Se ela quer Voar a porque tem Asas

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Não entendo o meu sorriso bobo toda vez que falo com você...
Será que é porque você me chama de linda?
Será que é porque sente saudades minhas?
Ou porque fica nervoso toda a vez que me vê?
Mais mesmo assim não entendo a palpitação acelerada toda vez que o vejo
Ou quando penso em nós...
Não entendo nada quando estou perto de você
Esqueço de tudo
Lembro do nada
Por não entender por que gosto tanto de você
Assim vou vivendo...
Querendo-te...
Esquecendo-te..
Assim vou vivendo...

Eu tenho ciumes porque algo como vc é raro, algo lindo algo incrível eu realmente te amo eu prometo que vou te fazer muito feliz amor.

" certas coisas o tempo não deve apagar. Porque de vez em quando precisamos olhar para trás e assim percebermos que precisamos continuar.”

Viva o hoje, foda-se o amanha, porque talvez você não tenha um amanhã...

Estou me arrastando de volta para você
Pensou em ligar depois de beber algumas?
Porque eu sempre penso
Talvez eu esteja muito ocupado sendo seu
Para me apaixonar por outra pessoa.

Eu não quero que gostem de mim, até porque eu não me suporto. Só acho que respeito não mata. O que mata mesmo é que enquanto você tenta me humilhar, você mal percebe que ao seu lado é que estão as verdadeiras cobras, esperando por seu momento de fraqueza...

Nós, latino-americanos

Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai. Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.

Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo braço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome. Somos todos irmãos
não porque seja o mesmo sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.

⁠Eu não confio em alguém que é legal comigo, mas é rude com o garçom, porque eles iriam me tratar da mesma forma se eu estivesse naquela posição.

Porque estranhas o que venha na concha, o que tu mesmo colocaste no pote?

Você poderia, por favor, falar sobre o espírito brincalhão? Eu pergunto porque existe um lindo garotinho dentro de mim que eu negligenciei por muito tempo. Este garotinho é brincalhão, curioso e extático. Mas, na maior parte do tempo eu não lhe permito perder o controle.

Eu costumava ficar com raiva quando alguém agia com ingratidão, mas parei porque isso não resolvia a situação e só me deixava mal.

Eu costumava procurar as pessoas que eu gosto, mas como não havia procura delas por mim, parei de procurar também.

Eu era do tipo que quando via um amigo apertava a mão e dava um abraço forte e quando via uma amiga dava um abraço e um beijo forte, mas como eles(as) não pareciam confortáveis e nem recíprocos com isso, também parei.

Eu costumava me doar a qualquer pessoa que me pedisse um conselho, uma ajuda, uma conversa no portão de casa, mas percebi que não podia esperar dessas pessoas o mesmo empenho que eu tinha, então limitei minha solidariedade.

Eu já sacrifiquei muitos programas que gostaria de ter feito para fazer companhia a alguém, mas percebi que isso era sempre considerado muito pouco, então parei de esperar reconhecimento.

Eu já fui aquele cara que era o único que restou para uma pessoa se aconselhar quando estava com problemas, sejam financeiros ou amorosos ou de qualquer natureza, mas depois de um tempo percebi que quando a pessoa supera a fase difícil, se esquece de quem ficou ali com ela, então parei de me importar.

Eu já fui aquele cara que mergulha de cabeça e hoje entro pela escada. Em muitos sentidos.

Após alguns anos, colecionando essas reações, percebi que a única coisa que fiz foi me tornar um ser humano pior por querer que os outros me considerassem tão importante quanto eu os considero ou já considerei.

Estúpido, não?

Ainda bem que estou voltando a ser eu mesmo, tentando não esperar nada em troca.

Talvez isso seja a tal maturidade... Ou não!

Viva o hoje como se não houvesse amanhã, porque amanhã o hoje será apenas um ontem, uma lembrança, um sonho. Os segundos são como flores, que murcham e não voltam mais. Mas o mundo está cheio de jardins, basta apenas esperar.

Você tocando é o melhor argumento que já ouvi para a existência de Deus, porque realmente não acredito que um ser humano possa fazer isso sozinho.

(sobre Yo Yo Ma que tocaria no seu funeral)

Steve Jobs
ISAACSON, W., Steve Jobs, Companhia das Letras

"Lobo, fica longe das ovelhas porque a poeira que elas levantam faz mal para teus olhos!" "Não, pelo contrário! Esse pó é colírio para meus olhos".

