Ruth Rocha Amor
E assim seguimos… nadando entre ondas de saudade, guiados pela fé de que, um dia, o mar se acalmará e as águas que hoje doem se transformarão em calmaria. Porque, no fundo, o luto é só o amor tentando aprender a respirar sem o corpo, mas com a alma inteira.
Com o tempo, aprendemos a verdade mais profunda: nadar na dor não é esquecer, mas sim aprender a respirar. É descobrir que o amor, a essência que nos conecta a Deus, jamais morre. Ele apenas se move.
Há dias em que a dor é só uma marola... suave, quase mansa.
A gente até acredita que aprendeu a lidar. Mas então vem outra onda, maior, e nos engole por inteiro.
Todo mundo quer ver você bem...
desde que isso não exija olhar de perto como você realmente está.
Janice Rocha
Falar do que a gente vive é fácil. Difícil é ter sensibilidade pra perceber que nem sempre estamos bem.
Mulheres que florescem na presença de Deus não competem entre si... apenas perfumam o caminho umas das outras.💐
Somos limitados demais para compreender os desígnios de Deus e é justamente aí que Ele se revela mais grandioso. Porque mesmo em meio ao caos, Ele nos usa para curar. Mesmo quebrados, Ele nos faz ponte para o consolo de outros corações.
A soberania de Deus não se explica, se contempla. E a eternidade, ah… a eternidade não é um conceito distante. Ela começa quando entendemos que quem parte com Jesus não morre, apenas muda de endereço.
Diante da dor dos outros, percebi que há respostas que só o pranto revela. Respostas que não vêm em palavras, mas em presenças.
Há dores que a alma não sabe nomear.
Silêncios que doem mais que o choro, despedidas que parecem rasgar o peito em mil fragmentos.
O luto é um desses vales onde até a fé, por um instante, parece perder o caminho de volta para casa.
O julgamento nunca descreve apenas o outro... ele traduz o olhar de quem vê. E, muitas vezes, o olhar revela mais do que a boca.
Julgar é falar do outro usando as palavras que moram nas próprias feridas. Por isso, quem julga revela mais o coração que carrega do que o erro que enxerga.
Julgar os outros é perigoso... não tanto pelo que se diz sobre eles, mas pelo que o coração acaba revelando sobre nós. Quem aprende a olhar com misericórdia, vê menos falhas e mais humanidade.
Toda vez que apontamos o erro do outro, sem perceber, abrimos uma janela para que o mundo veja o que ainda está desarrumado dentro de nós.
Ser bom nunca foi defeito, o problema é oferecer o coração pra quem não sabe o valor que ele tem. Continue sendo luz, mas aprenda a acender a lâmpada certa... nem todo lugar merece a sua claridade.
