Sair de Casa

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Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.

Amazônia oriental...



"Eu sou a casa dos elementos orgânicos
Um templo de vida, onde a natureza se manifesta
As árvores da Amazônia, são minhas vigas e pilares
E as flores silvestres, são minhas cores e texturas


Meu coração é a floresta, onde a vida pulsa
E minha alma, é o rio que flui, sem pausa
A Amazônia Oriental, é minha musa e inspiração
E as 100 obras, são o meu destino, minha missão


Eu sou a casa dos elementos orgânicos
Um espaço sagrado, onde a criatividade se expressa
Meu pincel são as sementes coletadas é a chuva, que rega a terra são minhas telas retratando as manifestações.
E minhas cores, são as cores da floresta, vivas e intensas


Eu sou a casa dos elementos orgânicos
E as 100 obras, são o meu legado, minha herança
Um testemunho da beleza, da natureza que me inspira
E da paixão que me move, sem parar, sem pausa" Leila Boás 05/12/2025

Desisto de Entender

Grito na letra e choro na voz
A tristeza e eu
Uma casa que cabe só nós
Peito pequeno que sente muito
Garganta forte que engole o mundo

Meu estômago nem sabe o que é sabor
Mastigo a realidade e engulo o horror
Ah, mundo triste, mundo estranho
Quanto mais eu corro de ti
Em ti, mais e mais eu me entranho

E é real o sentir e o ver
E é o que me dá medo o saber
Quando sei que sei, entendo o nada
Quando o nada me toma, eu sei de tudo

Vivendo sem entender o motivo do passar
Passando sem entender a razão do viver
Vivo e passando sem ter o que entender

Cheio de vazio, lotado de espaço
Cuidando fielmente do meu próprio descaso

E logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André com Tiago e João.
E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela.
Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a deixou, e servia-os.

Bíblia Sagrada
Marcos 1:29-31.

Se alimentar, em pé.
Fazer leitura, com livro. De que forma? Em pé.
Arrumar a casa, em pé.
Para varrer com a vassoura,
precisa estar de pé.
Não dá para varrer, sentado(a).
Passar pano,com produto de limpeza.
Cozinhar perto do fogão, em pé.

Existe uma casa, para eu morar.
Existe um lugar, para eu dormir.
Existe um lugar;
para me proteger da chuva,
do sol,
e do frio.
Existe uma comida e
uma bebida,
que me dá vida.
Existe movimento, no meu corpo.
Um dia eu nasci,
eu vivo,
sei que vou morrer um dia.
Eu fui no Hospital,
lá existe gente que trabalha.
Fico feliz, com o pouco.
Durmo, e acordo.
O tempo passa.
Vejo terra, no chão.
Vejo montanha.
Eu estava em um lugar, fui para outro.
O carro, precisou consertar.

cesta de frutas podres

nesta casa escura não há luz,

não há nada que faça ser menos tétrico,

nem aquela vela acessa
no altar parecendo um cemitério,

me peguei olhando seu retrato guardado no fundo da minha gaveta,

me peguei pensando em suas risadas e de como eram arteiras,

nesta casa não há luz,

não há nada que faça ser menos triste.

essa cesta de frutas podres chamam moscas,

me lembrando que estamos aqui mofando tem mais de um ontem.

muitos ontens se passaram me fazendo perder a cabeça,

a cabeça está perdida e minha fé está cegueta,

nenhum maço de cigarro inteiro reanima meus pulmões,

nenhuma vela acessa pode consertar esses corações,

não há luz,

não há fé,

não há mente e nem você.

já foram ontens desgastados, arrastados, cessados e enterrados,
a terra que os guarda é vermelha.

não tem casa nem cesta,

não tem fruta nem vela,

não tem nada que acenda a alegria que nos falta,

só ah melancolia

e uma cesta de frutas podres.

Onde não me encontro


Tem horas que eu me procuro aqui dentro e parece que a casa está vazia. Bato na porta, chamo meu nome, mas o que volta é só um silêncio estranho, um eco de nada.


Dá um desespero bobo, um sem sentido, de não saber se sou eu que estou sentindo ou se a vida está só passando por mim enquanto eu fico aqui, parado, testando se eu existo de verdade.


É como se eu fosse um rascunho de alguém, uma vontade de ser que não se concretiza. Não sei se sou, não sei se sequer estou aqui, dentro de mim.

A minha história dr






A luz da manhã entrava pela fresta da cortina,da sua casa, mas para Heitor, o sol parecia um intruso.
Era muito cedo ainda.


No fim da tarde ele foi para a festa junina que tinha na escola onde ele estudava, colégio Rocha Marmo


Ele de repente, saiu da festa, ainda ia ter a quadrilha, festa junina.


