Saudade de Filho que Estuda Fora
Quando alguém te tentar enganar, comunica o erro, regista o ocorrido e ajusta a distância.
©07 mar.1999 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Hoje faz exatamente 5 dias que perdi meu filho... Eu presenciei a morte, pois vi meu filho parar de respirar. Até então me pareço uma pedra, parece que minha vida virou de ponta-cabeça.
Estou muito cansada da vida...
"Em qualquer família, seja com filhos ou parceiros, heterossexuais ou homoafetivos, o diálogo constante, aliado à escuta ativa e à atenção plena, é a prática que transforma simples convivência em verdadeira compreensão; é o compromisso ético de reconhecer o outro em sua singularidade, cultivar empatia e fortalecer laços que não apenas sustentam a rotina, mas edificam a harmonia, a confiança e o respeito mútuo que tornam a vida em comum realmente significativa."
Me dê um filho com sua face, que eu lhe ensinarei a amar alguém assim como eu lhe amei. Me dê um filho com o seu sorriso para o mundo saber por qual motivo eu escolhi você. Quero ser sua escolhida também, te amar, te apoiar, fazer de você uma pessoa feliz.
Eu sei que sou uma pessoa ruim, mas, sem você, já fui pior. Se eu esqueci de mim, foi pra lembrar de nós, de nós sentados na calçada conversando sobre vãrios assuntos. Veejo a beleza da lua em seus traços, o brilho das estrelas no seu olhar.
Seria covardia sua me deixar, pois desaprendi a passar os dias sem você. Quando te vejo, meu sorriso desiste de se esconder e volta a aparecer...
Tem coisa que corta mais do que faca: é o silêncio de um filho que vira as costas.
O pai e a mãe não são perfeitos, carregam falhas, dores e até escolhas difíceis… mas o coração deles sempre guardou cuidado. Sempre consultaram, sempre tentaram, mesmo do jeito deles.
E o tempo mostra: não é o erro que pesa mais, é a ingratidão. Porque pai e mãe não são eternos, mas a ausência do amor dos filhos pode se tornar um vazio que nenhuma lembrança cura.
Quem entende, entende. Às vezes, a lição não é sobre o que os pais fizeram ou deixaram de fazer… mas sobre o que os filhos decidem não fazer: honrar.
— Purificação ✍️
Virar as costas para pai e mãe é mais que distância: é ingratidão, é abandono, é esquecer de onde veio.
E quem planta abandono, colhe vazio.
— Purificação ✍️
"Ela não quer distância quando está triste. Ela quer você por perto, firme e tranquilo, dizendo sem palavras: 'Eu estou aqui'."
"Castigar um filho com vara não é disciplina, é violência que deixa cicatrizes psicológicas — aumentando risco de ansiedade, depressão, agressividade, baixa autoestima, perturbações do apego e prejuízos cognitivos e comportamentais ao longo da vida — e por isso, além de ser eticamente reprovável, o Brasil sancionou a chamada “Lei da Palmada” (Lei nº 13.010/2014) para proibí‑la e orientar medidas educativas e de proteção; a evidência científica é clara: punição corporal não educa, só perpetua o ciclo da violência e compromete o desenvolvimento infantil. "
Uma mentira rasgou o céu,
e entre o som do trovão e o silêncio dos deuses,
a distância entre o divino e o humano aumentou.
A mentira, filha da cobiça e irmã da vaidade,
ergueu muralhas onde antes havia pontes,
e transformou o diálogo em ruído,
a confiança em cinza.
Por uma mentira, o homem empunhou a espada,
feriu seu irmão e justificou sua dor com falsos ideais.
Por uma mentira, destruiu-se o amor,
e o que era puro se manchou de desconfiança.
A mentira não fala, ela sussurra.
Não aparece, ela se disfarça.
Entra pelos ouvidos,
cega os olhos,
endurece o coração.
E o homem, ignorante de si mesmo,
passa a venerar o engano como virtude,
e a verdade como ameaça.
Rende culto ao disfarce,
e chama de esperteza o que é apenas ruína.
