Saudades de Quem Mora longe
Se eu tivesse o poder de escolher meus sonhos todas as noites, eu escolheria sonhar com você.
Talvez eu não tivesse tanta a necessidade da sua existência real.
Eles costumavam sentar-se juntos de frente para o mar, e por horas conversavam sem ver o tempo passar, enquanto a conversa fluía, eles gostavam de construir castelos no ar.
Algumas noites, deito-me com as lembranças, e em silêncio chamo por você.
Em outras, ouço os ecos passivos da saudade, chamando-o por seu nome.
É quando os nossos olhos se encontram, os nossos lábios se tocam e eu encontro os teus braços, que eu me sinto segura.
O que machuca entre idas e vindas é voltar sempre para a vida um do outro e se entregar mais do que o necessário e, ao recuar, perceber o quanto todas as vezes deixamos partes de nós no outro e o quanto do outro fica em nós.
Uma camisa com o seu perfume é suficiente para trazer de volta todas as memórias de quando estamos juntos.
Mas o conforto maior e a sensação de ter você por perto é o seu perfume, que permanece como um abraço invisível e caloroso em minha pele.
Às vezes, tudo o que faz falta
é um pouco de carinho um cuidado quieto, um gesto simples,
mas cheio de presença ao invés de fantasmas.
Hoje acordei com um desejo irresistível e um tanto peculiar: ouvir o ritmo acelerado de sua respiração ofegante, sussurrando segredos ao meu ouvido, aquela melodia íntima que só nós dois podemos ouvir.
Meus momentos preferidos são quando o meu abraço te alcança e me esqueço do peso dos dias que tivemos distantes
É estranho como algo tão pequeno, quase banal como uma mensagem ou ligação, pode interromper o colapso interno de alguém.
Inspiro-me...
Nas manhans em brumas,
das tardes de sois carmesins,
por trás de nuvens brancas.
Olhos que me vêem,
e pedem amor,
na espectativa da paz,
esperada de esperanças.
Quiçá!
No profundo silêncio,
da morna noite misterosa.
Procuro-te:
em sua árdua ausência!
A meu marido (memória)
Passado aquele...
O tão temido e arruinado passado
Tantas lembranças que tento apagar
Tantos atos que não ouso recordar
Quero apenas me livrar para não me arruinar
Não pensavas que me arrependerias tanto
De algo que fiz sem pensar
E lembrar agora me faz mudar
Quero novos rumos para tomar
Novas histórias para contar
Coisas novas para pensar
E quem sabe um dia essa dor aliviar
A culpa não vai passar
Mas não vou me condenar
Cada ato que fiz vai me melhorar
E me fazer pensar que tudo
Tudo um dia há de mudar
Inclusive as pessoas a me condenar
Aprenderes que todos um dia vão errar
E devem se perdoar por saber
Que a dor ensina a chorar
E que o tempo ensina a amar
nem sempre sentir basta no que nos basta de uma realidade . .
assim como o que nos basta nunca será a mesma realidade.
então apenas aconteceu . . existiu em um instante . . e foi foi no que não houve . . o esquecimento .
queria entender . . ou quem sabe, aceitar
desistir foi algo que me derrotou.
mas devo eu entender, que o que passou nem rastro bastou . .
nem desejo, nem vontade no olhar.
se foi ou se já vai . .
se basta ou se nada resta,
o que me interessa e que eu vejo que nada resta.
vou te ver e te querer como um conhecer,
e vou esquecer o desejo ou o sonho,
vou me perder no dia para que a noite sufocar o tudo que foi . .
só um sonho.
