Saudade de quem já morreu
Eu costumava chamar de saudade. Hoje percebo que era apenas o nome mais fácil para algo que eu ainda não entendia. As pessoas que passaram pela minha vida não ficaram — e talvez nunca fossem feitas para ficar. Foram capítulos breves, lições rápidas, presenças que o tempo levou sem pedir licença.
As lembranças que desapareceram não foram injustas comigo. Só mostraram que aquilo já não me pertencia. E os amigos que se perderam no caminho revelaram uma verdade silenciosa: às vezes, a gente oferece mais do que recebe — e chama isso de amizade.
Dói admitir, mas existe um momento em que o vazio não é abandono. É início. Quando ninguém sobra ao nosso lado, sobra a chance de olhar para nós mesmos.
Então eu entendi: não era saudade. Era crescimento. Era a vida empurrando o que não fazia sentido.
E, no fim, fica uma descoberta simples e forte: algumas partidas não deixam falta — deixam espaço para a gente se reconstruir.
Cada coisa não dita gira e ecoa no vento. Cada grama de saudade destrói por dentro. Não quero mais fingir estar tudo bem, ou esconder a intensidade que avassala o peito. Há uma década meu maior desejo é apenas um.
O frio que congela engole o meu corpo e me lança ao abismo. Eu peço a luz que me deixe apagar. Que não seja preciso conhecer o inverno. Que a noite me leve, como vênus leva o sol. Se não há uma saída desse labirinto, que eu não precise mais caminhar nessa prisão.
- Marcela Lobato
Valorizem as pessoas enquanto há tempo, pois a saudade não é o suficiente para que elas voltem. Procurem, dê um abraço, digam que ama, antes que seja tarde demais.
Sinto saudade das nossas conversas,
daquelas que falavam de virtudes,
de escolhas, de amor dito sem pressa,
como quem ensina e aprende ao mesmo tempo.
Conversas que às vezes tinham sentido profundo,
às vezes nenhum rumo
e ainda assim eram tudo.
Porque não precisavam chegar a lugar algum
para valerem a pena.
O tempo passava distraído entre palavras,
e o mais importante nunca foi o assunto,
mas o estar junto,
o silêncio confortável entre uma frase e outra,
a presença que aquecia.
Hoje, a saudade não cobra respostas,
só guarda esse lugar bonito
onde conversar era uma forma de permanecer.
As palavras vão diminuindo e com elas o amor e a saudade, ate que um dia só vai restar a dor da alma essa vai demorar sair da cabeça. As palavras diminuem mas a "frequência, sempre vão soar como passa logo"...
"A saudade virou poesia; deixou de ser ausência física para tornar-se presença escrita! É como se esse papel fosse um ponto de encontro: você num quarto de motel, nossos corpos a suar, suas mãos a deslizar no meu corpo inteiro, sua boca em cada canto da minha pele. Eu, querendo você por inteiro, rezando para a hora não passar e o nosso momento mágico não acabar. Mal sabia que a hora passou, e tudo acabou! E agora estou aqui, contando essa saudade de amor.
Essa lembrança é de algo que ainda queima como fogo, uma daquelas saudades que a gente guarda no peito como um segredo. É o tipo de saudade mais perigosa e, ao mesmo tempo, a mais viva. Aquela que não precisa de ninguém por perto para incendiar o pensamento; basta fechar os olhos e o calor volta exatamente onde parou.
Manter esse fogo aceso ajuda a aliviar o peito ou só faz a vontade de reviver o momento aumentar ainda mais? Não sei, só sei que hoje está doendo; a saudade está maltratando demais da conta.
'Podemos não ter nosso final feliz', mas 'o nosso amor é eterno', independentemente de onde cada um esteja ou com quem esteja; uma dimensão onde nós seremos sempre um do outro."
Autora: Alessandra Santiago
Data: 13/03/26
Quantos esqueceram, ou guardam uma saudade incomensurável de coisa tão simples, tão delicada, por não dizer tão lúdica: passear pela natureza de mãos dadas com quem amamos, com o sorriso das flores, a bênção do sol e a felicidade no coração.
Prefiro sentir saudade
Prefiro sentir saudade
Do que ver você
Me ignorar.
Fingindo que sou
Apenas mais uma
Na multidão.
Que não sente
O mesmo que eu...
Esse amor tão intenso.
A saudade é
Imensa,
Eu sei...
