São Tomé
Eu erro e olho de novo, mais uma vez para ver o que poderia ser diferente. Quando pequena minha mãe tentou comprar uma fantasia da Mulher Maravilha e adivinhem caiu... muito magra...eu fiquei tão triste e acabei ganhando um lindo maiô branco com frufru e uma bermuda, descobri naquele momento que eu não poderia ser a Mulher Maravilha... sou como todos os outros mortais...
Pequenas coisas, falas, gestos fazem toda a diferença.
Se eu falhar me avise, eu ouço, mas não permita que deixe de lhe admirar, que eu fique muito decepcionada, que eu reconsidere muito, porque nada é vão.
Tudo não é nada muitas vezes e eu posso não ser nada para alguns, eu posso me permitir ouvir qualquer coisa, porém nem sempre isso acontece.
Uma coisa tão boba para uns pode não ser para outros, eu estou chateada, mas eu vou olhar de novo... mais uma vez, porque as pessoas nos surpreendem e podem errar em seus conceitos.
Dizem que quem acha é porque não sabe, então eu sei a que vim e porque vim.
Sou nebulosa, não falo tudo o que penso, aprendi na vida e com a vida que as palavras não tem volta, elas podem ser ditas em brincadeira, mas como analista digo que toda palavra tem seu efeito, então é preciso pensar... você pode magoar um amigo, um amor, um qualquer, ou um desqualquer.
Pense, pois pensar não custa muito, mas falar coisas desnecessárias... pode custar bem mais.
Vivemos como se o infinito estivesse ali bem do nosso lado
Que os sonhos podem nos esperar
Que tudo vai ser lindo sempre
Mentira
As coisas são finitas
Os sonhos não nos esperam
A vida nos pede emergência
Em nossas atitudes
Em nosso zelo
Em tudo o que podemos fazer
Não preciso dizer que as coisas mudam
Que a roda não deixa de girar
E que nós somos pequenos e só podemos nos tornar grandes
Quando somos capazes de lidar com o nosso destino
Com a fortaleza que existe em nós
Com as adversidades e com os "nãos" que ouvimos
E mesmo que tudo seja tão duro e complicado
Somos felizes
Porque somos escolhidos para todos os dias vivenciarmos a vida
Sim, viver é o nosso presente e o futuro, apenas o laço de fita vermelho.
12-12-11
Deixe-me ser quem eu quiser
Porque sou além da minha vontade ou da sua
Sou feita de barro, de pedras, de diamantes, de pó
Não tenho isenções, só imaginações
Tenho sonhos, sou menina, sou leviana, sou mais do que você possa imaginar
Não me atenho a rótulos, faço coisas duvidosas, coisas que ninguém faria
Não tenho medo de provocações, se choro, minhas lágrimas secam com o vento
O frio não sinto, não sou feita de metades
Sou inteira com elevações, contradições, alienações e ações
O que pensam, eu realizo
Não duvido de mim
Não duvido mesmo."
14-12-2011.
Tem gente que insiste em não desenvolver. Pensa que a vida pode ser pra sempre aquele mundinho minimo de coisas só suas. Um egoismo que impede de enxergar pra frente e ver o mundo como ele realmente é.
Há na vida da gente, coisas inexplicáveis, que por mais inexplicáveis, você para, pensa, bate a cabeça tentando entender. Mas no fim, bem no finzinho mesmo, por pior ou melhor que seja, a gente sabe que não cabe a nós entender.
Que não cabe a nós julgar, e muitas vezes, mesmo tendo o poder, não cabe a nós tentar mudar o que já foi feito.
Se não temos o controle de nossa própria vida, porque tirarmos o controle de uma outra.
Observe quando puder, as marcas que o tempo deixa no rosto das pessoas que te cercam, as vezes se bem analisada você perceberá a intensidade com que tristezas ou alegrias passaram pela vida desta pessoa, pois os traços hoje existentes, são consequências de uma vida inteira que de alguma forma você não conhece, porque você não estava lá, não viveu aquilo.
Quando for verdadeiro, um passará a ser para o outro o mesmo que para si mesmo, viver dentro da pessoa amada, saber medos, anseios e sonhos só pelo olhar.
Olhem o nascer do Sol, os raios solares se propagando em meio as nuvens e o Céu azul estão querendo te dizer que o dia vai ser bom. Acredite.
A verdade é que muita gente procura alguém pra se apaixonar de verdade e no fim perde, por medo, medo de se machucar, medo de ser ferido.
O que ninguém sabe é que essa dor que a paixão causa é o que deixa acesa dentro de cada um aquela vontade, vontade de querer, vontade de fazer e ser.
Vontade de algo lindo e desconhecido.
O fato de pegar estrada todos os dias pela manhã não torna minha vida monótona, só me faz acreditar que meu mundo é mínimo a partir da imensidão do céu e que qualquer bobagem é pouco pra felicidade que me espera.
Hoje poderia ser um daqueles dias, que a gente acorda com frio e um pouquinho de dor de garganta, então a gente dorme até alguém vir e cuidar da gente, a diferença é que hoje você acordou com frio e com dor de garganta mas levantou pra ir trabalhar e lá ninguém cuidou de você
O café do terreiro pela manhã cheirava a canela, e o vento que batia em meu rosto só conseguia chacoalhar uma folha da bananeira que estava acima de mim, e parecia-me uma mão dando aquele tchau triste quando alguém parte.
Ainda não sei se existe de fato a partida. Prefiro não saber.
Vivo me perguntando como conseguirei pôr para fora a explosão complexa de sentimentos ilógicos que se expande dentro de mim com a velocidade da luz.
Mas logo esqueço, passa. As felicidades do dia a dia me dão a ilusão de que tudo está como deveria estar, a ilusão de que por mais imperfeito o erro ainda assim haveria conserto.
Quando esqueço a dor fica como se eu o houvesse esquecido também, mas no contexto esquecê-lo é como esquecer a mim, e só me lembro de tudo que é bom, do que foi bom, e penso que o perdão já foi concedido, mas não.
Assim como vivo ele, acredito que o contrário era pra ser feito, não necessariamente, não como um forma de cobrança, somente naquele inconsciente chato que pensa que tudo sabe e me faz ser esse ser insensato vez em quando.
No fim te amo, e tudo gira em torno desse simples sentimento que confunde o que eu sou com o que quero ser pra você.
Talvez se todos tivessemos ainda o coração dos tempos de criança, perdoar seria um passo tão curto que todos conseguiriamos dar.
Minha mente é uma fusão de ritmos, uma confusão de músicas, que faz meu coração acelerar e desacelerar na frequencia de uma paixão inesperada por algo desconhecido.
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