Saudades de Quem Mora longe
Ando tentando anular essa saudade com sorrisos,
Mas está difícil esconder tua ausência do coração
É quando o corpo sente essa necessidade de amar
E minha alma suspira baixinho tentando te encontrar
Vira tempestade, desarrumando todo o meu avesso
E eu! Eu chamo teu nome e finjo que você está aqui.
É que a saudade dói e, dói a ausência, dói a lembrança, dói saber que o passado não volta, que muita coisa virou memória nessa tênue linha que se resume a vida. E, o tempo tem sido o melhor remédio, às vezes quando ameaça doer demais, injeto uma dose extra de tempo, no corpo, no pensamento e no coração.
A distância entre nós não me faz deixar de te amar, simplesmente por que a saudade cuida para que esse sentimento continue a se desenvolver!
Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.
Quinta-feira fria, eu com saudades e cheia de ódio. Você distante e cheio de indiferença. Pois bem, eu espero, amanhã é sexta e o sol já vai sair!
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido. Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjetivo sobre o objetivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro.
Nota: Trecho de um texto do autor.
Sou triste porque existe a Distância.
A Distância me machuca porque existe a Saudade.
A Saudade é insuportável porque existe Você.
Você, que me faz chorar e sofrer porque não está aqui.
Não a vejo em carne mas te vejo em lembranças.
Não a tenho pra me abraçar mas abraço em pensamento.
Não posso te tocar.
Eu sei!!!
Mas você está sempre presente tocando meu coração.
Cansado das ausências e da saudade que me tortura o coração, meu corpo refugiou-se nos braços da solidão.
Saudade é o que eu sinto agora, saudade de quem foi embora, de quem está distante e demora pra voltar. E na distância o tempo é devagar.
Não é sempre que a ausência deixa saudades.
As vezes...
Ela deixa pedaços de vento, que atravessam os nossos silêncios.
A coisa mais assustadora sobre a distância é que você não sabe se vão sentir saudades suas ou te esquecer.
A distância física maltrata e faz doer de saudade. Mas a distância sentimental... Ah! Essa esfola e estraçalha o seu coração!
Saudade bateu...não tem jeito.
Uma música, lembra
O cheiro, lembra
A voz, lembra
A distância, lembra
A vontade, lembra
O sorriso, lembra
Um beijo, lembra
Uma palavra, lembra
A lembrança, lembra.
