Ruth Rocha Amor
Independentemente do que aconteça em nossa vida, nada poderá nos fazer esquecer pessoas, que por algum motivo, um dia nos fizeram felizes".
Se desligue de tudo que te desliga de Deus, te conecta com Deus e fica esperto dando manutenção de tudo aquilo que te conecta com ele.
Mesmo que não seja agora, Não se apresse, Não se confunda, Acredite em si mesmo e continue devagar, E assim diria que o seu esforço mudou a sua personalidade, Continue assim até esse momento chegar
Tem gente que coleciona tampinha de garrafa. Tem gente que coleciona cartão telefônico. Tem gente que coleciona revista. Tem gente que coleciona lembranças de viagens. Tem gente que coleciona boneca. Tem gente que coleciona boneco. Tem gente que coleciona gente. Tem gente que coleciona animal. Tem gente que coleciona planta. Tem gente que coleciona livros. Tem gente que coleciona discos. Tem gente que coleciona filmes. Tem gente que coleciona fitas. Tem gente que coleciona fotos. Tem gente que coleciona roupas. Tem gente que coleciona sapatos. Tem gente que coleciona chapéus. Tem gente que coleciona toalhas. Tem gente que coleciona bolas. Tem gente que coleciona artesanato. Tem gente que coleciona esculturas. Tem gente que coleciona quadros. Tem gente que coleciona cacos. Tem gente que coleciona jarros. Tem gente que coleciona bonecos de barro. Tem gente que coleciona avião. Tem gente que coleciona carro. Tem gente que coleciona pião. Tem gente que coleciona botão. Tem gente que coleciona relógio. Tem gente que coleciona coleção. Tem gente que coleciona álbum de figurinhas. Tem gente que coleciona televisão. Tem gente que coleciona rádios. Tem gente que coleciona palitos de picolé. Tem gente que coleciona entradas de cinema. Tem gente que coleciona ingressos para shows. Tem gente que coleciona videogames. Tem gente que coleciona revistas em quadrinho. Tem gente que coleciona mapas. Tem gente que coleciona cartas. Tem gente que coleciona vídeos. Tem gente que coleciona músicas. Tem gente que coleciona jogos de computador. Tem gente que coleciona moedas. Tem gente que coleciona selos. Tem gente que coleciona vinhos. Tem gente que coleciona catálogos. Tem gente que coleciona jogos de tabuleiro. Tem gente que coleciona dinheiro. Tem gente que coleciona amigos. Tem gente que coleciona flores. E tem eu, que coleciono amores (errados).
Ei, eu sei que nossa vida anda caótica, que os dias seguem com porções generosas de desilusão e solidão, mas queria dizer que no fim o túnel, ainda existe luz. Metade das nossas dores de cabeça foram causadas por nós mesmos, e ninguém além dos próprios serão capazes de remediá-las. Em dias de pouca cor, sobretudo, ame. Não é cafona, clichê ou démodé. Não falta amar, falta amor.
É preciso ser egoísta se quiser sobreviver nesse mundo. É preciso entender que se nós não lutarmos por a gente, ninguém vai. Ninguém se importa com suas quedas, no máximo um ou dois estarão ali para te apoiar, e não, os outros não são os errados, nós quem somos. Plantamos todos os dias diversas formas e tipos de sementes, as colhemos nos momentos mais difíceis.
A gente vai vivendo de um jeito torto, feio, monótono, chato e chama isso de rotina. Como se a nossa vida só pudesse ser aquilo. Como se nada pudesse mudar. Como se nossos passos não dependessem das nossas pernas. Será?
Daí a gente dorme. Dorme porque isso ainda se pode. Não de conchinha, mas dorme. Daí a gente sonha. Não com alguém, mas com o desejo de ir além. Daí a gente acorda. Não ouvindo um 'bom dia', mas torcendo pra ser. Daí a gente vive. Não só por viver, mas pra tirar do singular, tudo que a gente sonhou plural.
Chega uma hora da vida que você precisa rever suas prioridades e seguir (realmente) seus sonhos, por mais clichê que isso pareça.
Sabe, quanto mais a gente pede pra esquecer, mais lembra. Deixa fluir, deixa as coisas voltarem ao seus lugares por vontade própria. Não se ama quem se quer, e não se esquece que não se pode ter, como passe de mágica. A vida é assim.
Uma das principais batalhas que travo comigo mesmo, é para tentar entender quais das vontades fazem parte das minhas reais necessidades. É parte da vida, viver cercado por futilidades, mas em algum momento a gente precisa parar e entender se aquele amontoado de coisas, seres e sentimentos, representam de fato algo indispensável para a nossa felicidade, ou se são meros acessórios. Adornos.
Tenho rezado paciência aos dias que seguem. Tenho implorado bom senso. Tenho ponderado e agido por impulso na mesma intensidade, e não mais pensando tanto, antes de agir. Às vezes, tudo que a gente precisa, é ouvir o coração, por mais que digam por ai que isso é ridículo. Ninguém é tão razão que não se sinta emocionado. Ninguém é só emoção que não saiba reconhecer em algum momento, a hora certa de dizer não, de parar ou voltar atrás."
Quando alguma coisa se quebra e perde o brilho, dificilmente voltará a ser reluzente como foi um dia, por mais dedicação que se coloque.
Às vezes é loucura insistir em algo só porque sua vontade é grande. Algumas coisas simplesmente não acontecem como nos sonhos. Por isso, desistir sempre foi meu maior gesto de coragem.
É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.
Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.
Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.
Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.
Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.
Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.
Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.
É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.
Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.
Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.
Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.
É tarde.
O mundo dorme.
E eu estou aqui,
olhando pro teto,
como quem espera
uma resposta que nunca vem.
Tem dias que parecem semanas.
Tem noites que duram uma vida.
E mesmo quando tudo está quieto,
aqui dentro
continua gritando.
Me disseram, por tanto tempo,
que ser eu era errado,
que eu comecei a acreditar.
Fui apagando pedaços de mim
pra caber em lugares pequenos
demais pra quem só queria existir.
Olhar no espelho
e não reconhecer nada:
nem os olhos,
nem o nome,
nem a história.
Não saber quem sou.
Não ser o que esperam.
Não ser nada que baste.
Só esse lugar nenhum em mim.
Viver tentando lembrar
de quando foi que começou a doer tanto,
e não achar o começo.
Não saber se ainda sente,
ou se está só copiando emoções
que aprendeu a demonstrar
pra não parecer
vazia demais.
É dizer “tá tudo bem”
porque é mais fácil
do que explicar
o que nem se entende direito.
Pensar em desaparecer,
e depois se sentir culpada
por pensar nisso
como se até a dor
fosse um erro.
Queria ter coragem.
De gritar.
De não me calar.
De admitir que está difícil.
Mas, ao invés disso,
eu só fico aqui,
escrevendo pra ninguém,
deixando que o papel segure
o que eu não consigo mais
carregar sozinha.
