Saudade de quem Ama
O karma disse uma vez:
" "Você amará quem não te ama, por não ter valorizado quem te amou."
-Anônimo
Oito de setembro
Adorar um deus que exige sacrifícios é como pagar proteção para a máfia: você não o ama, você só tem medo que ele quebre as suas pernas.
A humanidade é a única espécie capaz de amar e destruir o que ama, e ainda chamar isso de progresso.
O niilista não se mata porque, no fundo, ama demais a vida para abrir mão do sofrimento que o define.
Se você ama o psicopata por ser seu "próximo", você se torna o cúmplice silencioso e assim ajuda a causar mais vítimas.
Como alguém pode provar que ama o mundo inteiro? É impossível. Essa universalização CRISTÃ forçada estraga o conceito: se sou obrigado a amar meu inimigo da mesma forma que amo meu irmão, então esse amor não vale absolutamente nada!
Se alguém sofre eternamente no paraíso ao lembrar dos que ama condenados ao inferno, então o paraíso revela sua contradição: não há apenas um inferno, mas dois.
É tão triste precisar dar tchau para alguém que a gente ama.
Principalmente quando o coração ainda sente, quando a presença daquela pessoa ainda mora em algum lugar dentro da gente.
Mas existe uma coisa dolorosa que a gente precisa aceitar: não existe força no mundo capaz de segurar alguém que escolheu partir. E também não existe maneira de fazer alguém enxergar a gente com os mesmos olhos que enxergamos essa pessoa.
Cada um sente de uma forma. Cada um enxerga através da própria história.
Às vezes, a gente ama alguém simplesmente pelo fato daquela pessoa existir. E existem sentimentos tão grandes que as palavras ficam pequenas demais para explicar.
O mais difícil é entender que não podemos criar expectativas sobre o coração do outro. Não podemos exigir que alguém sinta aquilo que sentimos.
Às vezes eu queria apertar uma tecla e apagar tudo. Apagar a saudade, apagar o amor, apagar aquilo que insiste em permanecer.
Mas sentimento não é uma tecla de delete.
Algumas coisas precisam apenas ser sentidas até que, aos poucos, encontrem o seu lugar dentro da gente.
Eu queria que acabasse logo. Queria que fosse mais fácil. Mas eu também entendo que não posso acelerar o tempo do meu próprio coração.
Não vou fingir que não sinto. Não vou lutar contra algo que existe dentro de mim.
É como estar em um barco no meio do mar, deixando as águas conduzirem o caminho.
Mas estar à deriva não significa estar esperando alguém voltar.
Significa apenas que eu parei de lutar contra o movimento das ondas e comecei a confiar que, em algum momento, elas vão me levar para um lugar onde eu consiga respirar novamente. Ou deixar que alguém entre no meu barco e reme junto comigo pra um novo lugar. A vida me força sempre e tomar decisões, e lutar o tempo todo contra tudo aquilo que te põe pra baixo, lutar contra suas sombras, uma hora a luz chega.
Nunca irei dar meu leme para alguém dizer qual direção eu tenha que tomar, mas sim, posso deixar alguém me ajudar. Às vezes, amar alguém também é aprender a soltar. Não porque o amor acabou, mas porque entendemos que ninguém muda pela força do nosso sentimento. Eu posso amar.
Há um risco, às vezes muito sutil, na romantização dos problemas: aprender a amá-los.
E se é notório que, para alcançar uma Graça, precisamos antes reconhecer a necessidade dela e pedi-la com sinceridade…
Como poderá o Filho do Homem libertar-nos de um fardo que cultivamos, romantizamos e até passamos a chamar de nosso?
Há dores que não nos abandonam, não porque Deus as conserve, mas porque nós as acariciamos como lembranças de estimação.
Há feridas que já não sangram como antes, mas que insistimos em reabri-las, como quem visita um túmulo com flores demais.
O Céu não invade o território onde o coração ainda se acomoda no cárcere das próprias paixões.
E, talvez por isso, certas Graças tardem: porque ainda chamamos de amor, o que, na verdade, é prisão com perfume de afeto.
O doce perfume da prisão não apenas exala o bom cheiro — ele também aprisiona.
Tudo em nós é janeiro
para colocar do jeito
que a gente ama e quer,
Não vejo a hora de te ver,
aqui em Santa Catarina
O Angico jacaré está
em florescimento,
O meu coração derretido
forte está batendo,
Querendo viver de amor
o tempo todo com você.
Não quero saber
onde você nasceu,
Se ama de verdade
o meu país ---
eu amo o seu.
Se vem até o meu
país em paz,
Com paz retribuirei:
Amar o meu país
é a minha Lei.
O meu país não
é seu, ele é nosso;
Trate bem dele
como não se
houvesse outro.
Porque se você
se sente brasileiro,
Para mim você
assim nasceu,
e é irmão meu.
Ele ama a Allah e ao povo
mais que à própria vida;
nele habita toda a poesia
que a minha inteira suspira,
de uma maneira invicta,
fazendo das palavras
a maior e mais fina joalheria.
Filho do cemitério dos impérios,
que vivo tentando sempre
decifrar em seus versos
os mais profundos mistérios,
como se passasse a noite
sob as estrelas majestosas
no ponto mais alto de Cabul.
Ele é todo feito de paz,
e não foge da guerra;
ele tem alma de primavera
que embelez a minha
e não conheço outro poeta
que ame mais a própria terra,
e sem que ele saiba, até que existo
toda a sua poesia sempre me empresta.
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