Saudade Tio
Tenho saudade do meu pai, um herói. O que o passado tira de mim, o presente constrói.
Hoje me vejo igual o meu pai, um herói, me acho fraco e no fim a compaixão só me destrói.
Fomos amigos
Antes sorrisos, segredos e confiança,
Hoje, saudade,
Tristezas, lembranças.
O que o tempo nos fez, amigo?
Tirou-nos o brilho de um sonho imortal,
De uma amizade forte e fraternal,
Que jurávamos que nunca adormeceria.
O que o tempo nos fez, amigo.
Fomos ouvintes, confessos e secretos,
como cofres lacrados por dentro,
Servimos de apoio, conselheiros por natureza.
Hoje nem um alô, nem um aceno, nenhuma certeza.
O que o tempo nos fez amigo?
Tirou-nos toda beleza,
O brilho da amizade mais certeira.
E por quê? É o que pergunto, amigo.
Sou o mesmo,
Mesmo que em outro endereço,
Mesmo que com outro sorriso,
Sou o mesmo,
Aquele que sempre lhe quis bem,
Nas horas boas e de aflitos,
Em seus abraços, em seus conflitos;...
O que o tempo nos fez, amigo?
A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo.
A saudade, sentimento que impera entre as pessoas.
Sentimos saudades de centenas de coisas, seja da infância, do primeiro amor, do sorriso de um amigo, do primeiro beijjo.....da primeira vez....Sentimos saudades das pessoas que passaram em nossa vida seja por uma hora ou por dias.
Sentimos um saudosismo das pessoas que amamos e por algum motivo foi levada da nossa vida de uma forma tão brusca e inesperada que as lembranças sempre nos levam a imaginar como seria se elas estivessem conosco curtindo nossas vitórias e dando força para nossas perdas ou das pessoas que dizemos que odiamos, mas no fundo do fundo as amamos.
É pessoal a saudade é mesmo um sentimento único....Sempre que escuto uma musica lembro de algo, seja engraçado, critico, amoroso, triste ou magoado.
Sempre que vejo uma exposição sinto a arte e me lembro dos quadros que pintei na minha vida, das paisagens que me inclui e das cerimônias que um dia fingi ter vivido.
Sempre que leio uma poesia....me recordo dos livros que escrevi, das dores e amores que um dia perdi....me entrego de corpo e alma...me rasgo em pedaços cortando-me com essas lembranças e quando percebo estou de volta a vida mostrando que as lembranças sempre existiram.
Mas uma coisa é certa nossas lembranças sempre vêm como um filme....Quando passamos por aquele lugar especial.....Aquela rua onde passávamos dezenas de vezes, onde já brigamos e nos reconciliamos nossa mente reconstituí a cena, leva o pensamento longe, faz com que você flutue...vá de uma ponta a outra do mundo em questão de milésimos de segundos e você sente como se estivesse sendo alimentado...Alimentado de sonhos e acontecimentos.
A saudade é isso uma enxurrada de sentimentos, uma vontade louca de voltar no tempo e viver cada segundinho como se fosse eterno...Ter a situação de volta e errar novamente.... risosss....ou quem sabe fazer diferente!!!!!
É por isso que lhe digo meu amigo, viva o que tiver que viver como se fosse o último dia do mundo, fale o que tiver que falar como se sua voz fosse acabar e ame como não houvesse o amanhã para acordar....por que o que fica são as lembranças e a saudades do: EU VIVI !!!!
Não adianta se lamentar pelo que passou, apenas entenda que a saudade é a maior prova de que valeu a pena.
Saudade eu tenho do que não nos coube.
Não importa: a saudade arde. Mas serve para nos mostrar como o outro é importante. Serve para mostrar como pequenas coisas fazem falta. A saudade faz a gente prestar mais atenção no outro. E, principalmente, a saudade mostra o que é de verdade. Porque só os amores guerreiros sobrevivem ao tempo e à distância
Por ora a distância me sangra
por ora a saudade me mata,
mas por ora meu coração resiste
só por saber que você existe.
Nos braços da saudade
Acordei no meio da noite, sentindo um silêncio que pesava mais do que a escuridão.
