Se ela quer Voar a porque tem Asas
Umbigo
A ambiguidade não chega,
ela nasce conosco.
Mora no centro do corpo,
onde a vida começou
e nunca se desfez.
Entre o que somos
e o que mostramos,
há esse ponto silencioso
que tudo sente.
Ser humano
é viver assim:
ligado, rasgado
e inteiro ao mesmo tempo.
"Não nascemos com a experiência, mas ela vem com o tempo, alguns aprendem observando, outros vivendo..."
Não te entregues aos braços da dor pois ela vai te deixar cair,te entregues aos braços da fé que vai te deixar em pé.
Eu gosto quando você me faz rir, gosto quando você diz que ama a minha risada, como se ela fosse música e você soubesse cada nota de cor, gosto da forma como seus olhos se fecham levemente quando sorri para mim, como se naquele instante o mundo inteiro coubesse dentro daquele simples gesto
No meu sonho, eu te reencontrei depois de tanto tempo, e não foi um reencontro comum, foi daqueles que fazem o coração esquecer como se bate devagar e perdidamente faz meu corpo suar frio, sabe aquilo que nunca morreu em mim, aquilo que eu tentei silenciar, esconder, convencer que tinha acabado, floresceu de novo, não como uma pequena flor tímida… mas como primavera inteira rompendo o inverno, como folha seca queimando no calor do verão
Foi explosão, foi sentimentos, foi lembranças, foi a esperança de não ser mais um sonho bobo
E então você segurou minha mão, eu senti seu toque ( eu sou intolerante), você quebrou meu muro indestrutível mais uma vez
Naquele dia começamos a dançar sem música por que não precisava, o som vinha do riso o seu riso, escuta as batidas do meu coração e acompanhe meus passos, está batendo acelerado demais e o céu se alegra com a nossa coragem, que começou a chover
Mas não era uma chuva triste, era uma chuva viva, uma chuva que lavava os medos antigos e fazia tudo brilhar.
As gotas desciam pelo seu rosto e eu pensava que nunca tinha visto algo tão bonito, seus olhos… meus Deus… seus olhos tem brilho das estrelas, mas não um brilho distante, é um brilho quente, próximo, como se o sol e a lua tivessem decidido morar ali dentro ( minha melhor parte), parecia que o universo inteiro tinha conspirado para aquele momento, como se cada segundo longe tivesse sido apenas um caminho torto levando de volta ao mesmo lugar: você e eu, dançando sob um céu que finalmente nos abençoava com água e luz, VOCÊ É MINHA LUZ, MINHA CALMARIA
E eu senti medo, sim, mas não aquele medo que paralisa, era o medo de quem percebe que está vivendo algo grande demais e parece que não vai caber dentro do meu peito, o medo de perder o que finalmente me encontrou, o medo de que fosse só mais um sonho… e quando eu acordasse...
Mas você não fugiu, não dessa vez, você ficou, e nos seus olhos estava escrito algo que eu nunca tinha lido antes: CERTEZA
Certeza de que eu era sua escolha, certeza de que a história não era invenção da minha mente ( uma esquizofrenia), era certeza de que o amor não tinha acabado, só estava só começando e esperando a hora certa de florescer
Dessa vez eu tenho seu lado genuíno, tudo que a de bonito, eu tenho o que preciso
E se eu pudesse voltar no tempo, talvez ainda escolheria te conhecer, porque mesmo com toda a dor, mesmo com a saudade, mesmo com esse medo que me tomava por inteira… amar você me ensinou o que é sentir de verdade, amar você me ensinou que o coração é maior do que as quedas que ele poderia suportar.
Talvez a chuva sempre tenha sido nosso código do: eu tô com saudade
E finalmente o renascimento da chama que tava escondida, as estrelas iram brilhar menos porque decidiram deixar você carregar toda a luz, o sol tem inveja do seu calor ( que aquece sem queimar a pele), a lua tem aprendido com o seu jeito de iluminar o escuro ( seu brilho é o que inspira ela )
E se um dia eu experimentar o seu beijo…
quero sentir todo seu amor, toda a espera, toda a fé de que alguns amores não morrem, apenas adormecem até a hora certa.
Porque no meu sonho…você ficou
E pela primeira vez, eu acordei sorrindo
Não leve ela tão a sério
Não considere tudo o que ela fala
Preciso te contar que ela
Viciou-se em intensidades
Anda de mãos dadas com o desgoverno
Acostumou-se a impermanência
E que, por hora, já não a reconheço mais.
"Ela tentou diversas vezes tirar sua vida.
Até que um belo dia ela conseguiu.
Ela só não imaginava que no seu ventre uma criança sorriu" 💔
A vida não nos castiga quando transgredimos as leis; ela somente nos ensina através das consequências
"A verdade não precisa ser gritante para ser real, nem mansa para ser aceita; ela precisa apenas ser íntegra para ser libertadora."
“Responsabilidade não é um conceito abstrato que se aprende observando a vida à distância; ela se constrói no peso das escolhas e no risco real de caminhar com as próprias pernas. Crescer exige enfrentar as próprias limitações, sustentar o próprio caminho e assumir as consequências do que se decide — inclusive o caos que isso provoca. Quem nunca atravessou esse território costuma enxergar o erro alheio com facilidade, não por lucidez, mas porque jamais se permitiu a vulnerabilidade de tentar por si mesmo. É simples parecer centrado quando não se administra a instabilidade da independência. Difícil, e raro, é sustentar a própria vida sem terceirizar decisões e ainda assim seguir adiante com consciência.”