Ele sai e vai a direção de sua casa, mecanicamente.
E de repente na calçada , próximo da sua casa, uma menina veio rodopiando, e trombou com ele, os dois ficaram caído no chão, ele com cabelo cheio com topete, com um olhar, olha para ela... Vou o tempo voou, e chagamos nessa história.


*Minha história doutor*


O delegado acendeu um cigarro, a fumaça subindo lenta como a névoa daquela tarde de 1980.
Diante dele, o homem de mãos trêmulas começou a desenhar o passado no ar.
— Tudo começou com um rodopio, doutor. Eu era jovem, a música do Elvis e Beatles ecoava em cada esquina, e eu vinha do meu colégio e ela veio girando pela calçada
Foi quando ela trombou em mim e eu nela. Maria. O olhar dela me paralisou, foi um relâmpago em céu aberto.
Mas o destino é um roteirista cruel.
O tempo passou e ela se casou com outro.
Um homem que a comprava com joias, caixas de bombons finos e promessas de seda.
Eu virei apenas uma lembrança de calçada.
Anos depois, o reencontro. O rosto dela estava marcado pelo tempo, os cabelos, antes longos e castanhos, agora curtos e grisalhos. Ela me olhou com medo e perguntou: "Você ainda me ama?
Não sou mais aquela menina."
Eu respondi com a alma: "Maria, eu te amaria sem braços, sem pernas. Eu te amo de qualquer jeito, em qualquer carcaça que a vida te der."


Nós nos demos uma chance.
Mas o drama, doutor, gosta de se esconder nos detalhes.
Uma amiga dela pediu um presente... um desses brinquedos, um "coelhinho" para prazer solitário.
Eu aceitei, achei que era apenas curiosidade feminina.
Mas a amiga começou a cercar, a enviar mensagens, a simular uma intimidade que me dava calafrios.
Eu avisei Maria. Ela ria, dizia que eu era louco: "Eu gosto de homem, meu amor. Não gosto de mulher.
Nunca tive um homem que me satisfizesse como você, seu corpo é o meu porto."
Eu acreditei.
Eu a amava com a força de um furacão.
Até que o silêncio da casa se tornou pesado. Eu descobri a verdade, doutor.
Ela cedeu.
Deitou-se com a amiga. Trocaram beijos de línguas, segredos que eram só meus.
Ali, meu orgulho de homem ruiu.
Se fosse um outro homem, eu entenderia... o coração é terra de ninguém.
Mas ser trocado por uma mulher? Ser traído por quem dizia que eu era o único?
O perdão morreu ali.
O amor, que era construção, virou demolição.
Essa é a minha história,dr delegado.
Eu a amei tanto que não sobrou nada de mim.
Por isso eu matei a Maria.
Matei o único amor da minha vida porque não suportei ver que o nosso "pra sempre" tinha sido entregue a mãos que eu nunca imaginei.
O homem baixou a cabeça, o silêncio na delegacia era agora o único som que restava de um filme que terminou em tragédia.






Segundo ato.




O silêncio na sala de visitas da prisão era cortante, interrompido apenas pelo som do ferrolho da porta.
O homem, agora apenas uma sombra do jovem que foi rodopiando ,nos anos 60, olhou para o nada e começou seu último monólogo, como se as paredes fossem o júri que ele nunca teve.
Sabe, doutor... o que dói não é a grade.
É o eco daquele rodopio na calçada que não para de tocar na minha cabeça.
Eu disse a ela que a amaria de qualquer jeito. E era verdade.
Eu amei as rugas que o tempo desenhou nela, amei o cansaço nos olhos dela.
Eu teria sido o cajado dela até o fim.
Mas o amor tem uma face sombria.
Ele te dá uma visão perfeita de tudo o que você está perdendo.
Quando vi o brilho daquele "presente" entre ela e a amiga, eu vi o meu lugar sendo apagado. Aquelas mensagens não eram brincadeira, eram o roteiro da minha substituição.
Ela me dizia que meu corpo era o único, que o prazer comigo era insuperável... e depois limpava o batom de outra boca antes de me beijar.
Se fosse um homem, eu lutaria.
Mas contra o que elas tinham, eu não tinha armas.
Era um mundo onde eu não podia entrar.
O golpe não foi na minha carne, foi na minha alma de homem, de provedor de afetos.
Eu não matei a Maria por ódio.
Matei porque o amor que eu sentia era um gigante que não cabia mais dentro de um peito traído. No momento em que apertei o gatilho, eu só queria que o tempo voltasse para 1961 Queria que aquele esbarrão na calçada nunca tivesse terminado.
Agora, Maria está livre de mim.
E eu?
Eu estou preso para sempre naquele instante em que ela me olhou e sorriu, antes de o mundo ficar sujo.
É um fim de filme ruim, eu sei.
Mas em tragédias, doutor, ninguém sai sorrindo quando as luzes se apagam.


