Se ela quer Voar a porque tem Asas
Se sou poeta ou sou prosista?...
Se sou poeta ou sou prosista?
Por ter asas, sonhador, não sei
Ser poeta é ser artista?
Sinceramente, um pouco serei
Não sou só aquele tom simplista
Tenho amor e do amor sou
Da vida, um poético bucolista
Verdade, não sei à que me dou
Afinal, poeta ou prosista, é assim,
De sentimento fundamental
Se é bom ou ruim?
Pouco sei, sei que sou sentimental
E isto, é o preciso para mim!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
22 outubro, 2022, 11’34” – Araguari, MG
*parceria com Fernando pessoa
Paz
A paz é uma pomba branca.
Se uma criança pobre soprar,
Suas asas não se mexem,
Se um detento assegurar,
Sentirá seu peso como se fosse chumbo,
Se uma senhora aposentada acolher em seus braços,
Não sentira nela o calor,
Se um desempregado olhar bem nos seus olhos,
Nela não verá alegria,
Se um professor a estudar,
Aos seus alunos não poderá ensinar,
Se um menino ou menina desse grande Brasil,
Periférico ou não, virem voando, não saberá o que ela significa,
E perguntara a seus pais
Pai que pomba bonita, o que ela significa.
Filho ela é a pomba branca da paz
Que rodeia o Brasil e o mundo
A procura de que a mereça carregá-la em suas mãos
Enquanto ela não acha continua voando
Só vai tê-la nas mãos aquele que for limpo de coração
E nem todos que a veem será digno de tê-la
Pode ser padre, delegado ou doutor.
Evangélico, católico ou de qualquer outra denominação.
Não vão conseguir segurar em suas mãos
Muitos vão querer comprá-la
Mas não há dinheiro que a compre
A paz não tem preço
Muitos fazem a guerra para ter a paz
O mundo ignorante
De pessoas sem coração
Que prefere ver a lágrima no rosto de uma mãe
Por ter perdido seu filho em uma guerra besta
Só para satisfazer o seu ego e seu desejo
E diz tudo pela paz
Que paz é essa que mata as pessoas
Que paz é essa que destrói as famílias
Que paz é essa que continua a procurar a paz
E aquela pomba branca
Sentou numa casa destruída por uma bomba
Cadê a pomba branca
Está sentada no alto do morro
Onde estará a pomba branca
Em alguma casa velando mais um morto por bala perdida
Aonde foi a pomba branca
Foi embora cansada de procurar a paz.
ASAS VITORIOSAS
Foi dada a largada
Asas pude ganhar
Decidida e preparada
Nada vai me atrapalhar
De forma silenciosa
Corro, não há tempo a perder
Quero ser vitoriosa
Vejo o que ninguém mais vê
Tantas flores para visitar
Mas sozinha não estou
Multidões ao meu lado
Correr até o fim eu vou
Obstáculos no caminho
Preciso me concentrar
O prêmio está logo ali
Com foco, vou conquistar
Tocar a linha de chegada
O prêmio vou receber
Uma alegria compartilhada
Que jamais vou esquecer.
Ivan F. Calori
Meu amor desde que te conheci sinto que estou em queda livre e sem paraquedas, não tenho asas mas com você estou sempre nas nuvens.
Olhos da escuridão
levantam voos nas asas de morcegos,
que saem dos jazigos feitos no chão,
onde epitáfios são presos por pregos,
guardados por fantasmas da solidão.
Aranhas dançam em suas teias,
despistando do olhar estático da coruja,
enquanto os sapos preparam suas ceias,
no abandonado lago de água suja.
Abóboras com velas iluminam a passagem
cobertas por antigos esqueletos,
enfeitados com orquídeas roxas de linhagem
rara, carregando pequenos amuletos.
Vamos nos preparando para o Dia das Bruxas,
com alegria e disposição!
Desejo-lhe um fim de semana de muitas alegrias,
paz e boas surpresas,
daquelas que fazem os olhos brilharem
e o sorriso se abrir de lado a lado!
Tudo é possível
para quem nasce no halloween
Vivenciar a abóbora doce deste dia,
recheada de ideias coerentes e esdrúxulas:
Antes que vim dentre asas
Sobre as nuvens a procurar teus momentos que vejo a sois. Faz tempo que o azul não me convida nem anuncia tua chegada por teus pensares saibas que sempre existe e olhei para dentro de te como não me imaginavas, querendo lhe proteger quando estava sem paz. Mas saibas que possa encontrar a calma e atenção dos teus sonhos bonitos. Livre é e sempre serás é de minha eterna vontade no teu amor encontrar.
Voce nem quis conhecer a verdadeira borboleta, apenas a viu de asas largas tentando se encaixar em seu mundo totalmente quadrado. Foram dias dolorosos para tentar achar a forma perfeita para se encaixar no seu mundo, fechar minhas asas para caber em um espaço tão pequeno. Eu sempre fiz dobras por você enquanto eu tinha somente curvas.
✍
Pelas asas da prudência,
num voo de indignação,
aposto na consciência
luzindo transformação.
PedrO M.
Verso e reverso
Gosto das noites
De olhar a lua
Sou como coruja
Com a alma nua
Do silêncio, asas
Da escuridão, guia
Das noites frias
Eu sou poesia
Pairo no silêncio
Supero a escuridão
Sou alma de fogo
Eu sou furacão
Sou moça valente
Apesar de estranheza
Escureça ou amanheça
O brilho dos meus olhos
Se encaixa a natureza
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 12/12/2021 às 14:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
Meu amor é tão grande e vivo,
Que da asas a inspiração pra trazer a minha solidão um grande alívio.
Asas e cabelos dourados.
Pele branca.
Rosto angelical.
Olhos castanhos.
Quem és tu?
Anjo?
Humana?
Vai, me digas!
Estás triste?
Estás alegre?
Vai, me digas!
És compromissada?
És solitária?
Vai, me digas!
Tantas perguntas...
Nenhuma resposta... 😔
Borboletas
As Borboletas perseguem-me à rua
O bater de asas trouxe-me novos ares
Ignorando o medo do novo, as mudanças
Devorei todos os casulos e suas lagartas
Contenho agora borboletas em meu estômago
Metamorfoseando-me por todos os cantos
A cada esquina, novas flores, mulheres e cores
Novamente, tudo muda com um bater de asas
As flores fazendo fotossíntese e eu metamorfose.
Apenas eu
Nas asas da tristeza, meu coração voa,
Sobre um céu cinzento de dor que ecoa.
No profundo abismo da alma desolada,
A tristeza é a dança trágica e inesperada.
Caminho pelas ruas vazias e frias,
Envolto em sombras e memórias sombrias.
Meus passos ecoam, solitários e lentos,
Enquanto carrego o fardo dos meus tormentos.
As lágrimas, gotas salgadas de aflição,
Escorrem em meu rosto, em pranto profundo.
Cada suspiro é um grito de desilusão,
No palco da vida, sou o triste protagonista do mundo.
Oh, tristeza, companheira dos desamparados,
Teu manto sombrio me envolve em todos os lados.
As palavras fogem, a alegria se esvai,
Resta apenas a tristeza, fiel companheira dos dias.
Mas apesar do peso que carrego no peito,
A tristeza é também um poço de reflexão.
É nas profundezas escuras que encontro o ensejo,
De renascer, superar e encontrar a redenção.
Assim, mergulho na tristeza sem temer,
Exploro suas sombras, sem me desvanecer.
E, um dia, com a força que em mim persiste,
Hei de transformar a tristeza em poesia que existe.
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