Saudade Apaixonado

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Saudade é uma vizinha bisbilhoteira.

Saudade tem verbo conjugado em silêncio.

Se explique pra sua saudade,
O que você fez com sua verdade,
Quando tive interesse em te fazer perguntas.

A saudade e sua mania,
De não tirar folga aos domingos.

Cuidado,
Tem livramento que se veste de saudade,
pra te confundir.

Saudade mal sentida,
Incomoda igual um espinho que não sabemos onde está.

Eles são apontados pela cidade,
Dois cumplices de um crime,
Mataram juntos a saudade.

Não tente ser a todo tempo a flor, seja um pouco saudade.

Ah, meu Deus! Por onde ela anda agora, será que ela está como eu, numa saudade só.

A lua some, e eu sofro. Ficar perto dela virou meu vício, minha mania de saudade.

Minha casa eu construí com tijolos de saudade; entre, eu sou a felicidade.

Essa saudade não pode ser normal…

Amar profundamente é carregar uma saudade que não cobra nada, um sentimento que prefere a dor da ausência à facilidade do esquecimento.

Não espere uma mãe virar saudade para transformar ausência em homenagem.

⁠Considero a saudade como uma faca de dois gumes, já que ao mesmo tempo que nos traz aquele sentimento nostálgico de um momento feliz, pode nos trazer a tristeza por não podermos mais vivenciá-lo, entretanto, melhor focarmos nas boas lembranças e seguirmos.

A Saudade e O Legado — A Vida Que Se Foi
e O Amor Que Permanece.

Homem respeitado, benquisto, abençoado e amado; esposo, pai, amigo e avô entre outras faces de alguém honrado certamente inesquecível de acordo com amigos, familiares e todos aqueles que tiveram a oportunidade de estar, pelo menos um pouco, ao seu lado. Mesmo com a idade avançada, era cheio de jovialidade; a sua família foi o maior legado que deixou e agora ela será a sua continuidade; assim, o amor dele permanece e deixa saudades. A sua vida foi uma bênção do Senhor, a razão de muitas felicidades.

Muito mais do que uma saudade: O Riso que não foi Silenciado

Na sua face gentil, eu via o seu sorriso amável e ouvia a sua risada mais gostosa — poderosa a ponto de a passagem do tempo e as dificuldades da vida não serem capazes de silenciar, nem de ofuscar o seu brilho; um exímio exemplo do que é perseverar.

A idade avançada não tirava o seu riso de criança; os seus olhos quase fechavam para acompanhar as curvas da sua felicidade, aquele entusiasmo típico da infância, da época que qualquer bom momento virava um espetáculo, independentemente das circunstâncias.

Quando me vem à lembrança a sua presença, parece que está ao meu lado toda risonha, emitindo aquela sonoridade de sempre, repleta de amor e espontaneidade, que continuará contribuindo para a minha perseverança, muito mais do que uma saudade.

Por tanto bem, agradecer a Deus é inevitável e é o mínimo que posso fazer por ter colocado uma pessoa tão imprescindível, incomparável para enriquecer os meus dias e fortalecer o meu ânimo cansado durante momentos simples de alegrias; então, o meu riso também não será silenciado.

Ontem a saudade bateu forte.
Meu pai era completamente sem noção de fuso horário, e fazia questão de ser sempre o primeiro a ligar para dar parabéns quando alguém lá de casa fazia aniversário.
Às vezes, o telefone tocava às 5 da manhã, e eu atendia achando que alguém tivesse morrido.
E ele, do outro lado, como se fosse a hora mais normal do mundo.
Ontem foi a primeira comemoração de aniversário na família desde que ele partiu.
E pela primeira vez, aquela ligação inconveniente, mas tão carinhosa, não veio.
O dia amanheceu diferente, incompleto.
Faltou alguma coisa.
Ou melhor... faltou alguém.

Nem toda distância gera saudade. Algumas geram paz.
Às vezes, só percebemos o peso de uma relação quando nos afastamos dela.
Enquanto estamos envolvidos, confundimos costume com necessidade, apego com amor e sofrimento com o preço de manter alguém por perto.
Nem toda ausência dói. Algumas curam, silenciam conflitos e devolvem a leveza que havíamos perdido.
E então percebemos que aquilo que parecia saudade era, muitas vezes, apego ao que desejávamos que aquela relação fosse.
Quando a distância traz mais tranquilidade do que vazio, ela também traz uma resposta: talvez você não sinta falta da pessoa, mas alívio por não precisar mais sobreviver ao que julgava indispensável.
Há despedidas que partem o coração. E há distâncias que, aos poucos, o colocam de volta no lugar.

É na saudade e na solidão


É na saudade e na solidão
que os silêncios, pouco sábios,
se escondem entre cartas sem retorno,
perdidas no tempo, vencidas pelo abandono...
Cartas que só vão.
Quando o beijo se faz sem lábios
e a mão procura o que não alcança,
a alma, cansada, sussurra baixinho:
“É chegada a hora da mudança, siga por este mundo perdido... não pare suas andanças”
Hora de vestir a prontidão,
de abandonar esta dimensão
tão bela, árdua, sinuosa e torta,
onde cada chegada anuncia uma porta.
É hora de encontros, de ir embora,
de deixar cair o peso do agora,
sem promessas, sem prêmios, sem donos,
pois a vida oferece apenas os seus insones sonhos.
E, quando o último suspiro se acalma,
que não haja medo, nem demora:
somente a entrada suave de uma alma
noutro mundo, noutra esfera,
onde a saudade já não chora
e a solidão, enfim, não espera...
Já sabe que tudo foi um dia... tudo era...
Sempre por eras e eras.