Ruth Rocha Amor
Oque - Significado:
(Oque vem do verbo ocar. O mesmo que esvazie, torne oco)
Ex:
Não deixe
Que ele te toque
Que ele te troque
Que ele te oque...
E te deixe aí, vazia.
Em seu lugar,
Eu não deixaria."
O pior estágio de uma dor é quando ela propia se torna a anestesia... E simplesmente deixamos de sentir.
Precisamos aprender a desaprender para nos desprender e aprender a amar como amadores: sem profissionalismo, pela arte, não por ofício, sem obrigação. Sem entender de fato, por mais que pareça insensato. Pra falar a verdade, amar por curiosidade, por gosto, sem razão... Superficialmente, como aqueles que de repente, gradativamente adormecem na estação.
Momentos difíceis estes
Quando afastar-se é sinal de carinho, cuidado e prevenção
Onde seguindo as recomendações
Lares tornam-se prisões
Trocando as máscaras de carnaval por máscaras de proteção pessoal
Logo após a folia...
A agonia desfila em corda bamba
Enquanto o vírus toca o samba do momento
Já era previsto, mas não deram atenção
Agora, o folião segue em isolamento
A mascara não é mais como uma fantasia
O mundo está fora do esquadro
No quadro crítico dessa pandemia
Há um vírus que revela mais do que contagia. Precariedade!
Falta de higiene, pra falar a verdade!
Quem diria?!
E agora brigam por um vidro de álcool na mercearia.
Para quê tanto egoísmo? Se não proteges a teu irmão de que vale a tua proteção?
Amar ao próximo como a ti mesmo
Independente da religião.
Cabível até ao ateísmo.
Nenhuma atitude é natural
Momentos de febre, dor, delírio
Caos
Fome
Lá fora o bicho pega
Aqui dentro o que é que a gente come?
Talvez na esperança de um idoso
Ou no sonho de uma criança
Se não, é claro, na insistência de um jovem
Ou ainda, na procura de um adulto...
O indulto de liberdade: a cura.
Que o tempo seja indulgente
Já que a consciência oscila um pouco
Lá onde a vista não alcança
Talvez tenha algo não destruído
Pelas mãos de um louco.
Enquanto isso, a velha feito criança curte a sua juventude
Voando montada em seu cavalo marinho.
(Brenon Salvador)
A mão que acende, é a mão da afago,
Que toca e apanha, é a mão do trago.
A mão que acende,
É a mão que ateia,
É a mão que acolhe, que chama e incendeia.
É a mão do "olá", no encontro inesperado
É a mão do aperto, no encontro marcado.
A mão que acende, é a mão da saudade
Do cansaço, do amor, da vaidade...
É a mão da presença, da ausência, da verdade.
E de repente, precisamos aprender a desaprender para nos desprender e aprender a amar como amadores: sem profissionalismo, pela arte, não por ofício, sem obrigação; com eloquência, não imprudência, amar por curiosidade, por gosto, a viver cada paixão; levemente, como aqueles que superficialmente, gradativamente, adormecem num vagão.
Criar um filho é a eterna busca para encontrar o equilíbrio entre o desejo de agradar dizendo "sim" e o amor contido na preocupação de cada "não".
Só um verdadeiro pai entende a vontade de dar a própria vida para garantir mais um sorriso de um filho seu.
A bondade de Deus é como uma linha invisível que circunda o mundo conectando pessoas e as livrando do mal.
A salvação é gratuita; O rico não pode se exaltar pela exclusividade de ter e nem o pobre pode se lamentar por não receber.
Deus não nos deu só filhos para criar, Ele enviou anjos pra nos salvar, amigos pra nos ajudar, parceiros pra conversar e uma família pra amar.
Aquele que perdoa porque também deseja ser perdoado é justo. Mas o verdadeiro servo é grato; e perdoa porque primeiro recebeu o perdão de Deus, mesmo sem merecer.