Mas o que é o sábio senão aquele
que aprende com a própria frustração?
Aquele que, cansado de esperar virtude nos outros,
decide manter a sua própria,
mesmo que o mundo inteiro se perca em mentiras.
Pois quem mente destrói o outro uma vez,
mas quem se deixa corromper pela mentira
se destrói a cada amanhecer.
E assim compreendo:
não é errado esperar a verdade
errado é desistir dela.
Coordenação divina
Meu filho, a este nível pouquíssimos chegam. A Minha coordenação sobre vós é exercida quando vós, crentes em Mim, entregais tudo nas Minhas mãos. Abdicais do vosso ego, abdicais totalmente de vós para fazer a Minha obra. Só Eu, como vosso Pai, aceito tal submissão e tal ação por vós a Mim, quando percebo que o vosso coração revela pureza, quando a vossa atitude perante a vida é nobre.
Quando vós não julgais, quando vós ajudais o próximo a crescer. Sabeis bem, meu filho, que não podeis viver sem Mim.
Meus filhos, para que encontrem plena paz na vida, vós precisais de Mim.
Sabei que coordenação divina é aquela que vem de Mim, aquela que vos endireita e vos faz agir da forma mais justa, viva e mais poderosa em paz, harmonia, justiça e união entre irmãos.
Aceitando a Minha coordenação, e solicitando-a, vós endireitareis as vossas vidas e encontrareis, nos Meus caminhos, a paz aos vossos corações que tanto necessitais.
Enriquecimento interior
Meu filho, o enriquecimento interior é trabalhado quando te inspiras em Mim, quando sentes que precisas de Mim para te preencher, para te encher de paz, de iluminação interior, de luz.
Quem Me procura imitar e opta por uma vida de perdão e oração pelo próximo sempre se aproxima de Mim.
Sabes, meu filho, a vida tem obstáculos para que vós, crentes em Mim, sejais postos à prova, pois sem desafios e provas ninguém cresce enquanto pessoa nem enquanto crente.
Meu filho, quero que saibas que, apesar dos teus problemas, nunca te abandono; estou aqui, do teu lado, para te ouvir e te escutar. Enriquece em Mim, meu filho, para que possas sentir paz. A Minha palavra te alimenta, a Minha palavra te preenche, pois só ela é verdadeira, só ela preenche, na perfeição, a tua vida.
Busca mais de Mim, meu filho, porque quem busca de Mim é verdadeiramente saciado.
É verdadeiramente vivido em Mim.
Nós, filhos do silêncio emocional, crescemos com a alma ferida antes mesmo de entender o que era o amor.
Aprendemos que chorar não muda nada, que o colo não vem, que o abraço esperado não chega.
E então nos tornamos mestres em esconder a dor — empurrando-a para o canto mais escuro do peito, onde ninguém ousa tocar.
A falta de afeto se torna um buraco que tenta ser preenchido de qualquer forma.
Transformamos o corpo em linguagem, o desejo em refúgio, e o toque em anestesia.
A sexualização vira um disfarce bonito para um desespero mudo.
Ser desejado é, por um instante, sentir-se acolhido — mesmo que seja mentira, mesmo que doa depois.
Mas o tempo revela o engano.
Na vida adulta, o espelho devolve o rosto de quem tentou ser tudo, menos ele mesmo.
Percebemos que moldamos nossos caminhos para caber no amor do outro, para sermos vistos, aceitos, amados — e que, no fim, seguimos sozinhos.
O afeto negado na infância cria adultos que sangram por dentro e sorriem por fora.
Carregamos a morte simbólica daquilo que poderia ter sido: o eu verdadeiro, o amor simples, o pertencimento.
E então, quando a vida perde o sentido, resta apenas o entendimento.
Não o perdão, não a paz — mas a consciência de quem nos tornamos.
E talvez, dentro desse reconhecimento amargo, exista o primeiro passo da cura
Longe
Levo cada passo nesse caminho
Onde navego na grandeza
Extensão da distância que anseio chegar.
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