Rita
Perguntaram-me:
Não te cansas de ficar ai escrevendo? Respondi subitamente: Não. Muito pelo contrário. A escrita me alimenta. Deixa-me feliz e leve. Tenho a impressão de que flutuo e saio do corpo. Só meu espírito fica em evidência. Se eu não tivesse a escrita eu já estaria morta, mesmo estando viva. Agradeço a Deus pelo dom que me foi concedido. Ainda bem que eu e a escrita nos encontramos no meio do caminho.
SIMPLES ASSIM...
Às vezes nos perguntamos: Por que as pessoas têm memórias curtas? Ou melhor, Por que elas se esquecem os bons momentos que passaram e viveram com as outras pessoas? Estas perguntas servem de reflexão sobre o que acontece diariamente nos relacionamentos, sejam eles, amorosos ou não. Aí vem os questionamentos: A pessoa passa um período da sua vida com as outras, dedica seu tempo, compartilha sua vida, suas vontades, seus desejos, seus sonhos e as vezes até seus segredos. Acaba vivendo uma outra vida, deixando muitas vezes a sua de lado. Segue outro caminho, o que não era o dela, mas acaba se adaptando e se adequando àquele caminho, àquela vida, àquelas pessoas e àqueles momentos. Até porque acabam virando uma família. Não de sangue, mas de afetos, de carinhos, de amores, de lutas e principalmente de união entre eles. E de uma hora para outra tudo acaba, evapora, como num passe de mágica. Ela olha para trás e pensa: Espera aí, como assim acabou? Assim, de uma hora para outra? Os dias passam, entram os meses e nem um “oi”, ou um “como estás”? Ou “o que aconteceu”? Nada. Nenhum telefonema. Nenhuma mensagem. Nenhum ruído. Nenhum sinal. A pessoa que se dedicou tanto, passou a ser invisível. Um nada para aquelas pessoas. Tudo se tornou tão frio! Tão sem emoção! Tão vazio! Foi aí que Ela chegou a uma triste conclusão: Aquelas pessoas que ela considerava sua família haviam se esquecido dela. Simplesmente apagaram-na de suas vidas como se Ela fosse um desenho feito a lápis e com uma simples borracha apagaram-na de suas vidas e deixaram aquela página em branco. Simples assim.
O Que Eu Busco
O que eu busco vai além da carne
Vai além do céu
Vai além do mar
Vai além de tudo o que está além.
Difícil X Fácil
Aceitar os fatos é algo que não nos foi ensinado. Por estas e outras razões, sofremos. Um sofrimento louco. Um sofrimento árduo. Um sofrimento doído. Um sofrimento bruto. Daquele que estraçalha a alma e bagunça o nosso espiritual. Por estas e outras razões, acabamos vivendo uma vida que não é a nossa. Uma vida sem graça. Uma vida sem perspectiva. Sem enxergar o caminho que devemos seguir e que está bem na nossa frente. Por que é tão difícil aceitar aquilo que nos foi determinado? Porque a cada dia, uma nova luta, um novo acontecimento, uma nova era.
Sabemos que viemos para cumprir nossa missão. Sabemos que precisamos aceitar. Sabemos que antes de vir, seria desta forma. Sabemos que precisamos fechar ciclos. Sabemos de tudo. Sabemos, mas não aceitamos. Por que é tão difícil aceitar, se sabemos? Porque estamos acostumados com o que é mais fácil. Tudo o que é difícil, não queremos. O difícil dói. O difícil bagunça. O difícil nos deixa atordoados. Preferimos o fácil pelas razões contrárias do difícil. E assim, caminha a humanidade, preferindo aquilo que não mexe com o que nos faz crescer.
Para que uma relação dê certo, as duas partes tem que estar em perfeita harmonia (corpo, alma e espírito). A vida a dois é como um cordão que passa por dentro de um colar. Tem que ter união e conexão.
Lutamos pelo poder de conquistar o material e deixamos imaterial por consequência da nossa imaturidade.
Enigma
Sou uma mulher que a vida ensinou a dar valor às pequenas coisas. Talvez pela educação que recebi. Talvez por morar numa cidade pequena. Talvez porque não tive tantas e tantas oportunidades como às de hoje ou talvez porque já nasci com este olhar que crê nas belezas que a natureza oferece.
Sou uma mulher cujo semblante quer dizer muitas coisas. No olhar há um livro a ser decifrado, cada página uma história, cada linha um segredo. Assim sou eu, cheia de enigmas como qualquer ser humano, que tem dentro da caixa seus segredos.
Sou uma mulher, que às vezes se sente tão adulta que leva no ombro o mundo inteiro e outras vezes tão frágil quanto uma criança que ainda brinca de ser feliz.
Assim, sou eu, às vezes uma criança, noutras mulher.
Sempre estaremos na corda bamba. A vida é um desenrolar de emoções. Um ultrapassar de obstáculos. Um tropeço de loucura. Agarremo-nos com convicção e ultrapassaremos as barreiras que encontrarmos no meio do caminho.
Na vida temos que fazer escolhas. Deixar para trás muitas vezes o que amamos e seguir. Nossos sonhos nem sempre estão na mesma sintonia que o do outro.
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