Ato três o julgamento




O juiz ajustou os óculos, o peso da sentença pendurado no ar espesso do tribunal.
O som do martelo batendo na madeira ecoou como o tiro que encerrou a vida de Maria.
Réu confesso proclamou o juiz. Condenado pela lei, mas sentenciado pela própria memória.
As luzes do tribunal começaram a apagar, e a cena cortou para a cela fria.
O homem estava sentado no canto, os olhos fixos em um feixe de luz que entrava pela grade.
A Imagem Final:
A câmera foca no rosto dele, envelhecido e sem brilho.
Lentamente, o som ambiente da prisão desaparece, sendo substituído por uma música suave de rádio dos anos 60.
O preto e branco da cela começa a ganhar uma cor vibrante, granulada, como um filme antigo de 16mm.
Vemos a calçada de 1961 novamente.
A jovem, cheio de vida, vem rodopiando.
Ela esbarra em mim.
Ela ri, ajeita o vestido e o olha com aquela promessa de eternidade nos olhos.
Eles dão as mãos e caminham em direção ao sol poente, desaparecendo na luz.
A imagem volta para o presente: o homem na cela fecha os olhos, tentando segurar aquela visão.
Uma lágrima solitária escorre.
A tela escurece totalmente.
FIM




Autor desconhecido.

Nem toda casa é abrigo; às vezes é ali que nascem as maiores feridas.

- Sabes para que servem as andanças?


Para que possamos volver a casa,


Onde fundamos despertares.




In A Casa

Soberana Rainha:
​Ela é o prumo da casa, a sabedoria que não falha,
Uma alma de ferro que venceu cada batalha.
Saiu do interior para mostrar sua grandeza,
Com a força de quem não se curva à incerteza.
Sua inteligência é um farol que ilumina e guia,
Transformando o trabalho duro em pura maestria.
​Seu olhar é um livro aberto, cheio de lição e verdade,
Uma mulher que comanda a própria realidade.
Não se perde em lamentos, ela prefere o movimento,
Cuidando dos seus com o vigor do próprio alento.
Se o coração dela é um reino, o filho é o seu tesouro,
E sua lealdade vale muito mais do que o ouro.
​Eu sou a guarda dela, o batimento que não cansa,
Aquela que retribui cada gota de esperança.
Enquanto as irmãs criam asas, eu escolhi ser o cais,
Protegendo a rainha que me ensinou a ser mais.
O amarelo não combina com quem já brilha por si só,
Ela é laço apertado que nunca se torna nó.
​Minha mãe é o exemplo da vida que se faz vitória,
Uma guerreira admirável que honra a própria história.
Sua sabedoria é lei, seu amor é o meu chão,
A mulher mais incrível que já pulsou no meu coração.

Se minha mente é minha casa, ela tem duas portas, a da frente e a dos fundos, recebo por elas conforme a importância e permanecem dentro o que é essencial!

Deriva

Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.

Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.

Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.

Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.

Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.

Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.

⁠Uma pessoa de coração nobre ao se deparar com um cachorrinho abandonado vai levar ele pra casa e vai cuidar dele. A mesma nobreza impede de fazer o mesmo se o animal abandonado for uma cobra por exemplo.

O banheiro é o cômodo mais perigoso da casa


Ele conhece nossas intimidades, nossas desordens, nossos mistérios


Por isso é tão fácil escorregar e cair quando estamos saindo do chuveiro

O banheiro é o cômodo mais perigoso da casa

Gabiroba o sapinho mochileiro que pulava sempre muito alegre pelo caminho de casa encontrou uma corujinha que agora o acompanhava e falava das belezas da vida que a quietude guardava.

Existe uma força muito positiva querendo te conhecer e trabalhar com você e muitas maravilhas na sua vida fazer.

Não impeça essa força de fluir livremente em você e faça tudo aquilo que você tem que fazer sempre com boa vontade para sua vida florescer.

Pule com o sapinho Gabiróba no ritmo da vida muito alegre e gostosa pelo caminho fazendo amizades e sorrindo de graça preocupado com nada.
Trabalhe sempre sorrindo a vontade e fazendo amizades sempre com muito respeito em suas prioridades e as maravilhas da vida vão se alegrar com você e ficarem sempre por perto te fazendo crescer.

E seja como Gabiróba o sapinho que é um mochileirinho que pela vida viaja e nunca pega nada nem comida nem água que não tenha sido conquistado com trabalho duro e muita boa vontade.

A natureza é nossa casa, não nosso brinquedo...
Pois ninguém nasceu para ser ferido:
nem o homem,
nem o animal,
nem a própria vida.

Gratidão é um jardim que eu planto na casa da minha alma.
LannaMoura