Saudades do tempo: frases sobre memórias que não se apagam
Saudade e Distância
A distância estica o tempo,
faz do relógio um inimigo mudo,
cada segundo carrega teu nome
e pesa mais quando estou sozinho.
A saudade não pede licença,
ela chega, senta ao meu lado
e me conta histórias tuas
que o silêncio insiste em repetir.
Teu rosto mora na memória,
tua voz atravessa o vento,
e mesmo longe, tão longe,
teu existir ainda me alcança.
A distância separa os corpos,
mas falha ao dividir o sentir,
porque a saudade constrói pontes
onde os pés já não conseguem ir.
E assim sigo, entre a espera e o sonho,
aprendendo que amar à distância
é descobrir, todos os dias,
que o coração não conhece fronteiras.
" Neste momento...presente do tempo...desnudo a lembrança...encaro a saudade...a falta do seu abraço...do beijo...do suave tocar...marcas doidas...sofridas...de momentos...que não vão voltar...mas insistem...o meu ser...habitar."✨️🌛
Saudade
Saudade é tempo parado,
um abraço que não vem.
Dói porque foi verdadeiro,
fica porque fez bem.
Considero a saudade como uma faca de dois gumes, já que ao mesmo tempo que nos traz aquele sentimento nostálgico de um momento feliz, pode nos trazer a tristeza por não podermos mais vivenciá-lo, entretanto, melhor focarmos nas boas lembranças e seguirmos.
Saudades do tempo quando o rock gritava as dores o mundo, das atitudes do estilo de vida de um roqueiro instigando os jovens encorajando-os a não sofrerem calado com aquilo que a sociedade tentava enfiar goela abaixo... Hoje não existe mais atitudes, só ficaram espaços para reclamações sem sentidos e um mundo de ilusões coloridas. Medo do futuro.
"Se eu soubesse o que era saudade, eu teria passado mais tempo com ti.
Se soubesse o que os meus olhos veriam, eu os teria arrancado de mim.
Se eu soubesse o quanto sua ausência doeria, eu teria dado minha vida por ti.
Infelizmente as mazelas da vida são assim.
Hoje, com dificuldade, perdôo o Deus por tê-lo tirado de mim.
Tento ser melhor do que me ensinou a ser, para que sobre os céus, se orgulhe de mim.
A vida um dia termina, é só a saudade, que na vida terrena, não tem um fim.
A fertilidade da mente, que raramente recai sobre mim, hoje recaiu sobre ti.
Grande pai, filho do pai, que dos céus, hoje olha por mim.
Nessa data, aos outros especial, queria que fosse especial pra mim.
Mas tudo bem, infelizmente a vida é assim.
Embalado em saudade, se eu soubesse o que essa seria, teria eu passado mais tempo com ti..." - EDSON, Wikney
Ano novo, vida nova…
mas, a saudade e a tristeza, continuam as mesmas.
O tempo muda o calendário, não o vazio que ficou.
Meu pai segue presente em cada lembrança,
em cada silêncio, que dói mais forte.
A vida até tenta recomeçar,
mas o coração aprende apenas a seguir,
carregando o amor e a saudade juntos.
Transbordando
Demétrio Sena - Magé
A saudade que levo é de algum tempo
muito antes da bolsa que habitei,
vem de quando não sei nem rebuscar
nas memórias em sobreposição...
Ela dói com pungência que aprecio,
pois me dá fundamento; identidade;
tece um fio que aponta pro sentido
que não vejo nos dias por aqui...
Peço a volta no tempo inexcrutável,
já não acho saudável tanta marcha
neste rumo que aponta pro vazio...
Quero ir, os meus passos estão leves
e preciso entender a própria rota
ou a gota que avança minha margem...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
É impressionante a falta de educação dessa tal de saudade. Aparece sem avisar, fica tempo demais e quando vai embora insiste em deixar tudo bagunçado.
Tempo de saudades, de minha saudosa e mui querida Dra. Nise da Silveira, e o seu grande legado para com a arte brut e a psiquiatria brasileira e internacional, pelo viés dos magníficos artistas, sem as amarras chatas e previsíveis da sociedade no Museu de Imagens do Inconsciente no Engenho de Dentro, no RJ.
CBTU - FORTALEZA-CE
Saudade dos nossos nostálgicos TRENS CBTU.... Havia um tempo, que nunca se andava de trem sem antes sentir aquele velho frio na barriga.
