Ruth Rocha Amor
A sociedade política é uma espécie de associação involuntária que tem de aprender a superar as suas diferenças para viver bem.
A sociedade é uma realidade fechada na qual o indivíduo entra com o nascimento, e, em geral, passa toda a vida.
É de significativo avanço quando os indivíduos assumem o tema da igualdade como uma questão de Nação!
”Aquele que busca a facilidade procrastinada em situações complexas, certamente enfrentará dificuldades até em situações incomplexas.”
O conhecimento compartilhado é a melhor maneira de multiplicar a inspiração e fazer as equipes produzirem mais e melhor.
A evolução constante é o que me faz feliz. Subir a montanha é, para mim, tão realizador quanto atingir ao topo.
Montanhas não podem ser vencidas à força. É preciso conquistá-las com inteligência, paciência e capacidade para escolher o momento certo de parar ou seguir em frente. Estratégia, preparo e timing são as chaves para uma escalada. Com os negócios é a mesma coisa.
Limites e metas – estranhamente esses dois conceitos são mais íntimos das pessoas na nossa sociedade do que liberdade e propósito, que deveriam ser o motor para realizarmos mais e melhor.
O tempo e o esforço rumo ao topo da carreira executiva são medidos em anos, não em dias. Assim, conforme o processo de subida fica diluído, muita gente perde o foco na necessidade de se manter evoluindo.
Como sempre acontece com os muros, chega um dia que a sua existência perde o sentido, porque faz parte da natureza humana sempre querer ver o que há do outro lado.
“LEMBRANÇAS DA FAZENDA”
Hoje me lembrei da serra onde eu nasci,
Fez lembrar das histórias das visagens,
Causos a causos detalhados dos mais velhos,
Recordando desses contos que ouvia, me perdi;
Eita Dona “Matinta Pereira” mãe mata que mora ali,
Era uma tal de assombração que leva as crianças;
Sem piedade, raptadas de suas casas,
Só Deus sabe quão grande foi o medo que senti;
Não recebia gente em casa à noite, nem se podia partir,
A noite a mata era assombração para todo lado,
Cobra grande, boto d´água, saci Pererê,
O maior dentre eles era o gigante Mapinguari;
Eu pensava: Deus me livre se tudo isso se reunir?
Um sarau na floresta dos seres lendários apavorantes,
Festejando e assombrando as noites tão brilhantes,
Imaginando, coitado de povo que mora ali;
Mas no cantar do galo via a luz do sol surgir,
À medida que o dia clareava,
O desespero assim passava,
Sentindo o cheiro do que café que ia sair;
As galinhas chegando na varanda daqui,
É um corre-corre pra todo lado,
O galo que não cria os pintos vem apressado,
Para comer da quirela esparramada bem ali;
Incrível essas lendas, de dia não existiam por ali,
Só sobrava tempo para trabalhar o dia todo,
Planta, colhe, arranca, corta e roça o mato
Na cidade a comida não é melhor do a daqui;
Todo dia eu oro ao Pai do Céu grato a pedir,
Senhor meu Deus fui homem do campo,
Na cidade hoje tiro o meu sustento, mas eu ainda sonho,
Viver feliz do jeito matuto, como lá, na fazenda onde eu nasci!
Deutes Rocha Oliveira, 10-11-2021
