Saudades Filha
Tem saudades que não cabem no peito…
elas transbordam pelos olhos mesmo. 😔
Mas existe algo bonito nisso:
quem sente assim, sentiu algo verdadeiro.
Só pergunta “já comeu?”, “dormiu bem?”
É quem ama com cuidado, com carinho, com presença.
Às vezes o amor continua existindo
mesmo quando só resta o silêncio respondendo.
E o tempo, quem pouco a pouco vai separando quem um dia já foi amante, já foi feliz com sorriso radiante.
E só restará as dolorosas lembranças de quem um dia soube como é amar.
Gabiróba, o sapinho mochileiro estava ficando doente de saudades de sua mãe, já fazia muito tempo que ele estava longe de casa e todos os dias pulava pelo caminho mas parece que nunca chegava.
Conforme o tempo passava ele se sentia cansado e sua aparente doença se agravava, ele era cauteloso com essas questões de saudades mas as vezes a razão pesava mais que o pesar. Além disso ele cometeu vários enganos e falhou justamente quando pensou que fazia o melhor que podia e por isso sentia tonteiras e palpitações em seu sapo coração. Ao olhar para trás, para os tantos anos que ele viveu sendo enganado e somando todas as suas faltas, sentia-se feliz em morrer e ver tudo acabado. Estava cansado das suas roupas amassadas, das frugais refeições que o alimentava e dos pezares da felicidade maltratada. Lembrou-se de como costumava se divertir entre as borboletas naquela trilha que o levava para a lagoa de casa. Mas qual sorte tinha ele agora e qual fada o furtava da vida a felicidade? Mais parecia estar vivendo uma aventura indigna de ser contada pensava Gabiróba e soluçava. Todos têm de morrer um dia mas não gostaria de morrer no meio do caminho ele pensave. Gostaria de ver com meus próprios olhos um casamento feliz que não fizesse ninguém sofrer, gostaria de ver os grandes olhos de ervilhas da minha amada se banhar em lágrimas felizes ao me ver. Mas tenho andado doente a anos e sonhado ultimamente com flores lancinantes sempre que fecho os olhos e sinto meu corpo sendo levado pelo barco àquele lugar distante.
Saudades eternas da pessoa mais especial que passou pela minha vida e que deixou uma marca especial para sempre na minha alma.
Quando você olhar uma pessoa e sentir: vontade de ficar perto, carinho, desejo, respeito, saudades, ciumes, vontade de brigar por não ter atenção (mesmo tendo), sentir que o tempo não passa quando estão juntos, mas passa rápido quando e hora do adeus, saiba que são alguns dos sintomas do AMOR.
Enquanto o APRENDIZ falava sobre seu MESTRE, as lágrimas escorriam, respeito misturado com saudades.
Não há maturidade que não nos traga como escopo antigos arrependimentos, singelas saudades e todas as infelicidades de não termos feito, bem mais um pouco, quando tínhamos as melhores oportunidades e as capacidades com elementos, para corrigirmos e evitarmos o infeliz resultado da drástica situação.
Eternas saudades, de meu e nosso inesquecível Profeta Gentileza, nas barcas e andando com um buque de flores pela Avenida Presidente Vargas, pelo centro do Rio. Sabedoria e simplicidade comparável em tese ao magnifico Bispo do Rosário eternizado pelo Museu do Inconsciente, da tão muito querida e simples Dra Nise da Silveira, na época que clinicava em Todos os Santos no RJ. Nas minhas saída cedo da Gama Filho, volta e meia visitava. Momentos mágicos que ainda povoam por felicidade de ter tido as oportunidades de conhece los, vivico sempre com eternas saudades em um lugar muito especial de minhas singulares grandes oportunidades e hoje memorias.
Saudades dói demais, aperta o peito, embarga a voz quando a gente menos espera, ao falar de quem partiu para além do pôr do sol. A gente se consola dizendo que é apenas um até breve, mas quando a gente pensa no abraço que não pode dar, no alô que não vai ouvir, nos olhos que não brilham mais ao te ver, a serenidade dá lugar à ansiedade, e é aí que grita forte a saudade.
Algumas gavetas precisam serem organizadas,
Arrependimentos guardados, Saudades sem sentido.
Perguntas que as respostas não fazem mais diferença.
Hoje aprendi a sentir saudades.
Aprendi que a saudade não precisa vir acompanhada de desespero. É possível lembrar e, ainda assim, sorrir. É possível sentir falta sem derramar lágrimas, porque algumas lembranças merecem gratidão, não sofrimento.
Aprendi que, se não é meu, eu deixo ir. Sem implorar, sem me perder, sem abandonar quem eu sou. Porque aquilo que realmente nos pertence não parte ao primeiro vento; permanece, escolhe ficar e enfrenta as tempestades ao nosso lado.
Hoje sinto saudades dos sorrisos que dividíamos, dos momentos em que o mundo desaparecia e existíamos apenas nós. E, curiosamente, essas lembranças já não me prendem. Elas apenas me lembram que fui capaz de amar de verdade.
Não sofro como antes, porque aprendi a seguir.
Encerrar ciclos é um dos processos mais difíceis da vida, mas também um dos mais necessários. Há portas que só se fecham para que outras possam, enfim, se abrir.
Sigo em frente, otimista, agarrado à esperança de que a felicidade ainda me espera em algum trecho dessa estrada. Busco novamente a paz que um dia senti, mas agora caminho diferente: mais sereno, mais firme, menos acessível. Não por frieza, mas por respeito às cicatrizes que a vida me deixou.
As dores não me destruíram. Elas me ensinaram. Hoje caminho olhando para frente, porque aprendi que quem vive preso ao passado nunca alcança o futuro.
A jornada é minha. A estrada parece não ter fim. Mas a minha vontade de chegar é infinitamente maior do que qualquer vontade de desistir.
Hoje aprendi que o choro não é sinal de fraqueza. Ele lava a alma, alivia o coração e rega a esperança de dias melhores.
Também aprendi que quem não está disposto a caminhar ao meu lado não merece nem mesmo a saudade que deixou em mim.
E talvez a maior lição tenha sido esta:
Hoje aprendi que a saudade também tem um fim.
Ela deixa de ser dor e passa a ser apenas uma lembrança bonita de quem um dia fez parte da minha história, mas já não faz parte do meu destino.
