Saudade Desconhecido
Na certeza de dias melhores, vou caminhando... Passos lentos, cansados, exausta de andar, andar e andar e não chegar a lugar algum. Os olhos são como o rio a desaguar, a cabeça já não se aguenta de tanto pensar. A certeza de um futuro incerto é o que me resta. A certeza do caminho longo com destino desconhecido é o que me guia. E Deus? Uma hora me pegará no colo, como a mãe carrega seu filho que acabou de chegar ao mundo.
Pensamentos são como tarjas pretas: em moderação lhe trará paz e alívio. Em excesso será seu inferno e loucura.
O mundo não gira em torno d você; algumas coisas simplesmente acontecem e o que é lixo hoje, pode se tornar riqueza amanhã. Por isso, não desdenhe do desconhecido, já que dele nada sabe.
Amizade...
Faz-nos cometer erros
Os fracos deixam se ir abaixo
Os fortes erguem sempre a cabeça
os assim assim assumem-os
Para dar frutos, teve que ser árvore; para ser árvore, teve que ser tronco e folhas; para ser tronco e folhas, teve que germinar; e para germinar, teve que ser semente... Se não deu frutos, se não foi árvore, se não foi tronco e folhas, se não germinou... Houve, o mais importante, a intenção.
Perder o brilho
Não sabe o quanto é vergonhoso escrever isso... mas... é a única forma de eu ver
como estou. A única forma de me enchergar. Ver o que está se passando de uma forma organizada. Nem eu entendi muito bem isso mas... pufs!!
Ok
Não tenho idéia de como começou ou como surgiu, mas, na maioria das vezes começa por algum detalhe. Não sei qual é esse detalhe,
mas ele me chama muito a atenção. Não sei nem se são detalheS.
Começa do nada, é inevitável.
Pareço estar louca e obsessiva.
Vejo em todos os lugares.
Tenho ações involuntárias. Falo coisas involuntárias e bobas.
Escuto coisas a toda hora. Vejo a mesma coisa todas as horas. As lembranças, sonhos, pensamentos, sentimentos e ações são sempre os mesmos.
Não sei como explicar, não existe, mas existe. Sei que existe. Sinto comigo a todo momento, mas não é visível.
É uma coisa estranha e assustadora. É uma coisa quase perfeita.
Quando falarei? Quando sairei dessa situação?
De todas as formas tento fugir do que quero falar.
É tão simples. São só uma sequência de letras. Vai! Vai lá! É só escrever!
Mas, o que quero dizer é que, a todo momento, a toda hora, todo segundo,
Todos os instantinhos da minha vida tenho pensado, tenho imaginado a ideia de perder algo que não tenho.
Como posso perder algo que não está próximo? Algo desconhecido, algo que não existe.
Um sentimento muito egoísta que eu tento desprezar a todas as horas.
Novamente escureci e cobri de preto.
Gosto de você, como nunca gostei de outra pessoa.
Parece que cada vez mais, todo mundo se chama por esse nome agora. Seu nome está em todos os lugares. Parece que quase todas as mães em 1999 e em 2000 que estavam grávidas de meninos, tiveram a ideia de colocar esse bendito nome nos filhos. Tava na moda de certo. Lembro de você é claro quando ouço ou leio seu nome em qualquer lugar.
Fiz uma lista das coisas que gosto em você. Não deveria ter feito, mas vi uma das razões por gostar de você.
Odeio isso. Sei que o sentimento não é igual. Finjo tentar não olhar pra você.
Todos os dias, por menor que seja o tempo, você sempre invade minha cabeça e eu lembro que tenho mais um problema pra carregar.
Odeio aquela lista imbecil. Nunca vou mostrá-la pra ninguém. Queria apagá-la mas não consigo cada vez que leio de novo, é mais uma razão pra eu acrescentar mais uma coisa.
Não te conheço, não sei quem é você. Você é um desconhecido pra mim.
Estou escrevendo como se estivesse falando isso pra você. Pff... que merda.
"Algo perfeito, mas que não existe no mundo real, somente no mundo das ideias"
O tempo cura tudo...
Talvez eu seja louca.
Talvez eu ainda enlouqueça.
Talvez não é nada disso, é tudo da minha cabeça.
Talvez eu devesse seguir e esquecer.
Talvez, talvez e talvez...
Desconheço uma pessoa que conheço. Onde estarás? Encontrar-se-ia na estação do ano que repara, que hiberna, que alimenta o horizonte invisível. Metamorfosiando-se em algo do algo que almeja. Passam-se os dias, vem o vento intrépido sussurrando de mansinho no horizonte. Este horizonte vertical. Ora quente, ora gelado... Era o teor do vento que pairava ali. Um vento seco feito a flor do cacto. Espeta-me, me faz eclodir do rochedo o qual estara. O ponteiro do relógio mostrava-me que já estava em outra dimensão. O horizonte tomou forma, floresceu, bebeu da água dos deuses, virou uma rosa. Mas o desconhecido continua desconhecido. Por fim, desconheço-me!
Versos...
Gasto palavras para palavrear um pouco do meu interior
E do meu ser para que os leitores me entendam melhor,
E com maior profundidade o meu contexto, argumento, ideal
E também que entendam o verdadeiro poder do desconhecido real.
Na estrada que me leva há uma outra estrada que me faz ficar. Partir é apenas um modo de dizer. Eu só sei permanecer!
As vezes é no silêncio e na escuridão que encontramos as pequenas luzes da vida, quando abraçamos essa esperança, não a nada para deter nossa coragem de não temer o desconhecido, podemos dizer que essa luz é a uma pequena parcela da nossa fé.
O relógio anda para frente.
Perseguimos sonhos.
Vislumbramos o que desconhecemos.
E, por fim, tudo se transforma
em memória:
Informações armazenadas,
lembranças.
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