Ruth Rocha Amor
Eu não sabia que isso existia até você nascer...
Esse amor tão imenso que faz todo o resto diminuir diante do que sinto por você.
Dia desses uma amiga mencionou que queria “a sorte de um amor tranquilo”... passaram uma infinidade de coisas pelo meu imaginário...
Do modo como vejo, o “amor tranquilo” é tão raro que na exceção, se torna inalcançável. De excluído, vive somente nos sonhos, no querer, sem a possibilidade de ter. O “amor tranquilo” é miragem no campo dos sentimentos. É o pote de ouro no fim do arco-íris. Se torna assim o trevo de quatro folhas no jardim dos enamorados, no éden daqueles que perseguem o ideal. O amor tranquilo é perfeito como tudo que carrega. Que fique claro, “tranquilo” não é despojado de emoção. “tranquilo” se entende que é o amor sem terremoto destruidor... Sem avalanches carregadas de frio adoecendo o coração. Imperfeitos somos nós que por absoluta incompetência não temos a sorte de obtê-lo como regra, ao invés de exceção.
Não é pelo amor que sinto, nem pela admiração que tenho por você, mulher da minha vida, que deve pensar que sou um tolo fraco ou ingênuo.
Meu coração é intenso, mas minha mente é firme.
Eu te dei liberdade para ir e vir, porque respeito sua escolha.
Eu te dei ferramentas para caminhar, mas também o alerta: cuidado para não se perder em seus próprios passos.
Amar não é ser tolo. Amar é ter coragem.
E coragem é saber dizer: eu estou aqui, mas não sou refém. Lembrando que, o chinelo é para ir e vim. A corda é a tua escolha não vá se enforcar
Meu amor não me cega,
meu respeito não me diminui.
Nem tudo é uma saga
que não possa ser melhor.
É na calma dos teus olhos
que encontro o infinito,
na ternura dos teus gestos
que descubro o sentido.
O amor que nos guia
não é prisão, é liberdade,
não é sombra, é claridade,
não é peso, é poesia.
E se o mundo nos desafia,
seguiremos de mãos dadas,
pois cada passo ao teu lado
transforma a vida em jornada.
AMOR DE ALMA
Amar alguém com a alma é carregar um peso invisível que não se mede em palavras, nem em tempo, nem em presença física.
É sentir que, mesmo quando os dias se transformam em semanas, as semanas em meses e os meses em anos, algo dentro de você permanece intacto: A certeza de que aquela pessoa ainda habita o seu coração.
O tempo pode passar cinco, dez, vinte anos e ainda assim, a lembrança, o sentimento e a intensidade continuam vivos, como se cada batida do coração fosse um sussurro dizendo o nome dela.
Amar com a alma não é um simples querer, é uma marca profunda que se eterniza dentro de nós, mesmo quando a vida insiste em separar caminhos.
A dor está em saber que nem sempre será possível estar ao lado da pessoa que o coração escolheu.
O destino às vezes impõe barreiras, circunstâncias mudam, e a presença física se desfaz.
Mas o amor verdadeiro não se apaga com a distância, ele permanece como uma chama silenciosa, que aquece e ao mesmo tempo pesa, porque revela a grandeza e a fragilidade de amar além da lógica.
O peso de amar com a alma não está em prender-se, mas em sentir intensamente, mesmo quando não há retorno, mesmo quando não há reciprocidade.
É um amor que desafia o tempo, o espaço e a ausência. Um amor que prova que, quando o coração decide, nenhuma força é capaz de arrancar a raiz desse sentimento.
E é justamente nesse peso que se encontra a beleza.
Amar alguém com a alma é descobrir que alguns sentimentos são eternos, ainda que as pessoas não permaneçam.
Autor desconhecido.
Não falemos aqui do amor Eros, a paixão
Vamos mais a fundo, buscar mais riqueza
O amor Eros é incêndio que cessa
O amor verdadeiro é firme convicção.
Vejo ser certeiro descrever o amor
Apontando quem mais amou
O Cristo, que deixou sua glória e esplendor
E humilhou-se, sofrendo escárnios e dor
Amor Platônico
Como uma deusa lunar,
sou saudada em silêncio,
recebo versos que nascem da minha presença,
palavras que me erguem como mito.
Sou cristal intocado,
difícil de alcançar,
mas há almas que me reconhecem,
e nelas o destino escolhe repousar.
No instante do toque, tudo se transmuta:
eu me enlaço, habito no outro,
e o outro se dissolve em mim,
em cada célula, em cada partícula,
como se fôssemos lembrança antiga,
um sangue compartilhado,
uma existência reencontrada.
E nesse presente que se abre,
recordo com alegria
o amor que não se possui,
mas que eternamente ilumina.
🌟 Afirmação Diária
Eu sou luz, amor e abundância.
Eu caminho em santidade e prosperidade.
Eu atraio homens íntegros que honram o feminino.
Eu sou a Terra em ascensão, plena e fértil.
Criado por: Jacilene Arruda
Quando o amor te encontrar
Você não vai perceber que ele chegou
Mas ele vai
Vai se perguntar se você gosta dele
Vai rodar com você na chuva em movimentos circulares de 360°
Vocês vão sorrir
Vão colher uvas juntos no jardim de Alá
Certamente tais uvas serão doces como vocês
O vento vai soprar perguntas e respostas
Verão o erguer das verdes folhas lá fora
Quando no coração estará pulsando a resposta.