A escola é o portal, mas jamais o destino. Por habitar a Matrix, ela cumpre o seu papel ao nos conduzir até a borda, mas é incapaz de cruzar o limiar. A saída é um ato radical e solitário: exige ultrapassar a curva onde a humanidade estagnou no engarrafamento mais lento da história.
É o momento de abandonar o código que molda a existência para seguir o que emana de dentro. Descubra-se: a verdade não é o que lhe foi ensinado, mas a essência que resta quando você se desentrega do sistema.
A montanha acordou antes mesmo de lembrarem que ela tinha nome, não era pedra, era silêncio acumulado em camadas. No meio dela existia uma floresta lilás que parecia bug visual do universo, como se o céu tivesse dado erro e deixado sua cor espalhada ali. Borboletas cor de neon cruzavam o ar como notificações urgentes, brilhando demais para serem ignoradas, enquanto o químico Otto misturava fórmulas invisíveis em frascos vazios, dizendo que toda reação começa onde aparentemente não tem nada. Aviões cortavam o horizonte como se estivessem assinando o próprio destino no céu, sem explicar partida nem chegada. E lá no improvável, havia uma cachoeira no meio de desertos cheio de flores, água escorrendo contra a lógica e pétalas nascendo da areia seca como se o impossível fosse só questão de perspectiva. Nada parecia fazer sentido, mas tudo funcionava perfeitamente dentro de uma matemática secreta: a montanha sustentava o vazio, a floresta lilás provava que cor também é argumento, as borboletas neon iluminavam o que ninguém queria ver, Otto entendia que caos é só ciência em processo, os aviões voavam para dentro do silêncio e o deserto florescia porque sempre soube que era jardim antes de ser ausência. Era estranho, era confuso, mas era exatamente assim que precisava ser.
“Depois da salvação em Cristo, o bem mais precioso que temos é a saúde, pois sem ela a vida se torna um fardo, e somente Deus pode nos ajudar a carregá-lo.”
— Anderson Silva
Do valor que se dá
E lá estava ela, no alto, no topo da frondosa e imponente árvore. Seu ninho parecia o mais belo visto daquela distância na ponta do penhasco que se erguia acima da floresta.
Naquele ninho teria encontrado o que procurava. Não era um ninho qualquer, mas sim um amontoado de gravetos torcidos e entrelaçados com pitadas de paixão, amor, prazer, esforço e dedicação.
No começo aquele lindo ninho supria as necessidades plenamente. Mesmo que estas fossem aumentando, e se tornando descabidas, até que em um momento, um segundo, um instante, tornou-se pouco relevante.
Desde então o ninho foi deixando de suprir as necessidades, em um primeiro momento puramente por se sentir pouco valorizado e solitário. Ela mal percebeu o que acontecia, pois passava o tempo a voar. Parecia ter se cansado ou se desinteressado daquilo que conquistou arduamente.
Lá fora tudo parecia mais lindo, mais intenso, mais gostoso, melhor. E a cada voo, mais parecia perceber que a felicidade estava lá, lá do outro lado, em outro lugar naquela floresta, linda, quente, úmida e cheia de possibilidades de novas descobertas.
O ninho ali permaneceu e se entregou. Já não tinha mais o valor que outrora tivera. Desistiu de qualquer esforço uma vez que logo percebeu do que se tratava. Uma ilusão comum, gerada por aves comuns que se faziam parecer diferentes, especiais, mas apenas estavam travestidas de penas compradas que lhes encobriam as verdadeiras. Compradas nas pedras, nos galhos altos, nos galhos baixos, nos cantos e recantos da floresta.
Ela voando avistou outros ninhos, cada um mais belo e interessante que o outro. Uma libélula amiga do ninho, pousada em prosa com ele, passou um tempo a observar o que ele observava e se manifestou. “Olha meu amigo, o que vejo é o simples vazio. Um mimo ao ser ganhado e conquistado deixa de ter valor para dar lugar a outro mimo mesmo que este seja o mesmo mimo.” O ninho suspirou e sorriu. Estava pronto para receber nova visita, novas penas que não se soltassem com facilidade.
Ela pousou em um destes ninhos e foi feliz, logo depois noutro e feliz foi novamente e noutro e noutro e noutro. O problema é que entre um e outro momento de felicidade dava-se o seu contrário. A infelicidade. Ora, dizia ela, sempre culpa destes ninhos.
Num destes momentos de insatisfação avistou o ninho no alto, no topo da imponente árvore e sentiu-se como sempre. Que ninho belo e interessante. Pensou logo que poderia dar umas rodopiadas por lá para ver como estava. Mas ele estava diferente. Mas era o mesmo, igual. Ficou intrigada.
Ela, num dia alisando as penas nas pedras para embeleza-las encontrou outra. Outra que contava garbosa como era seu ninho. Ela então se deu conta de que aquela conversa trazia saudades. Saudades do mesmo ninho, mas que agora aninhava outra.
Restou-lhe voar e encontrar outros ninhos, um aqui outro acola. Ou talvez o contrário pudesse se dar e esta história seria outra.
Como suportar a dor quando ela não dá trégua? Como continuar respirando sabendo que esse aperto no peito sufoca, que essa falta de ar parece esmagar por dentro e que essa solidão não vai simplesmente desaparecer com o amanhecer? Como aceitar que precisamos continuar existindo, arrastando os dias, quando viver de verdade já não parece possível? É como estar de pé por fora e em ruínas por dentro, como sobreviver em silêncio enquanto nossa alma grita por socorro e ninguém consegue ouvir ou perceber.
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