Ruth Rocha Amor
Valorize as pessoas hoje, dê flores hoje! Mesmo que tenha muito pouco;
Não espere que o funeral chegue para lhe dar o seu melhor.
"Quando a rotina se instala, o mistério se dissolve; e sem mistério, a admiração morre lentamente."
"Os seus pensamentos são como filhos; cabe a nós educá-los ou não. Pois, quando crescerem, se tornarão independentes e farão tudo sem sua permissão."
E o relojoeiro, incompreendido, foi chamado de tolo ao quebrar todos os relógios no instante em que o seu amor sorriu.
É tudo tão turvo
Inebriado
Mas tem seu cheiro
E gosto do seu batom
Posso ficar feliz
De não enxergar
Ou triste
De só imaginar
Não sabendo
Acho o que quiser
Sem certeza
Posso ser o único de pé
Esperando pra dançar
A música que só eu ouço
Mesmo assim eu torço
Pra não pisar no pés
De quem me tira o chão
Toda vez que abro os olhos
E fico nessa escuridão
A tatear
Em sua frente
Um futuro que eu invente
Ou talvez exista
E resista
Com medo de se mostrar
Se dividirmos
Podemos suportar
Deus não entrega nada
Que não possamos aguentar
Pois não existe outro
Que saiba mais de dor
Quanto mais sacrifício
Mais bonito é o amor
Ciranda
Cirandinha
Já não quero cirandar
Vou dar meia volta
Espairecer
Anéis de vidro
Cortam
Como amores poucos
Quando se acabam
Tomei café com você
Durante anos
Na mesma xícara
Quando ela partiu
Não foi só a xícara que ficou em pedaços
Ignore o que não te edifica
Não dê ibope àquilo que te machuca
Não colecione rancor;
Seja saudade e amor,
Por onde for. ...
Tinna Barbosa.
Queira alguém por inteiro,
sem precisar viver de migalhas.
Se envolva com alguém
que possa viver
tudo que o amor tem a oferecer.
Linha Tênue
Sou do 93, tu do 92,
um abismo entre os dígitos,
mas no eco da noite, tua ausência soa.
Espero.
Pelo toque frio do telefone,
pela faísca da notificação.
Mas não vem.
Só o silêncio, que sussurra teu nome
como uma praga ou uma prece.
E eu me perco,
na paranoia dos teus sinais invisíveis,
na ilusão de que teus olhos
passeiam por minhas mensagens apagadas.
Romance ou delírio?
Eu já não sei.
Os teus sussurros habitam as paredes do meu quarto,
teu cheiro, um espectro entre os lençóis.
Cada vibração no bolso é um coração que para.
Cada número desconhecido, tua sombra que escapa.
Serás real, ou fruto da febre?
Diz-me, és mulher ou miragem?
Meu amor é uma fogueira que devora,
minha sanidade, uma chama que dança.
Do 93 ao 92,
não há distância maior que o medo,
nem paranoia mais doce
que esperar por aquilo que talvez nunca venha.
