Ruth Rocha Amor
NO MUNDO
Quando eu sair pelo mundo
Assobiando essas cantigas
Que por amor aprendi.
Andando por caminhos ermos
Entre os cupinzeiros demarcados
Entoando os meus delírios
Que no meu violão arpejo.
Quando eu andar pelo mundo
Chorando dessas cantigas
Silvando, que pássaro serei?
Aprendendo com a falta dela
Eu acho até que mereço
Contar por meus sofrimentos
Em lugar nenhum ainda dei.
Ficando eu pelo mundo
Lembrem de mim como eu sou
Um passarinho roçando o rosto
Nos galhos molhados da chuva
Sibilando um canto lindo.
Lembrem de mim na canção
Não me tomem por assombração
E terá doído mais um desgosto.
Que as fases ruins passem
Que o Amor não nos falte
Que teu riso seja eterno
Que seu verão aqueça o meu inverno
Que teu abraço seja minha segurança
Que o meu amor te faça forte
Que o seu olhar sempre encontre o meu
Que o meu coração seja pra sempre seu
Que sempre que brigarmos
Vamos resolver
Que momentos tristes
Nós vamos esquecer
Que depois nós vamos lembrar
Do primeiro beijo, do primeiro olhar
E que assim esse amor se faça forte
No meio de tanta guerra, você é minha sorte.
Que possamos amar ao nosso próximo sem sombra de preconceito. Cada um do seu jeito, com muito amor e respeito.
O que encontrei em você ?
Encontrei em você um amor sem mentiras.
Encontrei em você um amor sem barreiras
Encontrei em você um amor sem censura
Encontrei em você liberdade de ser eu mesmo
Encontrei em você, amor, doçura, simplicidade e também loucura.
Encontrei com você cumplicidade
Encontrei com você amor verdadeiro
Encontrei com você alegria, riso fácil
Encontrei com você um desejo sem fim
Encontrei com você sintonia.
Cansei de perguntar o que encontrei em você o que encontrei em você, deixo a resposta para meu corpo, meu espírito e meu coração, pois minha razão já não responde mais a muito tempo
A música quando utilizada para o BEM expressa o amor, a sabedoria, a caridade, a bondade, o sentimento e a Onipotência de DEUS!”
ZELO
Tenho tanto zelo pelo amor
Que não o recomendo a qualquer um.
Só aos íntimos puros, aqueles
Cujos corações não só cabem mais amor.
Tenho a vida toda para negar-te
A superfície de salvamento,
Tu que impassível
Valorizas não o amor a ninguém
Porque gritas por um nome
Que não é dos teus referidos?
O amor adoça a boca antes de tocá-la
Porque negar esta cobiça que possuis
Á boca de todos o rigoroso gosto
Suas lembranças detendo a contar-te.
Porque esse riso de incredulidade
Se todos somos algo achado desse amor
Desprezando por ti, por saber amá-lo.
Nada é tão diferente e bom,
Do que provarmos os beijos do amor
Quando este nos quer.
Eu tenho amor pelo meu amor
Eu não o separo assim
Fora ou distante em mim.
AMOR
Difícil falar do amor
Ele fugidio, abstraído, confuso,
Um nome dado a um sentimento,
Sintomático da Silva,
Dos sobrenomes todos da vida.
E quem é ele, um vulto
Na multidão dos mitos
Na reunião dos rebelados,
Rompidos a sangue e fogo,
Com suas práticas sentenciadas.
Difícil dirigir-se a ele,
Pairar sobre as montanhas,
Às vezes ir muito além,
E gritar por qualquer nome,
Até que se manifeste, a virtude
A boa obra, peça finalizada.
E como se anunciará a sua boca
O seu semblante como se verá,
Algo admirpavel, sensível à dor.
Confiante, certo que assim se mostre.
Deve vir como um bruma leve,
Pairando perto e longe, compassivo
Fazendo caras e bocas, brincando à toa,
De tudo entendendo, tudo calando,
O amor vem dando visões de barcos,
Em pleno mar, que ora aparecem,
Logo se escondem por trás das ondas,
Em descompasso, com os olhos turvos
Que sobem e descem desesperados.
DE VERA
Será o teu amor mesmo de vera
Que os meus sonhos nãos são quimeras
És tu que estás a me beijar.
É o nosso amor de uma nascente
Que vem antes de eternamente
Em nossas vidas desaguar.
Terá, este sentido, o do meu canto
Que toca em mim como um acalanto
Amando a ti, quero sonhar.
Certo, eu vejo em tudo primavera
Tira meus dias esta espera
Quanto mais dou, mais quero mais.
Gera do sol nascendo a longa espera
O teu beijo que de amor me intera
De boca a boca me salvar
Tenho amor por ti, a devoção
Que falo em ti na oração
Do amor que eu sinto saberás?
Espera, o teu caminho leva o meu
E eu te calculo neste breu
Do meu olhar te cobiçar
A terra é mesmo o nosso paraíso
E pra te ver eu não é preciso
Ser um arcanjo, nem voar.
O AMOR TEM DESSAS COISAS
Ai, o amor tem dessas coisas
Ora ele se mostra outras nem se vê
E é assim meu bem que eu sei lembrar de você.
Me adianta toda vida
Este amor que tanto amo
E assim vivo dos seus beijos
Nas medidas que há no mundo
Eu também me sinto assim
Me acalma amor
Os seus beijos repetidos
Tira amor de mim de onde mais tiver
Que é preciso ser,
Quem muito fala amor de ti.
A precisão de não querer seu teu amigo
Por que eu amo e assim só fico
A desejar e me maldigo
Na inconfiança .
ODIGETORP
Não falo do meu amor a ninguém
Existe em mim o medo
Que alguém o reconheça
E desenhe
Seu retrato falado
E aí passe a incomodá-lo.
Mas não o enxergam
Os que o buscam
Trancafiado vive o meu amor
Numa cela semi-aberta
E quando se chega
À hora boa e certa
O meu amor
Permanece só comigo.
Pela melodia, pelo cantar
Eu reconheço o meu amor
Por que é assim que ele me fala.
