino.
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