Salmo 136

1 Deem graças ao Senhor, porque ele é bom. O seu amor dura para sempre!
2 Deem graças ao Deus dos deuses. O seu amor dura para sempre!
3 Deem graças ao Senhor dos senhores. O seu amor dura para sempre!
4 Ao único que faz grandes maravilhas, O seu amor dura para sempre!
5 Que com habilidade fez os céus, O seu amor dura para sempre!
6 Que estendeu a terra sobre as águas; O seu amor dura para sempre!
7 Àquele que fez os grandes luminares: O seu amor dura para sempre!
8 O sol para governar o dia, O seu amor dura para sempre!
9 A lua e as estrelas para governarem a noite. O seu amor dura para sempre!
10 Àquele que matou os primogênitos do Egito O seu amor dura para sempre!
11 E tirou Israel do meio deles O seu amor dura para sempre!
12 Com mão poderosa e braço forte. O seu amor dura para sempre!
13 Àquele que dividiu o mar Vermelho O seu amor dura para sempre!
14 E fez Israel atravessá-lo, O seu amor dura para sempre!
15 Mas lançou o faraó e o seu exército no mar Vermelho. O seu amor dura para sempre!
16 Àquele que conduziu seu povo pelo deserto, O seu amor dura para sempre!
17 Feriu grandes reis O seu amor dura para sempre!
18 E matou reis poderosos: O seu amor dura para sempre!
19 Seom, rei dos amorreus, O seu amor dura para sempre!
20 E Ogue, rei de Basã, O seu amor dura para sempre!
21 E deu a terra deles como herança, O seu amor dura para sempre!
22 Como herança ao seu servo Israel. O seu amor dura para sempre!
23 Àquele que se lembrou de nós quando fomos humilhados O seu amor dura para sempre!
24 E nos livrou dos nossos adversários; O seu amor dura para sempre!
25 Àquele que dá alimento a todos os seres vivos. O seu amor dura para sempre!
26 Deem graças ao Deus dos céus. O seu amor dura para sempre!

⁠Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)

Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.

Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.

Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.

Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.

Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.

Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.

você não parou de falar porque deixou de sentir.
você parou porque sentiu demais.
você tentou explicar com calma.
tentou de novo, com paciência.
depois tentou já tremendo por dentro.
até que um dia percebeu que estava lutando sozinha numa conversa que deveria ser a dois.
e então
você cansou.
não é orgulho.
não é frieza.
não é indiferença.
é exaustão.
é quando a alma decide que não vai mais implorar para ser compreendida.
é quando você entende que insistir demais também é uma forma de se abandonar.
agora você observa.
em silêncio.
não porque não tem o que dizer
mas porque finalmente entendeu que quem quer ouvir… escuta até o que não é dito.

14 de junho de 2026


Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.


Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.


Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.


Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.


Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.


É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.


Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.


Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.


E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.


Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.


Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.


E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.

Quem olha e enxerga por dentro, reconhece.

Não porque sabe tudo sobre o outro, mas porque percebe aquilo que nem sempre é dito. Enxerga as marcas escondidas atrás dos sorrisos, os silêncios que carregam significados e as verdades que não cabem nas palavras.

Quem enxerga por dentro não se detém apenas na aparência das coisas. Vai além da superfície, atravessa as camadas que costumamos mostrar ao mundo e alcança aquilo que permanece quando todas as máscaras caem.

Talvez por isso o verdadeiro reconhecimento seja tão raro.

Porque reconhecer alguém não é apenas identificá-lo. É perceber sua essência. É enxergar a beleza que não se exibe, as dores que não se anunciam e a força que muitas vezes nem a própria pessoa sabe que possui.

E há algo ainda mais profundo nesse encontro.

Quem enxerga o outro com verdade acaba, inevitavelmente, encontrando a si mesmo pelo caminho. Porque cada alma reconhecida desperta um reflexo. Cada profundidade acolhida revela uma profundidade que também habita em nós.

Os olhares mais sensíveis carregam esse dom. Não apenas observam; compreendem. Não apenas percebem; acolhem.

E quando dois olhares capazes de enxergar por dentro se encontram, acontece algo raro: deixam de procurar explicações e passam apenas a reconhecer.

Como quem finalmente encontra, no olhar do outro, uma parte esquecida de si.

Entre a menina e a mulher

Tenho andado sozinha.

Não porque não queira companhia, mas porque há caminhos que ninguém pode percorrer por nós. Há silêncios que precisamos atravessar sozinhas, perguntas que somente o tempo sabe responder e versões de nós mesmas que precisam partir para que outras possam nascer.

Tenho andado assim: aprendiz, menina, mulher.

Às vezes, ainda sou aquela menina que se assusta diante do mundo, que procura abrigo, que acredita, que espera, que guarda sonhos como quem protege uma pequena chama do vento. Em outras, sou a mulher que a vida foi esculpindo à força de perdas, recomeços, esperas e algumas dores que ninguém viu.

E talvez crescer seja justamente isso: não abandonar a menina que fomos, mas aprender a acolhê-la com os braços da mulher que nos tornamos. Quando me perco, já não procuro alguém para me encontrar. Volto para dentro, procuro os pedaços que deixei pelo caminho, recolho meus sonhos, escuto meus silêncios e sigo.

Porque descobri que, muitas vezes, quando penso que estou perdida, estou apenas deixando de ser quem já não cabe em mim. Tenho andado sozinha, sim, mas já não caminho vazia. Levo comigo a menina que ainda sonha, a mulher que aprendeu a resistir e todas as versões de mim que tiveram coragem de continuar.

E talvez seja esse o meu verdadeiro encontro: quando me perco da menina, encontro a mulher. E quando encontro a mulher, finalmente compreendo que a menina nunca esteve perdida. Ela apenas estava me esperando crescer o suficiente para voltar para casa.