Se ela quer Voar a porque tem Asas
Queria que ela fosse uma desconhecida. Queria que ela não soubesse dos meus pontos fracos, das minhas inseguranças, das minhas crises, das minhas comparações, queria que ela me desconhecesse
A Mão e a Caneta
Ela conhece o seu homem como ninguém;
sabe quando ele falha por dentro
e quando está inteiro.
Não o decifra pelo que diz,
mas pelo peso da mão,
pela tensão do toque,
pela forma como o silêncio pulsa entre os dedos.
Quando ele a toca, ela dança sem nota,
porque não há partitura para o desejo consciente.
Move-se em gestos simples e discretos,
como quem aceita o caminho sem lutar contra ele.
Não há culpa, nem espetáculo.
O amor se mostra direto,
no atrito breve entre pele e ideia.
Marcante e perfeita, ele nunca a rejeita,
pois rejeitá-la seria negar a si mesmo.
É uma união de outro plano:
não de posse, mas de rendição.
A mão não comanda a caneta.
A caneta não domina a mão.
Ambas se entregam ao traço
e deixam que o sentido aconteça.
Uma consciência e senciência faz parte da existência de cada criatura esteja ela minério, planta, bicho, encantado ou gente.
Quando a gente aprende a se reconhecer, a ingratidão dos outros diminui de tamanho. Ela já não define o valor do que você fez.
Aldemi E de Matos
“A uma força que sobrepõe ao rio;
Eu não sei a quem a correnteza obedece.
Eu só sei que ela é obediente. ”
Filha de Anselmo
Aprendi cedo que gentileza não fazia barulho.
Ela morava nas sacolas da feira, quando minha mãe voltava com frutas a mais, porque sempre havia um vizinho que precisava.
Morava no biscoito feito por quem morava sozinho, mas nunca quis ficar só.
Morava na panqueca trocada por um doce, sem nota fiscal, sem contrato, sem fotografia para provar.
Era assim que a gente se reconhecia gente.
Na escola, não havia tecnologia avançada, mas havia mãos estendidas.
Um ajudava o outro porque ninguém chamava isso de favor — chamava de convivência.
A vida nunca foi fácil.
Meu pai trabalhava à noite.
Meu avô acordava às quatro da manhã.
João Figueira, meu avô, foi um dos fundadores do Sindicato da Estiva.
Veio de Portugal, trocou o comércio pelo peso da sacaria, comeu seu peixe ensopado antes do sol nascer e saiu para trabalhar.
Não havia romantização. Havia esforço.
Havia luta.
E havia dignidade.
Hoje dizem que o mundo mudou.
Mudou mesmo.
Agora quase tudo tem preço.
Faz-se trabalho.
Faz-se prova.
Faz-se até aquilo que deveria ser aprendizado — desde que caiba no bolso.
A gentileza virou discurso.
O cuidado virou status.
A educação virou número.
Quando me incomodo, me rotulam.
Já me chamaram de petista.
Mas não sou de partido algum.
Sou filha de Deus.
Sou filha de Abselmo.
E talvez seja isso que incomode.
Porque não falo por ideologia.
Falo por memória.
Por crianças suando em salas quentes enquanto o discurso sobre natureza é feito no ar-condicionado.
Por professoras que aprendem a silenciar para sobreviver.
Por um tempo em que ninguém filmava tudo, mas todo mundo cuidava de alguém.
Não busco palco.
Busco coerência.
Não busco status.
Busco respeito pela infância.
Se isso hoje parece subversivo, talvez seja porque esquecemos demais.
E alguém precisa lembrar.
Mesmo em voz baixa.
Rosana Figueira
Os anjos não decidem como a História acontece, apenas anunciam e acendem a fogueira para que ela seja contada.
Ela não compreendia esse mundo, e esse mundo não a compreendia. Ela jamais foi parte dele, apenas o habitava. Ninguém nunca soube entender seus versos, emoções e palavras. Ela não pertencia a esse lugar, e esse lugar nunca pareceu ser o seu lar verdadeiro.
- Marcela Lobato
A Bela Brigeta no Caminho Florido
Era uma vez
Uma menina chamada Brigeta.
Ela amava flores.
Flores pequenas, grandes, coloridas.
Flores que dançavam com o vento
E sorriam para o sol.
Um dia, Brigeta ouviu falar
De uma trilha encantada,
Onde as flores nasciam
Como num sonho!
Curiosa, pegou seu chapéu,
Um sorriso e saiu a caminhar.
Logo na entrada,
Viu um lírio branco —
Tão puro quanto a neve!
Mais à frente,
Um narciso amarelo
Brilhava como o sol da manhã.
E, um pouquinho depois,
Uma hortênsia azul,
Azul como o céu lá no alto!
Brigeta abriu os braços e riu:
— Bem que diziam!
Neste caminho só mora a beleza!
Mas, assim que fechou a boca,
Seu olhar se encheu de encanto:
Diante dela, uma rosa vermelha,
Vermelha como o coração!
E então Brigeta pensou, suspirando:
“Como é linda a estrada da vida,
Com tantas flores
Colorindo o caminho.”
Alegria é uma emoção que se multiplica ao ser compartilhada. Na verdade, ela só pode ser
mantida na companhia de outras pessoas.
A sua vida só irá dar certo se antes você entrar em harmonia com ela. Arruma a casa primeiro, arruma o coração primeiro. O mundo será um espelho.
Uma mulher quando está apaixonada por um homem, ela dá a ele o seu corpo, mas, não se iludam, pois um homem quando está apaixonado por uma mulher, ele dá um lar a ela.
Isso talvez explique a pequena durabilidade dos relacionamentos atualmente.
— Minha mãe me ensinou a ter paciência.
— Ela dizia: "espera só teu pai chegar, bichinha..."
Esse treco aí de paciência, eu não aprendi, não. Mas aprendi a rezar que foi uma beleza...
Tia Rita
Enquanto seu coração batia,
eu a chamava Tia...
E ela só/ria...
Agora seu coração bate do outro lado
e quando chamo... Tia,
quem responde é a saudade!
Mas, a senhora ainda está aqui!
Pois ninguém parte assim,
deixando tanto de si!
Estarei aí com todos em pensamento e oração.
Socorro Oliveira Vieira
(Haredita Angel)
06.11.21
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