O avexamento de nossos pais;
O nervosismo se apresentava em todas as vezes.
Nos trens, parte da infância se construiu, pois éramos rotina deles mesmos.
Não havia vagão sem os inesquecíveis vultos antagônicos do dia a dia.
Eram eles que, diariamente, desde o primeiro engate ganhavam a vida. O pão de cada dia.
Não havia vagões sem os Crentes, as fitas cassete ou sem "Cristo está voltando".
Não havia vagões sem os pedintes e nem sem os vendedores de qualquer coisa (Caramelo).
Todo cego e seu pandeiro, fazia de seus sons um movimento mais que o inconfundível.
"tata tata tata e o toin-toin-toin"
A Estação João Felipe era sempre uma aula de história despercebida. Nos mosaicos pisavam milhares de pessoas, as quais iam e sempre voltavam.
Em toda entrada ou saída haviam os toques repetitivos das catracas.
Não havia trens sem a regra: "Não pode ficar nas janelas, pois pedras podem vir!"
Jamais será esquecido os cartazes de rostos machucados por pedradas nas janelas...
Acima das portas um adesivo, e este ilustrava o itinerário com linhas e bolinhas em suas retas.
As portas eram disputadas pelos jovens da época, era um atrativo de aventura e perigo.
Os sons dos engates, freios e pedradas na máquina forte estão martelando até hoje em nossas memórias.
Aquelas máquinas eram bravas, fortes e imbatíveis! Eram como dragões que soltavam fumaça a todo tempo.
Pelos amantes dos trens, será sempre o melhor. Inesquecível! Insubstituível!
A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.
Ah, que saudade do tempo que você me olhava com aquele jeitinho que só você sabe. Ah, que saudades do tempo que você não perdia tempo e no vento e sopro no meu pescoço, eu sentia lento. Ah, que saudade da gente que se perdia no tempo. Ah, que saudade do tempo que eu sentia teus cuidado em teu olhar sem me expressar e eu toda devagar e você dizia se "achegue pra cá" sem pedir nada em troca. Ah, que saudade dessas portas que com tempo e descuido nos deixamos a fechar.
Sinto saudades do seu primeiro toque puro daquela noite fria, e ao mesmo tempo quente de sensações e indecisões. Já tinha lhe visto, confesso, e na primeira vez que lhe vi senti algo, um reboliço no estômago e sabia que você era a certa, independente do perigo, independente do navio em que estávamos ser grande ou pequeno, era ali o nosso habitat do amor, aonde eu queria lhe conhecer e jamais te esquecer.
E quando tive a oportunidade de lhe salvar, FIZ, e não me arrependi, salvei da morte a mulher mais tocante da minha vida, embora ela tenha sido curta, mas terminada ao seu lado, juntos, os dois, sentimos frio juntos, lutamos contra o gelo, contra a vontade de estar confortáveis, mas não dava, apenas podiamos preservar algo e isso era o nosso amor.
Hoje escrevo perto do local, vago todas as noites naquele mesmo horário, e lembro-me de quando ficamos ''voando'' na proa do Titanic, e jamais imaginávamos que faríamos parte um do outro para o resto de nossas vidas, mas não pudemos evitar nossos sentimentos e aquilo foi crescendo a cada dia, a cada noite, a cada minuto, a cada segundo. Fugíamos das cobras para celebrar a nossa felicidade e nossa aventura e fomos felizes, independente de tudo, me sinto vangloriado em estar morto agora, pois agora posso viver no local aonde fui o mais feliz que um homem pode ser.
Fico feliz pois não sinto mais frio, não sinto mais calor, não sinto mais nada, só sinto liberdade, e também não preciso mais ganhar dinheiro, trabalhar e nada mais, agora tenho todo o tempo para ficar observando toda a nossa história de amor e entrar pelos navios de humanos que passam por aqui para ver se acho um casal como nós, mas até hoje nunca nem cheguei perto de presenciar algo tão súblime quanto nós.
Agora, vou me despedindo querida Rose, irei voar, irei sentir a brisa do mar em minha alma, e um dia nos encontraremos e iremos nos apaixonar ainda mais, e ficarmos juntos, sem nenhum rico, sem nenhum pobre, nos separar, pois nosso amor vence até a morte, o que mais não poderia vencer?
Com amor,
Jack Dawson,
28 de abril de 1912.