Mas prefiro
A distância
Do que a certeza
De que prefere
Não lutar
E me esquecer.
Talvez, usando
Alguma
Mágica,
Que apague
Um amor verdadeiro.
Prefiro sentir saudade,
Mesmo que doa
E destrua os meus desejos.
Prefiro sentir saudade
A ter que vê-lo
Me dando as costas
Mais uma vez.
Saudade x Saudade
Acabei de vê-lo,
mas uma saudade
invade o meu peito…
como se algo fosse
sugado de dentro para fora,
se quebrando em mil pedaços.
Me pergunto
se ele sente o mesmo.
Nem sei se é isso que desejo,
pois não lhe quero mal algum.
E o que sinto agora
é quase inexplicável
de tão dolorido.
Quando estamos por perto,
nos completamos.
A falta dá lugar ao desejo,
e dele nasce o desespero.
Meu amado bebê,
Existe uma saudade em mim que não sei explicar.
Saudade do seu rosto que meus olhos nunca puderam ver,
saudade do som do seu coração que eu tanto queria ouvir,
saudade de um futuro inteiro que sonhei viver com você.
Mesmo por tão pouco tempo, você mudou tudo em mim.
No silêncio do meu ventre, eu já te amava, já conversava com você,
já imaginava seus olhos, seu sorriso, seus pequenos passos pelo mundo.
Você foi um pedacinho do céu que Deus me permitiu carregar dentro de mim.
E mesmo que nossos dias juntos tenham sido tão breves,
o amor que nasceu por você é eterno.
Há momentos em que fecho os olhos e imagino como teria sido te segurar,
sentir seu cheirinho, ouvir seu choro, ver você crescer.
Esses sonhos agora moram no lugar mais íntimo do meu coração.
Você existiu.
Você foi amado desde o primeiro instante.
E sempre será parte de mim.
Meu bebê, onde quer que você esteja,
saiba que existe uma mãe aqui na Terra
que carrega seu nome gravado na alma
e um amor por você que nunca vai acabar.
Com todo o amor do mundo,
da sua mamãe.
Penso em você,
e a saudade aperta meu peito.
Um vazio silencioso consome meu ser.
Roubaram o brilho do meu olhar,
meu sorriso já não sabe fingir alegria.
Até a luz cansou de morar em mim.
Falta-me o riso fácil,
falta-me o chão, o norte, o abrigo.
Falta-me aquilo que me fazia inteiro.
Estou incompleto desde que partiste,
caminhando em meio a metades e ausências,
vivendo sem a minha outra metade.
Você Precisa Seguir em Frente
Mesmo quando a saudade aperta o peito e as lembranças sussurram teu nome em silêncio, é preciso seguir em frente, pois o amor que sinto por você não se prende ao passado; ele vive em cada passo que dou, nas pequenas esperanças que florescem ao amanhecer, e mesmo que a distância tente separar nossos caminhos, carrego teu sorriso dentro do meu ser, teu abraço como abrigo e a certeza de que cada batida do meu coração é um eco daquilo que fomos e sempre seremos, eternos, mesmo que o tempo nos peça coragem para continuar.
Que eu devo seguir
Eu sinto sua falta como quem
sente o corpo falhar,
não é saudade bonita,
é ausência que pesa.
Quero você de volta,
mas não aquele que prometia,
quero o que ficou preso nas lembranças
e não soube ficar.
Dizem que o tempo cura,
que eu devo seguir,
mas ninguém ensina como
soltar quem virou casa.
Como se abandona o riso
que salvava dias ruins,
os planos sussurrados no escuro,
o amor que parecia verdade?
Às vezes te amo com raiva,
outras com silêncio.
O ódio é só defesa para
não chamar seu nome.
Doeu acreditar, doeu mais
perceber que alguns
“eu te amo” não tinham raiz.
Se te deixei ir,
não foi por falta de amor,
foi por excesso de dor.
Amar também é escolher sobreviver,
mesmo que a escolha que fique
seja a que mais machuca.
Não há nada de errado na saudade, na flor, no silêncio e na dor. O erro está na ausência do meu amor.
Saudade da 88
Um suspiro, e a lembrança da goiabeira — aquela cujas folhas secas forravam o chão do quintal, enquanto apenas o brilho da lua e das estrelas testemunhava a magia do amor. Lentamente, em esteira, a mente do ontem e as lembranças invadem, sem pedir licença, o meu hoje. Saudade da 88!
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