Fizemos tantos planos. Acreditamos em tantas coisas. Trocamos tantas juras de amor. Éramos um. De repente nos tornamos dois. Cada um no seu caminho, vivendo suas próprias experiências e vendo o mundo a partir de um único olhar. Os beijos roubados, devolvidos, que selavam sonhos e esperança parecem existir apenas no mundo das ideias. Bocas que se tornavam uma. Uma língua, linguagem e códigos indecifráveis aos demais. Os olhares, na verdade o olhar. Eram dois olhos que se convergiam em um. Uma visão, que passava a sensação de ser uma só percepção. Dois corpos adultos, que no encontro fundiam-se. Tudo tão maduro, com o gosto da inocência das infâncias. O calor que aquecia os corpos e, como um fenômeno físico da física, misturava pensamentos, desejos e consciências. Tudo sob a ciência de que eram um. Parece que nada mais permanecerá no estado em que estava. Seria tudo isso sinônimo de amar? Tudo acabou? Tudo se foi? Acredito que não. A história que estava escrita, quem sabe, continua escrita. Como toda escrita, há pontos de diferentes natureza, seja uma vírgula, um ponto de exclamação, interrogação, mas ponto final, de repente, jamais. A história continua sendo escrita. Talvez por alguns capítulos os protagonistas não se encontram, mas nos últimos, por conta da saudade e do sentimento que nunca se foi, se reencontrem. É, a vida é assim. O passado marca o presente, que por meio de um cheiro, lembrança ou qualquer coisa que traz à tona tudo de novo o "velho", faz do futuro um presente delicioso com gosto de passado, reescrevendo a história com novas compreensões e sensações, fatos que culminam no reencontro dos protagonistas. Ah, não há heróis ou perfeitos, apenas pessoas, cheias de idiossincrasias, que decidem dar um ponto final. Ponto final? Sim, para que uma nova história seja escrita. Tudo novo com velhos conhecidos. É coisa do amor. Louco mesmo. É a loucura da vida que no silêncio da noite os faz imaginar, sonhar acordados e, por isso, amar. Há quem diga que seja eterno enquanto dure, mas pode ser que dure para sempre.
Receita de escritora
Pego um pouco de loucura
Muito de imaginação
Acrescento o amor
E bastante observação
Misturo num bolo só
Sem nenhum pouco de dó
Junto com dedicação.
Jamais me falta assunto
Seja em qualquer lugar
Usando caneta ou lápis
E também o celular
O negócio é escrever
Também tenho muito a ler
Sobre o que vem me rodear.
Sempre me achando estranha
Diferente das normais
Porque as palavras vêm
Deixam-me quieta jamais
É grande a necessidade
De expor a minha verdade
Mente não sossega, jamais.
Tudo gosto de anotar
Digo que sou da escrita
Prefiro do que a fala
Leia e veja se acredita
Assim me sinto uma escritora
Com uma mente criadora
Deixando a vida mais bonita.
Aprendi a escrever o amor
Momentos de inspiração
me fazem colocar no papel palavras bonitas.
Uma coisa nova para mim, quem diria!
Pois a Stela antiga, num momento como esse,
nem se expressar saberia.
Mas o quê?
E quem faz saltar de meu coração
essas palavras que, se cantadas,
sim, seriam uma bela canção?
Um amor…
ah, é sempre um amor!
As grandes poetisas,
como Elizabeth Barrett e Alice Ruiz,
também se inspiravam
nessa bela iguaria.
Sim, sim, é claro:
como não se embriagar
com essa coisa
que transborda em meu coração
e o agita com tamanha euforia?
Mas eu, claro,
quando falo desse amor,
refiro-me ao que me traz alegria.
Recuso-me a escrever, em letras,
a parte feia a que amar pode levar:
a tal melancolia.
Prefiro a parte
que me faz ir até ti,
a parte que, ao olhar teus olhos,
me leva a sorrir.
Para que falar do amor que destrói?
Eu prefiro o amor que constrói,
o amor que não fere, não foge,
não promete o céu e depois destrói.
Prefiro o amor que fica,
que enfrenta o dia difícil,
que segura a mão com firmeza
quando o mundo parece impossível.
O amor que encanta a princesa,
sim, como um príncipe ou super-herói,
mas que, sem capa nem espada,
escolhe ficar
e um dia quando tudo parece perdido,
assim sem mera magia ou ilusionismo
nos reconstrói.
E diferente do outro, não, ele não dói.
04/01/26
Descobri o amor
Entendi o amor
Da minha mãe
Da minha avó
Enfim, compreendi
Que estava vazia
E me sentia só.
Antes de ser mãe
Estava iludida
E não era desse mundo
Sentia solidão
Sem conhecer
Um sentimento tão profundo.
Vivia sóbria
Envolta em uma névoa
Mas embebi-me de amor
Comecei a sentir vida
Comecei a sentir medo
Entendi o que era a dor.
A dor da angústia
A busca chegou ao fim
O que era perdido, fora achado
Sem nem saber
Que estava procurando
De repente, era passado.
Não existe amor maior
Nem nada melhor no mundo
Que o amor maternal.
Descobri que antes
Eu não sabia amar
Nada era especial.