Não era medo – ou talvez fosse, mas de um jeito diferente.
Um medo que não pede socorro, só escuta o eco do que já foi.
Fechei os olhos e vi você.
Seu abraço morava em mim, mesmo sem estar ali.
O tempo, teimoso, levou sua presença, mas não soube apagar o que ficou.
Porque amor de verdade não some, só muda de forma.
Vira cheiro no vento, calor no peito, voz na lembrança.
E mesmo quando a saudade aperta, há um consolo invisível
Que me embala como você fazia.
O passado não volta, mas sussurra.
E toda vez que a noite me encontra, eu escuto.
Fecho os olhos, respiro fundo
E me deixo levar por aquilo que nunca me deixou.
Para ela, que foi meu lar antes mesmo que eu entendesse o que era ter um.
Maldição
Maldito sejas o destino
e o tempo
Maldita seja a saudade
que não se pode matar
Malditas lembranças
que não se pode mais compartilhar
Malditos sejam os sonhos
que se tornaram impossíveis
Maldita seja a morte
que leva
Maldita seja a vida
que deixa
Eu já chorei de saudade, já fiquei com ódio por ser esquecido no meio da multidão de entre cinco pessoas – é, eu sei que multidão significa mais pessoas, só que pra quem vive na solidão, a sombra soma como companhia –, eu também já tive remorso por ter deixado pra trás algo que eu quis muito, algo que eu ainda queira e nunca terei. Já pedi á um colega pra ser meu amigo, pra uma ex-namorada também ser, e já recebi os mesmos pedidos, mas eu não tive a resposta tão esperada, e não respondo o mesmo. Meus amigos me deixaram parado lá atrás, e, se eu continuasse os esperando, eu ainda estaria por lá, mas não significa que eu os esqueci, não significa que eu não esteja os querendo perto, para rir, contar as novidades, chorar, e rir de novo do passado que tivemos e falar o velho clichê, bons tempos não é amigo? Tempos que não voltarão mais, tempos que nem daqui á quarenta anos teremos esquecido, e muito menos trarão de volta o presente que nos afastara. Um se foi por vontade de Deus, eu não o julgo mesmo tendo feito errado, e ainda sim, eu queria que ele estivesse aqui pra ver a minha vitória, porque ele deveria estar compartilhando comigo, -que Deus o tenha meu grande amigo, Yuri Gustavo-. Outros acho se foram porque quiseram, não ligam mais, não vão mais nos correios para enviar aquela carta com as fotos dos familiares no final do ano na cidade que a avó deles nasceram. Tem aqueles que se diziam meus amigos, esses sim, chegaram a me conquistar, ter uma parte de mim pra eles, mas não souberam cativar, -ninguém tem paciência quando se trata de mim-, mas que mesmo assim, eu não tenho paciência também, sinto raiva muito fácil, e tenho medo do abandono. Meus pais me abandonaram, meus irmãos me abandonaram, meus casos de amor, desistiram de mim, eu também desisti, e não me quero em muitas das vezes e em muitos lugares. Só não sinto pena de mim, mas ainda sim, me vigio pra não ter. Eu aprendi a viver na solidão, no escuro, no quarto vago á quem souber me deixar em paz. Eu me cuido, porque ninguém consegue, as vezes nem eu mesmo. Não corro mais atrás de amigos, de amores. Não peço abraço, muito menos beijo. Não cobro carinho, não desejo atenção. Sou carente, mas me sinto bem assim. Porque me acostumei, me acostumei tanto a viver assim, como optei, por querer que venham falar comigo e eu tratar bem quando, do que eu tentar contato e tratar indiferente, e brigar, xingar, chorar, e etc… Não quero desavenças, quero paz, a minha paz. Só, ou contigo. Porque eu tenho um anjo, e esse anjo me salva toda vez que volta, e esse anjo, tem nome, e se chama, saudade.
A cada final de semana a saudade aumenta aperta e angustia
a cada olhada de foto uma batida mais forte e um suspiro mais longo
a cada não recebido uma dorzinha como se ferisse o coração
a cada momento da vida aprendendo a te amar cada vez mais
