Rock para Amigos
Mantenha os seus amigos não cristãos, mas certifique-se de que eles vejam o Cristo que habita em você.
Humanidade,
Cansei de falsos positivos idealistas,
Cansei dos grandes amigos solícitos,
Cansei de bons políticos oportunistas,
Daquele caminho de duplos sentidos.
Somos todos vítimas de grandes potências,
Que privam o mundo, suas principais obras,
E criando objetivo, em conquistas de louros,
No benefício de poucos, massacram o povo.
A falência humana de todos os tempos,
A perda da inocência e da honestidade,
De ter conceito de ser uma boa pessoa,
Para ter no patrimônio grandes valores.
Não faço questão de muitos amigos , de estar rodeada de muitas pessoas..não faço questão de ser lembrada , paparicada , mimada e muitos menos antenada o tempo todo. Não faço questão de popularidade , primeira da classe , da faculdade, ou ser a melhor no trabalho. Gosto de seguir sem ser notada , em silêncio quieta no meu canto.. prefiro assim viver sem chamar tanto a atenção.. não nasci pra holofote , pra causar , não nasci pra ser o centro das atenções. Amo passar despercebida por todos e ter o olhar de admiração de apenas alguns . No caso prefiro que os olhos de Deus e do amor da minha vida me notem e o restante por mim tanto fez , tanto faz !
AMIGOS DAS ANTIGAS
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
No terreiro da infância,
Tudo era simplicidade;
Cada amigo era um irmão,
Criado na lealdade.
Não havia interesse,
Só carinho e amizade.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Era bola, era peteca,
Era pipa pelo céu;
Carrinho de rolimã,
Sonho doce feito mel.
Quem caía logo via
Outro amigo ser fiel.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Na tarefa da escola,
Sempre havia união;
Um emprestava o caderno,
Outro dava explicação.
Se um não sabia a resposta,
Todos davam solução.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Também tinha em casa o jeito
De ajudar sem reclamar;
Varria o terreiro cedo,
Ia a água buscar.
Terminada a obrigação,
Já corria pra brincar.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Nos passeios de domingo,
Cada riso era canção;
Piquenique lá na praia,
Com farofa e emoção.
O mar lavava os pés,
E a amizade o coração.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Vieram os quinze anos,
Festa, encanto e emoção;
Vestido rodando ao vento,
Brilhava o salão.
Os amigos celebravam
Mais um sonho em construção.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Depois veio a formatura,
Conquista de cada irmão;
Abraços, fotos e risos,
Misturados à emoção.
O futuro abria portas
Para uma nova estação.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Cinquenta anos passaram
Como um sopro pelo ar;
Mas as velhas brincadeiras
Ainda fazem gargalhar.
Quando a turma se reencontra,
A infância volta a morar.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Nem só de festa viveu
Nossa bonita jornada;
Também houve despedidas
Na estrada iluminada.
Alguns partiram primeiro,
Deixando a saudade guardada.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Cada nome é uma lembrança,
Cada riso uma oração;
Quem partiu vive na história,
Na memória e no coração.
A amizade vence o tempo
E também a separação.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Se existe riqueza eterna
Que dinheiro não comprou,
É o abraço de um amigo
Que o destino conservou.
Deus abençoe essa amizade
Que o tempo nunca apagou.
Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.
Quando perdemos alguém especial,seja familiares ou amigos que partem de nossas vidas para sempre; até o clima do tempo fica entristecido, o sol brilha menos as vezes as nuvens derramam chuvas como se simbolizando lágrimas...
Hoje, meus coração e de muitos estão assim pois o Senhor recolheu alguém muito especial aqui da terra!😔😭
Entre risos e lembranças, a roda de amigos vira máquina do tempo — e a nostalgia dança com a saudade.
Eduardo Santiago
“Cuidado com amigos frustrados — muitas vezes é da frustração deles que nasce o veneno que amarga relações felizes.”
Eu e Caio Mourão, fomos parceiros e amigos íntimos, na troca de experiências no que tange técnicas de trabalho do metal e técnicas de lapidação. Nos encontrávamos quase que três vezes por semana em seu atelier em Ipanema. Com isto, em pouco tempo me tornei consultor e marchand de suas obras de pintura e esculturas realizadas em aço. Freqüentei durante anos seu refugio criativo em Iguaba, na região oceânica do Rio de Janeiro como também por diversas vezes encaminhei para restauração e mesmo negociei, a seu pedido obras de arte de se acervo particular. Com isto guardo grande ternura pela família, em especial a filha Paula Mourão, que deu continuidade ao Atelier Mourão em Ipanema, como centro de excelência na formação.
Vivo rodeado de grandes nomes da sociedade. Meu amigos são todos eles importantes, o mais simplesinho do meio, sou sempre eu que aprendi com o tempo a cultivar e zelar pelas boas e generosas amizades.
Sinto saudade de quando os professores eram quase amigos, quando a sala parecia pequena demais para tantas conversas e os intervalos se estendiam entre risadas e partidas de xadrez. Até das aulas que matávamos para sentar juntos diante do tabuleiro eu sinto falta, e o mais engraçado era ver os professores rindo da nossa ‘rebeldia’, porque, enquanto outros matavam aula para ir embora ou ficar presos ao celular, nós simplesmente fugíamos para um canto para disputar uma partida de xadrez. É estranho sentir saudade até das pequenas transgressões de uma época em que nossos maiores problemas cabiam em um tabuleiro, algumas peças espalhadas e a certeza de que a próxima jogada seria motivo para outra risada.
Talvez você esteja lendo isso agora e rindo com seus amigos sobre como eu implorei para você ficar. Talvez você use essa sinceridade que finge ter, mas que nós dois sabemos que não é real.Eu escrevo apenas para te dizer uma coisa: continue vivendo na sua ilusão.É impressionante como é fácil para você agir como se eu não existisse e como se nada disso te afetasse. Você se esconde atrás de aparências e finge que está tudo bem, enquanto eu preciso lidar sozinho com o estrago que você causou. Sei que ignorar a realidade é muito mais confortável para você.Você pode fazer piada com o meu sofrimento e transformar a nossa história em conversa de bar. Pode tentar convencer as pessoas e a si mesma de que fez a coisa certa. Mas, no fundo, existe uma verdade que você nunca vai conseguir apagar: você não faz a menor ideia do quanto eu precisei de você.Siga a sua vida fingindo ser a vítima ou a heroína dessa história. Eu vou ficar aqui encarando a realidade e superando o que você me fez passar, enquanto você finge não carregar nenhuma culpa pelo que deixou para trás.Aproveite a sua consciência limpa enquanto ela durar. O choque de realidade, quando vier, vai ser muito mais doloroso do que o seu fingimento.Com a indignação de quem não esqueceu o que você fez,(Aquele que você deixou para trás)
**Entre Dois Amigos**
Augusto olhava a noite pela janela com uma inquietação difícil de esconder. Havia em seu silêncio uma espécie de fadiga antiga, como se carregasse pensamentos que já haviam amadurecido demais dentro dele. Depois de alguns instantes, falou em voz baixa:
— Há uma coisa que me inquieta profundamente: a sensação de que nascemos para uma única forma de existência e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava lentamente o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
Augusto manteve os olhos voltados para a rua vazia.
— Falo daquilo que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Havia nele certa reverência, como se ambos reconhecessem que algumas reflexões exigem espaço antes de serem tocadas novamente.
Augusto prosseguiu:
— Talvez o grande problema seja esse desvio constante. Nascemos artistas, não apenas no sentido do ofício, mas na maneira de perceber o mundo. E, no entanto, passamos a vida tentando nos adaptar a papéis: marido, cidadão exemplar, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos com atenção.
— E você acredita que isso seja um erro?
— Não exatamente um erro. Talvez uma incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a própria essência.
Miguel recostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive completamente fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço por isso.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu discretamente.
— Isso soa mais como orgulho do que filosofia.
Augusto negou com serenidade.
— Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. Trata-se apenas de reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos nos encaixar à força, alguma coisa em nós acaba se rompendo.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso breve, quase cansado.
— Tentei. Com disciplina, inclusive. Acreditei que bastava insistir, repetir hábitos, cumprir funções… como um ator aprendendo um papel.
— E o que aconteceu?
— Percebi que a vida, quando não é verdadeira, transforma-se num teatro sem plateia.
Miguel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder:
— Talvez todos estejam representando. Alguns apenas têm mais consciência disso do que outros.
— A diferença — disse Augusto — é que certos homens sabem que jamais poderão sair do palco.
— E você se considera um deles?
Augusto desviou o olhar para a rua escura.
— Sei que não consigo viver longe daquilo que me constitui. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas exige tudo em troca.
Miguel assentiu lentamente, absorvendo aquelas palavras.
— E não existe conciliação possível?
— Existem tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, agora mais denso e mais humano.
Depois de algum tempo, Miguel falou novamente:
— É curioso… o mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que existe algo essencial que nos define.
Augusto voltou-se para ele com calma.
— Não insisto. Apenas reconheço.
— E quem não reconhece isso?
— Talvez viva melhor.
— E você prefere o quê?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo sobre a mesa.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo antes de concluir:
— Nesse caso… talvez não sejamos artistas.
Augusto olhou para ele com uma serenidade quase melancólica.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez naquela conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.
Quando a máquina conhece nossas preferências melhor do que nossos amigos, o problema já não é tecnológico; é antropológico e jurídico.
Em um aniversário de amigos é uma excelente oportunidade para trazer uma mensagem de otimismo, ensinando ao aniversariante como ser padrão dos fiéis.
O que mais me inspira hoje é a vontade de exortar aos homens que sejam amigos de Cristo, antes que venham outros e virem amigos da onça.
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